Orphan Black 3×07 — Community of Dreadful Fear and Hate

Orphan Black apresentou seu episódio mais fraco até aqui.

Família: essa é minha pauta. Algumas vezes, família é mais do que pessoas sob o seu teto. São pessoas que pularam de cabeça, que não têm medo de se fazerem de bobas para te ajudar, que não escondem o rosto de vergonha se você cai.” — HENDRIX, Alison

O que acontece quando o foco principal do episódio é uma trama sem a menor força ou importância? É claro que coisa boa não poderia sair. Colocando Alison de volta aos holofotes — mas da pior forma –, Orphan Black perdeu preciosos minutos com histórias desnecessárias e que não acrescentaram em nada.

Toda a história de Alison e Donnie como traficantes de drogas já estava bizarra demais quando ficava em segundo plano. Mas ao tornar-se o foco de todo um episódio tudo ficou muito pior. Apesar de a clone funcionar muito bem como alívio cômico, estamos a três episódios do final e há muito a ser resolvido. É difícil dizer isso, mas os Hendrix foram um desperdício essa temporada.

Como pouco aconteceu, não há muito o que comentar do episódio. E o que deveria ter destaque — como a situação de Helena e Sarah — pouco foi mostrado. Mas se o episódio teve um ponto forte foi a briga entre Helena e Mrs. S, que mostrou uma carga emocional interessante e muito válida, já que há muito envolvido naquele núcleo familiar (será que podemos chamar assim?).

Orphan Black

Falando sobre a parte científica, está claro que a saúde de Cosima vai de mal a pior e, apesar de o Dyad ser a melhor chance para encontrar a cura, realmente fica complicado convencer em Delphine e aquela cara dissimulada. Se até Rachel — que sabe muito mais que todos ali — está reticente a revelar informações, não é de se estranhar se descobrirmos que a francesa está tramando algo tenebroso.

E como já era esperado, Rachel será a chave para decifrar o código deixado por Duncan e, quem sabe, encontrar a tão sonhada cura. Porém, pouco foi revelado sobre o conteúdo do código deixado, além do fato de que aquela era a linguagem secreta entre pai e filha. Quem mais aí está morrendo de ansiedade pelo reencontro de Sarah e Rachel? Apesar do motivo bobo (já que Rachel disse que só decifrará o código para Sarah), será interessante ver a interação das duas.

Para a reta final da temporada, fica aberta a situação do Projeto Castor após a granada que Paul detonou no acampamento. Será que teve algum sobrevivente? Ou a história dos clones masculinos encerra-se com a revelação episódio passado de que a doença deles é transmitida sexualmente?

Orphan Black claramente decepcionou nessa temporada. A série, que sempre apresentou tramas fortes e complexas, com muitas informações por episódio, pecou ao dar ênfase a histórias fracas. Especialmente depois de um ótimo episódio, como foi semana passada, é frustrante assistir a 43 minutos de desperdício de tempo. É torcer para que a série recupere o fôlego nos três episódios restantes e encerre o terceiro ano em grande estilo, como estamos acostumados.

PS: Cadê aquela urna com os embriões de Helena? Estou desmemoriada ou esse fato foi totalmente esquecido?

PS: Gente, super desculpa pelo atraso da review! Amanhã já sai o texto do novo episódio! 🙂

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