O quase desempregado Steve Carell

Ficha Corrida

Nome completo: Steven John Carell

Idade: 48 anos

Signo: Leão

Altura: 1,75m

Estado civil: Casado

Nos tempos de escola foi… editor-chefe do jornal

Tem… rinite alérgica

Foi rejeitado… pela produção de Whose Line Is It Anyway? para qual fez testes antes de ganhar fama com The Office

Laços de família: Tem dois filhos, Elisabeth (10) e John (6)

Esta é a sua vida

Steve Carell, o caçula de quatro irmãos, nasceu no dia 16 de agosto de 1962, em Concord, Massachusetts, filho de Harriet, uma enfermeira, e Edwin, um engenheiro elétrico. O pai de Steve era filho de italianos e mudou o sobrenome da família de Caroselli para Carell pouco antes do nascimento do menino.

Quando pequeno, Steve tocava pífaro (um instrumento parecido com uma flauta) e, mais tarde, juntou-se a um grupo que reencenava um fato histórico americano, o que despertou nele o interesse pela matéria, na qual ele se formou na Universidade Denison em 1984.

Originalmente, Steve Carell aspirava ser um radialista, mas acabou indo trabalhar como carteiro. Antes de optar pela carreira de ator, Steve ainda considerou estudar Direito, porém quando estava preenchendo a ficha de inscrição, ele travou na pergunta “Por que gostaria de ser um advogado?” e percebeu que aquilo não era para ele.

Carell começou a atuar nos palcos em uma companhia de teatro infantil e seu primeiro espetáculo adulto foi a comédia musical Knat Scatt Private Eye. Na época, ele também atuava em comerciais de TV como esse do Brown’s Chicken, que foi lançado em 1989.

Em 1991, Steve juntou-se a trupe The Second City, famosa por revelar, entre outros talentos, Tina Fey e Mike Myers (Austin Powers). Foi por lá que ele conheceu sua futura esposa, a atriz Nancy Walls, que anos depois participou de The Office, interpretando a correta de imóveis e interesse romântico de Michael Scott, Carol Stills. Mas, a gente chega lá. O ano de 1991 também marcou a estreia de Carell no cinema, com um ponta no filme de John Hughes, A Malandrinha, com James Belushi (The Defenders).

Seu primeiro trabalho de destaque na TV só veio 5 anos depois, quando tornou-se membro do elenco do The Dana Carvey Show, um programa da ABC no estilo do Saturday Night Live. O show durou apenas 7 episódios, mas sua esquete The Ambiguously Gay Duo, em parceria com o amigo Stephen Colbert, continuou no SNL, no qual ele fazia participações esporádicas. Nesta época, Steve também interpretava um personagem coadjuvante na série de Tim Curry, Over the Top, além de ter participado de um episódio de Just Shoot Me, em 1998.

Steve Carell continou fazendo pequenos papéis em filmes para TV e séries, enquanto trabalhava como correspondente do The Daily Show, até que em 2002, conseguiu um papel na sitcom de Julia Louis-Dreyfuss, Watching Ellie. Infelizmente, não foi com essa série que Julia conseguiu quebrar a “maldição de Seinfeld” e ela foi cancelada depois de apenas 16 episódios.

Eu não me acho engraçado — eu não encho o ambiente com o meu humor… Eu fracassaria miseravelmente como comediante de stand-up.

Um ano depois, Carell teve sua primeira grande vitrine com um pequeno papel no filme Todo Poderoso, estrelado por Jim Carrey. Apesar de não se mostrar muito animado no tapete vermelho da estreia, achando que suas cenas tinham sido cortadas da versão final, ele teve um bela surpresa: suas cenas não só entraram, como o público se divertiu muito com suas caras e caretas.

Antes de começar a trabalhar no escritório mais bagunçado da TV americana, Carell apareceu no filme de Woody Allen, Melinda e Melinda e fez mais um papel de jornalista, desta vez na comédia de Will Ferrell, O Âncora, ambos lançados em 2004.

No ano seguinte, Carell assinou um contrato com a NBC para estrelar a versão americana da comédia britânica The Office, um suposto mockumentary sobre a rotina dos funcionários de um escritório de uma companhia de papel. Apesar de sua primeira temporada ter conquistado audiências medíocres, a NBC decidiu apostar na série e a renovou para outra temporada, apoiada no sucesso de Carell no filme O Virgem de 40 Anos de 2005.

A aposta deu certo e a série se tornou um sucesso de público e crítica. The Office venceu o Emmy de Melhor Comédia em 2006 e foi indicada ao Globo de Ouro em 2007, 2009 e 2010. E pelo papel do amalucado chefe Michael Scott, Steve Carell foi indicado ao Emmy por 5 anos consecutivos (de 2006 a 2010) e recebeu o Globo de Ouro em 2006. Além disso, por também ser um dos roteiristas da série, Carell ganhou um prêmio do Sindicato dos Roteiristas (WGA) pelo episódio Casino Night (S02E22).

O sucesso conquistado com a série, abriu muitas portas para Steve no cinema, muito embora a maioria de seus papéis abusem de seu dom de fazer rir. Depois de O Virgem de 40 Anos e de uma ponta na adaptação da série A Feiticeira (com Nicole Kidman), Carell estrelou a continuação de Todo Poderoso, a adaptação de outra série para o cinema, Agente 86, a comédia Uma Noite Fora de Série, ao lado da rainha do riso Tina Fey e, mais recentemente, participou de Um Jantar para Idiotas, ao lado de Paul Rudd (Friends). Steve também já emprestou sua inconfundivel voz para as animações Os Sem-Floresta, Horton e o Mundo dos Quem! e Meu Malvado Favorito.

Porém, para conseguir fugir da sina do “cara engraçado”, Carell teve que apelar para os filmes indepedentes e surpreendeu a muitos com sua atuação como um gay suicida no sucesso Pequena Miss Sunshine. Além disso, ele também atuou na dramédia romântica Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada com Juliette Binoche e no drama Crazy, Stupid, Love com Julianne Moore (30 Rock), que tem estreia prevista para julho deste ano nos Estados Unidos.

E para tristeza geral, em abril do ano passado, Steve anunciou que deixaria The Office, quando seu contrato terminasse, no fim da atual temporada. A questão agora é saber se a série conseguirá sobreviver sem seu protagonista que, como dissemos lá em cima, foi a razão da série não ter sido cancelada logo de saída. De qualquer maneira, sentiremos saudades, Steve!

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