Orange is the new Black, comédia levada a sério pela Netflix

Após o lançamento de Arrested Development, o serviço de streaming Netflix chega com uma nova comédia, Orange is the New Black. A convite da própria Netflix, passamos a manhã desta segunda com parte do elenco do show. Conversamos sobre os episódios, as novidades deste tipo de serviço e o futuro da série.

A quarta produção original do serviço é baseada na biografia de Piper Kerman. Na série ela é interpretada por Taylor Schilling. O drama cômico traz comédia levada a sério, num sistema de distribuição que só cresce mais e mais. A criação e produção executiva é de Jenji Kohan, conhecida por seu texto politicamente incorreto, como na extinta série Weeds, da Showtime.

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Talvez por isso os momentos de Piper no presídio feminino tragam a falsa sensação de que você está assistindo ao período em que Nancy Botwin ficou presa. Mas será que a personagem de Taylor faria o que fosse preciso para sobreviver, como a matriarca dos Botwin?

É possível que sim. Em entrevista por telefone, Taylor nos contou que adora o fato de Piper precisar ir para a cadeia e lá encontrar sua liberdade. É desta forma que a personagem conseguiu mostrar suas camadas mais profundas e, ao mesmo tempo, seguir adiante no novo sistema em que foi integrada.

Mas este é o desenvolvimento da personagem que podemos notar ao longo da série. Sobre sua gênese, Schilling conta que recebeu muita ajuda do roteiro de Jenji. A atriz não nega que ter a Piper original no estúdio seja um adianto. E a própria Piper conta que se sentiu tranquila ao ver a primeira gravação da série. Segundo ela, foi um momento de alívio no qual ela entendeu que o resultado daquele trabalho iria funcionar.

Os episódios de Orange is the New Black têm cinquenta minutos de duração. Eles mostram não apenas como Piper acabou atrás das grades, mas também a vida de suas “amigas de cela”. A protagonista, por exemplo, trocou de rotina após viver um longo relacionamento com uma traficante de drogas, Alex. Na série ela é vivida por Laura Prepon (That ’70s Show) que com seu jeitão tomboy, acaba dando naturalidade à personagem.

Tasha ‘Taystee’ Jefferson, é uma das desbocadas companheiras de cela de Piper. Danielle Brooks ajuda a contar a história desta personagem com sua interpretação. Nesta dramédia, Tasha é talvez a principal veia cômica. Mas Books nos contou que ao acompanhar os episódios, veremos a personagem ganhar mais densidade e um enredo de mistério — o que a perseguirá por toda a primeira temporada.

A boa notícia, segundo os atores, é que um próximo ano já está confirmado e isso deve resolver o enigma de Tasha, inclusive mostrando mais de seu cerne. Além de prosseguir com as histórias interrompidas durante o episódio final deste ciclo.

Mesmo retratando o cotidiano feminino atrás das grades, é inegável que o grande foco seja um triângulo amoroso envolvendo Piper, Alex e Larry (Jason Biggs, de American Pie e da série Mad Love), o noivo de Piper. Apesar de amparar sua amada à distância, há o desconforto de saber que ela ficará trancada em um presídio por mais de um ano, com sua ex.

O próprio Jason comentou o quão delicado é este relacionamento. Para ele, Larry também é uma vítima da situação já que é obrigado a viver afastado da pessoa que mais ama. É como se ele também tentasse sobreviver, só que do lado de fora.

O fato de seu personagem não estar no cenário principal da série não parece incomodar Biggs. Mas o ator foi sincero e confidenciou que esta foi sua principal preocupação após ler o roteiro pela primeira vez. Ainda assim, ele havia decidido dar um tempo em televisão desde o cancelamento de Mad Love. Seu plano era deixar a tv em stand by até que aparecesse um personagem mais profundo, em um projeto interessante o suficiente.

Com humor, a novidade da Netflix nos trás um pouco do universo penitenciário feminino, investindo em críticas sociais e fatos curiosos sobre um ambiente tão diferente da realidade brasileira. O objetivo da série é mostrar o que acontece com alguém que vai preso.

Piper Kerman, a autora, nos conta que não conhece muito do sistema brasileiro envolvendo crime e reabilitação. Nem mesmo assistiu aos mais famosos filmes e séries nacionais que abordam o tema. Mas, para ela há uma linguagem universal que envolve a dimensão das penitenciárias como um todo. Justamento por isso todos poderão entender.

Se Orange is the New Black já prendeu sua atenção, assista aos episódios da série. A primeira temporada completa já está disponível na Netflix.

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