O X da questão e do Arquivo

Vinte anos!

Parece muito quando temos dezoito e muito pouco quando temos trinta. É aquela fase boa na qual você entra no chat com o interessante apelido de #curiosinho20a e chovem convites para conversa e otras cositas mas. É o tempo do envelhecimento ideal de uma boa bebida alcoólica que, ganhando esse meu salário de professor, nunca vou ter condições de comprar. É o tempo que você vive de e por aplausos (gente, tem um cisne no clipe!). E é também o tempo que a melhor série de ficção científica de todos os tempos surgiu nas telinhas do mundo inteiro. Sim, amiguinhos, é dia de falar de ARQUIVO X!

Vamos comemorar 20 anos de um sonho…

Xico, você vai gongar Arquivo X?

Amores, nem que eu tivesse tomado uma cartela de Rivotril após uma festa super badalada na qual descobri que uma garrafa de café nem sempre serve para colocar café, eu iria gongar Arquivo X. O objetivo é mostrar que porque uma série que acabou há onze anos continua sambando na cara de muita série modinha por aí (beijo, Caio, o Imperador!). Vocês vão perceber que a verdade ainda está lá fora.

Arquivo X samba e humilha as novatas

Vejo geral babando um ovo absurdo para Under the dome e todas as metáforas criadas por uma vida aprisionada sob uma redoma. O pai de uma amiga, que abandonou o livro e série em seus capítulos iniciais, definiu muito bem: “O que era aquilo?”. Sim, se você é um desses, saiba que Arquivo X só está soltando o som para te ver babando. Qualquer dez minutos do seriado é melhor que os onze episódios de Under the dome. E nem vem venham com mimimi que é mais pura verdade. E se você não é capaz de encarar essa verdade que está lá fora há vinte anos, volte para dentro de casa e não saia de lá!

Vem, gato, me pega! [gif aleatório para simbolizar a corrida das novatas atrás de Arquivo X]Mas para que perder tempo com Under the dome se a série mais explicitamente “inspirada” em Arquivo X atende pelo nome de Fringe? Os fãs vão chiar (e este é o principal papel de um fã: defender com unhas e dentes o alvo de sua devoção mesmo quando os fatos estão sendo arremessados com a força de um tornado em suas fuças), mas é um fato inquestionável: sem Arquivo X, sem Fringe. No pain, no gain.

É só você pensar na estrutura básica de Fringe: casal de agentes do FBI com forte tensão sexual + casos sobrenaturais + teorias da conspiração. Mas Xico, eu já vi isso antes. Claro que você já viu e de uma forma melhor.

"A gente já viu isso antes, certo?" "Sim, só que melhor"

Não, não estou tirando os méritos de Fringe. Ninguém melhor que eu para saber reconhecer as qualidades da série. No entanto, a cada vez que vejo o seriado, especialmente a primeira temporada, percebo o quanto de Arquivo X existe ali. Chris Carter (na minha atual condição, acho-o super pegável) fez escola e o seu mais aplicado discípulo foi Fringe. Conseguiu fazer-se relevante? Sim. Foi capaz de superar o mestre? Não.

Vamos, Fringe-san, é assim que se faz.

Amados, Arquivo X fez o tema sobrenatural ser levado a sério na TV. E ainda precisou caprichar pra prender a atenção do espectador usando, basicamente, o roteiro. Os efeitos especiais na televisão eram bem pobres. Fringe já não passou por esse problema, uma vez que os tempos são outros e os efeitos são bem mais eficientes agora. Você tem noção do que é sugerir, do que é fazer acreditar, quando não se tem meios visíveis para tornar o inacreditável em algo real e palpável? Pois é. Arquivo X conseguiu. E usou basicamente a palavra e a imaginação para isso. Que outra série de ficção científica (e outras em geral) é capaz de fazer isso? Se você encontrar alguma, eu faço uma cirurgia e me transformo num macaco albino africano de saco azul florescente.

Xico, cê tá falando sério?

Isso porque nem vou mencionar os membros originais da equipe de produção que saíram por aí como machos reprodutores espalhando a semente arquivoxisiana, fecundando úteros televisivos e mentes ansiosas por essa verdade tão deliciosa.

Prazer, Macho Reprodutor!

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