O Retorno de True Blood, S03E01

True Blood voltou e muito mais afiada do que nunca. A Camis escreveu a review dela por aqui, mas eu também quero dar o meu parecer!

Quando digo que a série voltou afiada, desconsidere as presas mostradas por Bil, Eric, Pam, Jessica, Sophie-Anne, a vampira Rainha, ou qualquer outro que tenha colocado os dentões para fora neste primeiro episódio afinal, afiado mesmo foram os diálogos que deram o tom de graça e sex appeal desta primeira parte dos episódios que estão por vir.

Como já esperávamos, a história continua de onde parou. Ainda é cedo para dizer mas arrisco que enquanto as temporadas anteriores tiveram, entre tantos temas, a luta dos vampiros por seus direitos, neste temos Sookie perdida entre todas as leis e regras da falida sociedade de homens vivos em que vivemos e, no final das contas, ela acabou recorrendo aos mortos para poder avançar na busca por seu noivo — ao qual ainda não teve chance de dizer sim, e eu ri muito com essa frase da própria persongem!

Para a porção que adora a sensualidade vampírica da série, digo que ali houve material para todo tipo de apetite sexual de fã, o que rendeu até ótimas piadas — como a bancada de psiquiatras de cachorros que davam mole para Jason. No final das contas, Jason é que acabou dando mole para elas (tum-tum-pá!).

Há que se fazer uma pausa para comentar Sookie flagrando Eric em uma maratona de seis horas de sexo selvagem — “Bill não tem vigor para aguentar?”, perguntou o vampiro nórdico ao ver a cara de surpresa de Sookie.

Houve até brincadeirinha de Alan Ball com público gay, colocando dois dos mais desejados personagens do elenco em uma cena um tanto quente. O que foi aquele sonho do Sam sem camisa junto com o Bill, que o convidou para uma chuveirada? Sem esquecer o quase beijo na boca que rolou… Para sorte de Sam, era apenas um ‘pesadelo’. Para sorte de Sam……

Outros personagens abalados com os fatos dados no final da segunda temporada não entraram na brincadeira, mas havia motivo suficiente para isso, como era o caso de Tara e Jessica. Mas vamos por partes!

Jessica em seu ‘vai não vai’ com Hoyt acabou se precipitando. Sem controle, fez sua primeira vítima letal e agora está sofrendo para remediar seus atos. Enquanto isso, Tara também está lidando com a morte relacionada ao romance, porém em seu caso tudo é mais intenso. Jason matou Eggs, O amor da vida de Tara. O Detetive Andy o está enconbrindo em uma espécie de agradecimento por sua vida ter sido salva por Stakhouse.

A própria dupla vive agora seu drama, afinal Jason é burro e Andy imagina que o cara não conseguirá guardar segredo. Disso surge uma nova frase célebre: Conscience off, dick on and everything will be alright! — algo como “Desliga a consciência, pensa com a outra cabeça e tudo vai ficar beleza!”

O problema é que Jason não tem conseguido se concentrar em seu novo mantra. Digamos que a coisa não subiu à cabeça… Pelo menos não a de baixo. rs

Voltando à Tara, entramos na parcela drama do seriado. Ao lidar com a morte de Eggs, vemos a personagem entrar em uma espécie de luto extremo e repentino. Isso a primeira vista parace absurdo, afinal a experiência mais parecida que tivemos com isso na série foi a síndrome de pânico de Lafayete, um tema que rende drama mas que não cabia tanto em True Blood.

Porém aqui não há como sair ileso, afinal como a própria Tara disse: a garota acabou de perder o único cara que a amou. E o que vimos em relação a Tara desde o primeiro episódio da série? Uma bomba relógio raivosa movida a carência, pronta a explodir nas mãos daqueles que não a compreendiam.

Desta vez nem mesmo seu porto seguro, Sookie, foi capaz de segurar a onda. A revelação de que a telepata havia clareado a mente de Eggs, o que trouxe remorso ao cara por ter feito tudo o que fez a pedido de Maryann, acabou rendendo um ataque violento de Tara sobre a melhor amiga, que a expulsou de casa.

Aliás, como disse a própria Pam, Maryann é uma ótima decoradora (#NOT) afinal o estado em que ela deixou a casa herdada por Sookie é realmente deplorável. Mas aquele era o menor dos detalhes, afinal Bill estava desaparecido e um calafrio de Pam deu luz ao detalhe importante: Os vampiros podem se comunicar e o calafrio representava isso. Se Eric podia chamar Pam, logo Bill poderia chamar Jessica — o que de fato aconteceu.

Mas já que começamos a falar de Pam, vamos até o fim, mesmo porque a parcela Fangtasia do elenco nos trouxe coisas importantes a serem consideradas.

Primeiro o retorno do ótimo Zeljko Ivanek no papel do Magistrado Vampiro, e depois mais um pouco de noção sobre a organização destes, que apesar de Reis e Rainhas, têm uma lei soberana que coloca todos no mesmo patamar, não importando rótulos de realeza ou ralé, já que no final das contas são os mesmos que ferram seus semelhantes para vender algumas gotas de sangue.

E os vampiros ainda lutam por direitos iguais aos dos humanos… tsc tsc! O contrário faria mais sentido.

É claro que sobrou para Lafayete, que agora vai ter que fazer uma queima de estoque de V-Juice! Destaque para ele chamando Pam de puta, como se ela fosse alguma de suas amiguinhas garçonetes do Merlotte’s — aliás, ótima cena ela dando uma chave nele e dizendo que puta ela já não é há muito tempo!!!

E já entra para a hall de ‘Cenas que Alan Ball poderia repetir quantas vezes quisesse’ aquela onde Bill brota da terra sem camisa. Essa é uma das cenas que dá para ver no reapet, again and again and again… Valendo ainda dizer que não há como não ser fã de Bill, o vampiro bom moço que uma hora é vilão, chupando sangue de velhinhas inocentes, e logo depois é bom moço, apagando o horror da mente dela e implantando uma memória que a deixa ainda mais feliz.

Mais uma vez, ponto para Alan Ball, que consegue criar clima fazendo uma velha andar com seu tubo de oxigênio. Quem não ficou com a pulga atrás da orelha vendo aqueles sapatos se movendo com todo cuidado no carpete velho e encardido enquanto uma trilha sinistra de violão criava o horror?

Não houve morte ali. Morte mesmo estivemos prestes a ver na casa de Tara, onde a garota se entupiu de remédios no banheiro e sua mãe, cega de tanta fé em Jesus Cristo, não pôde nem enxergar. Adoro estas críticas. As vezes a gente se vende tanto a um ideal que não vê o que está diante de nossos olhos, ainda mais envolvendo religião, onde tantos postergam a Deus um cuidado que cabe a nós mesmos.

Falando em dramas familiares, Sam não teve apenas cenas de sensualização gay com Bill. O cara agora está em uma busca frenética por informações sobre sua família, que é encontrada até que com certa facilidade. Já conhecemos seu irmão e pelo visto a próxima a ser conhecida será sua mãe.

Sookie e Jessica, agora agora estão juntas. A ruiva deixou o corpo de sua vítima no porão onde dorme e isso vai render. Elas encontram o carro dos sequestradores e nele, pistas sobre a Operação Lobisomem. O que vem a ser isso? Realmente não sei, mas tenho a impressão de que aqueles logotipos lembravam muito os QR Codes que foram usados na campanha de marketing desta temporada.

Vou esperar algum fã louco fotografar a imagem e testar num programa que lê este tipo de imagem… As vezes é só impressão.

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