O Rebu acabou (ponto)

Ter dois grandes trabalhos no currículo faz que um terceiro trabalho realmente seja grandioso? Não necessariamente. A dupla responsável pelos retumbantes sucessos O Canto da Sereia e Amores Roubados adaptaram a trama de 1974 para os dias atuais. George Moura e Sérgio Goldenberg tentaram manter os mesmos trunfos de suas obras anteriores, mas o tiro saiu pela culatra.

Nem sempre a mesma equipe consegue salvar o mundo.

Queria recomeçar esse texto, que ficou muito parecido com notícias do UOL ou do Terra, mas to sem tempo pra isso. Isso aqui é uma #GONGSHOW e não um jornalismo engessado. Vamos descer a lenha então, amiguinhos?

Quem foi que, de fato, curtiu O Rebu? Não vale mentir para se enturmar, hein?!?

Xico, cê tá falando sério?

De início, eu gostei bastante. Mas esse “de início” foi bem antes de a trama, de fato, estrear. As propagandas eram tão promissoras e cheias de “tum” no melhor estilo “filmes-do-Christopher-Nolan-especialmente-A-Origem” que conquistaram logo de cara. A fotografia de Walter Carvalho em tons desbotados, a chuva, o corpo boiando na piscina, a música da Amy Winehouse, as caras de culpados de todo mundo do elenco. CA-RÁ-LEO! Tinha como não dar certo?

Assim, não é que não tenha dado certo. Apenas não deu certo o suficiente. O Rebu prometeu mais do que cumpriu e isso me deixou muito frustrado. Frustração oriunda [sempre quis usar essa palavra na #GONGSHOW] de ficar acordado até tarde e acordar cedo no dia seguinte para aguentar meus alunos que não foram dormir tarde e, justamente por isso, acordaram super bem dispostos, aliás, dispostos até demais. Frustrado por estar diante de um produto que só era isso mesmo: um produto de embalagem muito bonita e bem acabada, mas de conteúdo nem tão bom e não tão bem acabado.

Apenas conteúdo!

Não é que eu esteja reclamando por reclamar. Não sou desses. Mentira, sou sim. Mas nesse caso, minha reclamação é totalmente fundamentada em fatos. A começar pelo nome da Cássia Kis Magro. COMO ASSÉÃM ELA AGORA TEM MAGRO NO NOME? Eu não recebi nenhum memorando sobre isso e, quando via que havia uma Cássia Kis Magro, me perguntei se era realmente uma outra atriz ou se era a mesma com nome diferente. A segunda opção provou-se verdadeira. Ok, ela se casou e quer ter o nome do marido, mas sei lá… me senti traído.

Ela quis magro. Puro preconceito com gordinhos...

Li em algum lugar que esse foi o melhor trabalho da Sophie Charlotte. Cara, quando você só faz trabalhos ruins, qualquer coisa com a fotografia de Walter Carvalho é o melhor trabalho. Gente, acordem! Ela é sofrível, parca de recursos e só sabe falar com aquela voz pausada de quem tomou cinco rivotril, dormiu, mas foi acordado antes do efeito do remédio acabar. E outra coisa, bastou mostrar o peitinho e a bundinha e pronto!, é o melhor trabalho.

E aquele Jesuíta, hein?!? Com esse nome, eu não dava muita coisa não. Mas ao presenciar o trabalho e o “talento” do menino, dá pra entender porque a Morgado queria dar muito mais coisas para ele. Aliás, a Morgado é outra que eu adorei na novela. Aquele ar eternamente drogado dela foi incrível. Acho muito bom atrizes que parecme que vão trabalhar bêbadas e passam isso para o papel. Tipo a Vera Holtz, sabe, que mais uma vez se deu bem e se atracou com o segurança tesudo. A danada só pega esses rapazes incríveis [alguém se lembra dela em Presença de Anita?

Se ele é jesuíta, isso é o que chamo de evangelização!

A Paty Pillar tava diva como sempre e nem precisou se esforçar muito. Já a Dira Paes e o Marcos Palmeira estavam canastrões ao extremo. Não sei se a culpa foi do texto ruim que eles tinham em mão, se a interpretação não ajudou, mas a Dira tava insuportável com essa tentativa de fazer a Kate Mahoney. E o Palmeira? A cada palavra que ele proferia, meu cérebro fazia um duplo twist carpado estendido.

A novela teve uma produção impecável, mas pecou muito no texto e na condução da trama. Foi bem melhor do que as coisas que estão no ar, mas isso não diz muita coisa. Ainda mais para quem está acostumado com as produções americanas. É um bom caminho, mas precisamos melhorar. O texto precisa ser muito bom, assim como tinha sido nas duas minisséries. Quem sabe em uma outra oportunidade, né? Até lá, ficaremos com a obviedade das duas assassinas e do mais clichê ainda tiro à protagonista. Alguém chegou a duvidar que a Ângela não seria morta, ainda mais depois de ela ter entrado naquela sala totalmente de vidro, aberta, exposta?

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