O que o futuro reserva para a TV por assinatura?

2010 pode ser um ano significativo para o ramo de televisão por assinatura. O Brasil pode fechar este ano com 9 milhões de assinantes, gerando, aproximadamente, um total de 30 milhões de telespectadores. O número parece exorbitante, mas não é, se compararmos com o número de pessoas que vivem no Brasil (aproximadamente 190 milhões). Só no ano passado, os lucros chegaram a 10 bilhões de reais incluindo publicidade.

A expansão da TV por assinatura começa a chegar a classe C. Apesar disso, o setor comemora a adesão de quase 1 milhão de assinantes só no primeiro semestre deste ano, uma alta de 13%. “Esse número se justifica com o advento da Copa do Mundo”, segundo o presidente da Assossiação Brasileira de Televisão por Assinatura, Alexandre Annemberg. “Nós não podemos projetar os números do segundo semestre simplesmente dobrando esses 13%, mesmo sabendo que o horário eleitoral poderá atrair novos assinantes”, continua Annemberg.

Parte do Brasil não tem acesso a essa tecnologia. Em um mapa apresentado pelo presidente da ABTA, durante coletiva de imprensa, fica claro que a televisão a cabo se concentra em regiões economicamente ativas. Para que mais regiões do país possam desfrutar da TV a cabo são necessárias que algumas barreiras legislativas sejam quebradas. Na atual legislação, empresas de telefonia são impedidas de ingressarem no mercado da televisão por assinatura, da mesma forma que empresas de capital estrangeiro. A entrada de novas empresas de telefonia pode acelerar a expansão da TV a cabo para regiões menores ou menos desenvolvidas. Além de poderem apresentar uma programação personalizada para essas regiões. “Uma empresa de médio porte, que ofereça TV por assinatura, pode, por exemplo, ter uma programação de canais rurais em regiões onde se tem muitas fazendas”, disse o Annemberg.

Outra preocupação do ramo, em geral, é a PLC 116 (antiga PL29), uma lei polêmica e, há muito tempo discutida, que poderá regulamentar a área de televisão por assinatura de uma vez por todas. Uma reclamação da ABTA é a falta de concessões para a TV a cabo. São mais de 10 anos sem nenhuma nova concessão, o que impede o crescimento do setor. Junto com a TV a cabo, tecnologias como DHT e MMDS, levam ao telespectador a programação por assinatura. Aqui no Brasil, a tecnologia DHT (via satélite) é a única que vem conseguindo novas concessões, logo, está presente em todos os municípios do território brasileiro.

É com esse panorama que a ABTA apresenta a 18ª edição de sua convenção, onde reúne expositores do ramo de TV, Internet e telefonia. Na ABTA 2010, serão discutidos diversos temas, como a convergência dessas tecnologias, bate-papos e palestras com diversos convidados. Entre os palestrantes, estão Roberto Irineu Marinho, presidente das organizações Globo, Carlos Kirjner, assessor de banda larga do governo Obama e executivos do setor. Este ano, a convenção contará com 30% a mais de expositores em comparação com 2009. Além disso, países como China, França e EUA estarão presentes.

A convenção é aberta ao público. Para quem se interessar, visite o site: www.abta2010.com.br

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