O sonolento The X Factor US

Há um ano, se alguém me dissesse que a versão americana de The X Factor seria o pior lixo dos realities musicais, eu riria na cara da pessoa e diria “Não viaja!”. Ainda bem que ninguém me disse isso, senão teria que abaixar a cabeça e tristemente levar na cara um “Eu avisei!”.

Na verdade, não teria como qualquer ser humano que desfruta de tais programas saber que isso seria um desastre. Gente, tinha tudo para dar certo! Simon e Paula na bancada de jurados mais uma vez formando a dupla dinâmica e ainda L.A. Reid, responsável pelas carreiras de Pink, Rihanna, Justin Bieber (se bem que, né…) adicionando o toque profissional à coisa toda. Nicole Scherzinger era o único elo fraco da bancada, mas nós poderíamos sobreviver.

E aí que começou e tudo ia bem. Na fase das Auditions, tivemos ótimas performances que nos deixaram esperançosos para ter um time de peso nos Live Shows. Não lembra da fase boa, né? Relembra aí:

Rachel Crow — Mercy

Essa foi a primeira apresentação de todo o programa. De cara, já conhecemos a adorável e talentosíssim Rachel Crow, que nos deixou boquiabertos com sua versão de Mercy.

Chris Rene — Young Homie

Vai falar que você não gostou de Chris Rene quando ele se apresentou pela primeira vez? Ele pode até ser uma decepção agora, mas essa apresentação emocionou não só a mim, mas aos jurados, a platéia e tenho certeza que mais gente assistindo em casa.

Melanie Amaro — Listen

A melhor coisa dessas apresentações são as primeiras impressões que ficamos dos participantes. Melanie chegou de mansinho e, quando resolveu abrir a boca, nos surpreendeu com essa voz power diva que só ela tem no programa.

Drew — Baby

Aí que chega uma menina dizendo em seu vídeo de apresentação que é super fã de Justin Bieber, morreria por ele, blá blá blá. Ninguém deu confiança. Ela seria a garotinha que acha que canta. Enganou todo mundo muito bem. Quando Drew resolveu fazer a melhor versão de Baby que já escutei na vida, ganhou a admiração de praticamente todos que ali estavam.

Tora — I Want You Back

Todos os participantes daí de cima conseguiram chegar aos Live Shows, mas aqui está a primeira candidata que infelizmente não chegou tão longe. Tora fez uma ótima apresentação de I Want You Back e conseguiu seguir na competição até a fase das Judges’ Houses, na qual foi eliminada.

Jazzlyn Little — I’m Going Down

Outra que não sobreviveu para cantar nos Live Shows foi Jazzlyn Little. Todos nós, em qualquer reality show, temos aquele que sentimos muito quando é eliminado. Aqui está meu lamento. Eu sei que não tivemos tempo de nos apegar à Jazzlyn, mas gostei tanto de sua primeira performance, que queria muito vê-la nas apresentações ao vivo.

E assim seguiu o programa, com o fim das auditions e o começo de muito sofrimento, tanto para os participantes, quanto para nós. Sinceramente, nas apresentações em grupo, não consigo me lembrar de uma apresentação que valha a pena compartilhar. Na casa dos jurados, a coisa não é muito diferente, mas tem uma que salva:

A conta é simples: Rachel + Backstreet Boys = WIN!

Mas é depois que saimos da casa dos jurados para as apresentações ao vivo é que a coisa fica feia. Já vou falando daqueles que passaram para essa fase, os que mereciam ser citados já se encontram nos vídeos acima, porque o resto é resto. Acreditem, sou daquelas que gosta de reality musical até quando não é lá essas coisas, só pela diversidade e pela chance de ouvir novos talentos. Então quando digo que nada vale a pena daqui em diante, é porque a coisa é séria!!

Não sei se a culpa é dos jurados, que conseguiram estragar bons cantores com escolhas de musicais horríveis ou o fato de seus comentários serem pesados quando não precisam ser ou jogarem elogios a uma apresentação que não merecia ter sequer um “muito bem”. O fato é que eles se esqueceram da missão de encontrar um novo talento para a América e resolveram brincar de batalha naval, fazendo de tudo para acabar com os participantes um do outro e salvar seus próprios, ainda que os outros sejam melhores.

Basearei minha revolta: desde que os shows começaram não estava muito empolgada com o programa e cheguei ao ponto de apenas assistir as apresentações via Youtube depois do show (porque ninguém merece aquele apresentador chato também). Até que há duas semanas, quando o povo ainda se recuperava de ter perdido Drew (que definitivamente não merecia ter saido), tivemos a tristeza de ver Rachel Crow ser eliminada, sendo que o outro participante que corria risco era Marcus Canty e este foi salvo desmerecidamente. Sabem por quê? Porque desse jeito Simon ficaria só com uma participante (Melanie) em seu grupo e não tem coisa que agrade mais à L.A. Reid e Nicole Scherzinger que ver Simon perder a competição. Me revoltei de vez e parei de ver o programa.

Agora temos uma final boring formada por Melanie Amaro, Chris Rene e Josh Krajcik. E se você já estava me xingando por ter deixado Josh de fora dos vídeos, pare agora. Deixei o melhor, em minha opinião, para o final.

Josh parece ser a única salvação desse programa. Ok, Melanie é ótima, mas acho que o mundo musical já está cheio de artistas como ela. Sem contar que a garota se revelou um dramalhão mexicano que ninguém curtiu. Chris Rene é o típico participante roubando o lugar que pertence claramente a outro, como Rachel Crow ou Drew. Por mais que me doa ver o participante de Nicole ganhar, é o melhor que temos. Sacaram agora a jogada da moça, né?

E assim terminamos uma temporada perdida das nossas vidas. Teremos um novo artista que ninguém ouvirá falar depois que acabar o programa e ficaremos aqui esperando por um material melhor na próxima temporada.

The X Factor US começou com uma qualidade tão ruim quanto a atual fase de American Idol. Pelo menos A.I. teve uns 9 anos de sucesso e, no mínimo, duas artistas consagradas (Kelly amada-para-sempre Clarkson e Carrie rainha-do-country Underwood). Quer uma dica? Abandone desde já o programa e venha assistr aos que valem a pena: The Sing-Off e The Voice.

Até a próxima!

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