OITNB 3×04 — Finger in the Dyke

Escândalo é o tema de Finger in the Dyke, quarto episódio da nova temporada de Orange is the New Black.

Eu me recuso a ser invisível!” — BLACK, Carrie (Big Boo)

A parte mais difícil em acompanhar Orange is the New Black para o Box e escrever as reviews é não poder fazer maratona. Na primeira temporada, quando ainda não tinha essa responsabilidade, eu assistia quatro ou cinco episódios de uma vez só e ia dormir feliz.

Agora, como me recuso a ver tudo de uma vez e estragar aquela sensação única que cada episódio deixa, fico morta de ansiedade enquanto escrevo as reviews para poder ver o seguinte de uma vez. Mas descobri que isso também me ajuda a não matar a série toda de uma vez, o que não deixa de ser algo bom, né? Enfim, chega de falar de mim e vamos ao episódio.

Finger in the Dyke foi um episódio morno, o mais fraco da temporada até agora. Mas para uma série como OITNB, onde mesmo os episódios mais fracos são acima da média, nem dá para reclamar muito.

Temos como plot principal a ideia de Big Boo em se tornar religiosa para ganhar o dízimo de alguns fanáticos, coisa que acontece com Pennsatucky. A amizade das duas está cada vez mais profunda e é interessante acompanhar as interações que acontecem entre elas. Algumas vezes chegamos a esquecer o quão maluca a Dogget é pois ela tem falado coisas até que sensatas em alguma situações (excluindo comentários racistas, xenofóbicos e homofóbicos, claro).

The Great Hate Fuck

Durante a transformação de Boo ela é a única que manda a real: “Boo, você está muito esquisita”, e começa lentamente a se desvencilhar daquela ideia de religiosa fanática que ficou fixada na primeira temporada.

Estaria Pennsatucky se tornando uma pessoa normal? Tenho medo de acreditar nisso e ela fazer alguma insanidade para acabar com minhas esperanças — o que é muito provável de acontecer.

Quanto a Big Boo, acompanhamos sua luta constante para ser aceita como ela é. Sua relação é melhor com seu pai que aparenta ser bem mais tolerante que a mãe, inconformada com a filhinha com cara de anjo que prefere se vestir como um moleque e não como uma princesa.

Quase todos os flashbacks do episódio mostram esse lado masculino que ela possui e que não é bem aceito e o último, no hospital, traz o discurso que fica entalado na garganta de todo mundo que não atende aos padrões e é pressionado por causa disso.

Boo vem para mostrar que ela não é menos por ser diferente do padrão, que ela merece ser vista, merece mostrar suas tatuagens e ter sua imagem respeitada. Com muitos “fucks” no meio, ela coloca aquele pastor babaca pra fora de Litchfield e acaba percebendo que, mais importante que ganhar um monte de dinheiro de fiéis intolerantes, é manter a imagem que ela possui de si mesma e seu orgulho próprio intactos. O mais importante é manter-se visível.

E Boo não foi a única que deu escândalo na sala de visitas. Achei bonitinho Piper assumir para a família seu relacionamento com Alex e pedir a moça em namoro depois. A cena do puxão de orelha foi hilária, mas também podemos ver esse momento da Piper como sua explosão de autoafirmação.

Cansada de ser julgada, ela joga tudo na cara de seus pais que, mesmo em seu aniversário, não conseguem trata-la como um ser humano normal.

A relação entre Piper e Alex está ficando bem fofa, o que me faz pensar que alguma coisa vai acontecer para estragar essa harmonia recém-conquistada. Estamos saindo daquele fervor de início de temporada e chegando aos episódios de “meio”.

É a partir daqui que a temporada começa e definir seus rumos e os únicos tópicos constantes são VAUSEMANN e a venda de Litchfield (ponto para o Caputo). Vi algumas stills por aí que sugerem novos personagens e abordagens, mas fica difícil especular por enquanto.

E falando da venda de Litchfield, já explico que não é bem uma venda. A prisão continua sendo propriedade do Estado, mas a administração será feita por uma empresa terceirizada. As cenas mais hilárias do episódio se dão na visita que o conselho da tal empresa faz a Litchfield para avaliar se vale a pena ou não administrar a prisão.

O machismo rola solto, claro, mas é engraçado ver como tudo que poderia dar errado, dá. Desde Morello dançando com a vassoura, aos prantos, lembrando de Nicky, a Suzanne surtando e tirando a roupa porque Vee “apareceu para ela”.

Nossa querida Crazy Eyes está com dificuldades para lidar com a partida de Vee e acorda todas as noites gritando por conta disso. As outras presas já não a aguentam mais e Taystee parece ser a única que consegue controla-la. A cena em que ambas se dão conta de que, sim, Vee se foi e não, ela nunca mais voltará, é linda.

Taystee e Suzanne precisavam disso, desse encerramento, desse “Let it go”. Claro que Crazy Eyes, sendo quem ela é, tinha que achar que Taystee é o novo amor de seu coração magoado, mas não vejo nada saindo daí.

O que eu vejo é um romance florescendo entre Red e Healy. Chega a ser fofa a forma com que ele está todo cheio de dedos com ela agora, dando florzinha, chamando de Galina… Sendo a romântica incurável que sou, já vejo o final feliz para os dois, num lugar bem longe de Litchfield — aí eu acordo desse sonho cor-de-rosa e lembro que é de OITNB que estamos falando e que finais felizes não são exatamente a prioridade da série.

Falando de Red, ainda, ela revela que a droga encontrada na mesa de Luscheck era realmente de Nicky. Eu achei que não fosse, então considerem isso como uma errata da informação dada na review anterior. Tenho a sensação de que Nicky não vai voltar e, se voltar, vai ser depois de um bom tempo. Isso me deixou triste.

Outro que não deve voltar é Bennet. Primeiro porque o Matt McGorry está envolvido com How to Get Away With Murder, até onde eu sei, e depois porque seria muito lindo e muito fácil ele e Daya simplesmente serem felizes e fofos para sempre, com o bebezinho e todos os irmãos dela morando junto. Bennet nunca foi o cara mais corajoso do mundo e, quando viu com o que teria que lidar, deu um jeito de colocar o corpo fora. Pobre Daya.

Enfim, um episódio morno. O desenvolvimento foi mais lento do que o habitual, mas ainda assim foi bem divertido. Bem mais divertido do que o aniversário de Piper, com direito a puxão de orelha e listinha de músicas escrita pela namorada.

Um feliz 7 de junho para vocês! 😉

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