O que achamos de O Hipnotizador

Os mistérios do subconsciente de um hipnotizador insone, na nova série da HBO.

O sono chega com passos ligeiros.” — ARENAS, Natalio

Acabou de começar O Hipnotizador, produção da HBO Latin America adaptada da HQ El Hipnotizador, dos argentinos Pablo De Santis e Juan Sáenz Valiente. A série terá uma trama base como fio condutor, porém contará um arco diferente a cada um dos 8 episódios de 1 hora.

A trama de O Hipnotizador se passa em uma cidade fictícia, na fronteira entre dois países no período pós-guerra. A série foi rodada em Montevídeo, e seu elenco bilíngue conta com brasileiros, argentinos e uruguaios, e o idioma alterna entre português e espanhol naturalmente durante todo o tempo, enchendo o Mercosul de orgulho.

Arenas (Leonardo Sbaraglia) é um homem misterioso que chega à essa cidade, se hospeda em um hotel soturno e faz apresentações de hipnotismo em um teatro decadente. Logo descobrimos que esse homem é capaz de acessar o passado de todos através do subconsciente, é incapaz de dormir e desconhece sua própria história. Usando seu poder — ou seria técnica? — Arenas ajuda personagens a desfazerem os nós em suas mentes e compreender seus medos e traumas.

o hipnotizador no facebook

Muito antes de Fabio Puentes fazer pessoas comerem cebolas em programas de TV com o seu famoso “Bem dormido, bem dormido, bem dormido” o hipnotismo já era uma ciência, ou seria dom, que assustava na mesma medida que encantava as pessoas.

O contraponto de Arenas, é Darek (Chico Diaz), médico que à princípio se diz cético aos efeitos da hipnose. Enquanto Arenas não consegue dormir, Darek sonha com ele todas as noites.

Assim, cheia de dualidades, é O Hipnotizador. Um confronto entre o consciente e subconsciente, a ciência e a crendice, o sono e a abstinência. Tudo na produção contribui para expor essas dicotomias, desde o trabalho de luz e sombra na fotografia, até a alternância entre os idiomas.

O piloto apresenta os personagens centrais mas não conta a vida pregressa deles, a história vai se revelando, enquanto “mistério” deste episódio é desvendado. A mocinha dividida entre eles, Lívia (Juliana Didone), aparece apenas em flashbacks.

O episódio me pareceu mais longo que o necessário, com a narrativa arrastada, mas me deixou com a dose certa de curiosidade para seguir assistindo a série. Principalmente pelo promo do segundo episódio que tem Gero Camilo como um homem que teve um dia roubado. Esse clima que paira entre o suspense e sobrenatural me pareceu bem sedutor.

O trabalho de direção de arte é impecável, com um skyline noir decadente, cenários e figurinos caprichados que mesclam cores frias e muitas texturas. O mesmo acontece com a maquiagem, pálida e opaca, onde o destaque é para os olhos de Leonardo Sbaraglia, vermelhos e fundos, dignos de homem que não dorme.

Entrevistamos Bianca Comparato e Juliana Didone, e elas contaram um pouco sobre a importância do figurino e das locações na composição de suas personagens. Clica e confira!

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