O que achamos de Sol Nascente

Sol Nascente, a nova novela das dezoito, tem charme e sensação de Vale a pena ver de novo.

Nem preciso pedir pra ela acompanhar a gente nessa viagem, né, pai?” — ALICE.

Substituir simplesmente o maior sucesso dos últimos dez anos do horário. Essa é a ingrata missão de Sol Nascente, a nova novela das dezoito, de Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fischer. E a aposta é completamente diferente das produções de época que dominam o horário.

Sol Nascente é uma novela mais moderna e solar. Aproveita a imigração estrangeira no Brasil para contar uma história de amor e amizade que atravessa gerações. Utilizando duas famílias, uma de italianos e outra de japoneses, a novela coloca-os em um cenário litorâneo. Parece algo totalmente desconexo, mas acaba funcionando.

Walther Negrão é bastante acostumado a esse universo. São deles as tramas de Como uma onda e Flor do Caribe e a mãe de todas elas: Tropicaliente. Geralmente, são histórias mais leves, com gente jovem, bonita, aproveitando o cenário para viverem lindas e intensas histórias de amor. Na verdade, o tema é um pouco saturado e fica aquela sensação de que se você viu uma, viu todas.

A história é bem genérica: Alice e Mário são amigos de infância. Ele é apaixonado por ela, ela não. Após ganhar uma bolsa de pós-graduação no Japão, Alice acaba conhecendo César e se apaixona por ele. Os dois voltam em um relacionamento e Mário precisa lidar com essa novidade.

Além disso, há uma subtrama envolvendo a vinda dos italianos para o Brasil que passa pela máfia siciliana e que obriga os De Angeli a saírem de São Paulo. Ainda que isso possa render algo, soa artificial.

Nada de diferente do que já foi visto. A mão de Negrão está presente em todos os momentos de Sol Nascente. Nem a chegada de Suzana Pires, bastante conhecida por seus papéis cômicos, e Júlio Fischer acrescentaram frescor a uma fórmula tão batida. O público não engole mais esse tipo de trama se elas não apresentam novidades.

Algo que incomoda é a escalação de Luís Mello para interpretar o japonês Kazuo Tanaka. O talento do ator é inegável e ele não precisa provar isso a ninguém. No entanto, colocá-lo como um japonês é exigir demais do público. Por mais que exista um diálogo explicando que ele é mestiço, não convence. E se algo tão primordial assim não emplaca, fica ainda mais difícil comprar a ideia da novela. Pegou muito mal.

Os outros atores estão muito bem. Aracy Balabanian é sempre Aracy Balabanian. Assim como Francisco Cuoco. Giovanna Antonelli e Bruno Gagliasso possuem uma boa química e apesar de ainda não formarem um par romântico são capazes de derreter qualquer um que os veja juntos.

Nessas duas semanas no ar, Sol Nascente brindou o público com belíssimas imagens e paisagens de perder o fôlego. Mas a trama pouco avançou e não arrebatou o público. Ainda há espaço para recuperação, porém é difícil acreditar que isso realmente acontecerá.12121

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