Os 4 melhores álbuns já lançados

Todos os anos temos lançamentos fresquinhos na indústria musical, mas sempre há aqueles que se destacam e marcam uma geração.

Desde que nos entendemos por gente ouvimos música, isso geralmente começa na infância e nos acompanha pela vida inteira, afinal, é impossível passar um dia sem ouvir música, querendo ou não.

Do pop ao rock, passando pelo indie, pela MPB e pelo funk, todos temos nossos gostos e aqueles álbuns que nos marcam, se tornando, por muitas vezes, nossos favoritos.

Todos os anos temos lançamentos fresquinhos na indústria musical, mas sempre há aqueles que se destacam e marcam uma geração. Pensando nisso, nós do BOXPOP, decidimos criar uma lista com os 4 melhores álbuns já lançados.

Vale lembrar que esta não é uma lista oficial, feita por especialistas, mas por um simples fã de música que acredita que estes álbuns sejam 4 dos melhores já lançados.

Que tal embarcar nessa viagem e dar o play no Spotify? Vai que você acaba descobrindo um novo álbum favorito.

4. Madonna — Like a Prayer

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Que Madonna é a rainha do pop e uma das artistas mais bem-sucedidas da indústria musical, todo mundo já sabe. Porém, o que muitos dessa geração talvez não saibam, em especial aqueles que não acompanham a carreira dela, é como esse álbum fez polêmica em seu lançamento e fez história — assim como seu sucessor, o excelente Erotica -, dando a Madonna o título que detém até os dias atuais e que será dela para sempre.

Transgressora e sem papas na língua, a polêmica já começa com o clipe da faixa título, onde Madonna beija um santo negro e dança em um campo com várias cruzes em chamas. Abusada, gosto assim!

Tanta polêmica fez com que a Pepsi, patrocinadora da vindoura Like a Prayer World Tour (atual Blond Ambition Tour), cancelasse o contrato com a cantora após religiosos ameaçarem boicotar a marca. Ainda assim, Madonna se deu bem e saiu com o bolso cheio (e mais uma, das inúmeras, polêmica para o currículo).

Polêmico, mas, acima de tudo, excelente, Like a Prayer é um dos melhores álbuns da cantora e forma uma trindade com Erotica e Confessions on a Dance Floor.

Aproveite para conferir a crítica de Like a Prayer aqui e a de Erotica aqui.

3. David Bowie — Heroes

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Quem nunca ouvir falar em David Bowie que atire a primeira pedra.

Conhecido, merecidamente, como ‘’camaleão do rock’’, o cantor se reinventou inúmeras vezes (assim como Madonna) e, em 1977, lançou aquele que é um dos melhores álbuns do rock e um dos melhores de sua vasta carreira, o icônico Heroes.

A faixa título já foi tema de vários filmes, entre eles As Vantagens de Ser Invisível e Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída — neste segundo Bowie tem uma aparição, já que Christiane, que era fã do cantor, foi em um de seus shows quando ele foi a Berlim e isto é relatado no livro que conta sua história -, ambos baseados em livros de grande sucesso ao redor do mundo.

Segundo álbum da famosa Trilogia de Berlim, que conta com Low e Lodger, Heroes foi gravado quando Bowie estava na Alemanha e tentava se livrar do vício de cocaína, além de tentar ajudar amigos famosos (Iggy Pop era um deles) a se livrarem do vício.

Um dos maiores álbuns do rock, Heroes é incrível do início ao fim, merece ser escutado muitas vezes e é um dos melhores do eterno camaleão.

2. Lana Del Rey — Ultraviolence

Ultraviolence - Lana Del Rey

Após estrear (e estourar) em 2012, com o maravilhoso Born To Die, em 2014 Lana Del Rey precisou enfrentar um mal que aflige qualquer artista: o mal do segundo álbum.

Após um debut que lhe deu um sucesso meteórico e com a mídia e fãs sedentos por mais, a rainha do indie teria que enfrentar esse monstro e provar a todos que poderia fazer um material tão bom (ou até melhor) que aquele que a lançou ao estrelato. Era 8 ou 80, fazer algo incrivelmente bom ou assustadoramente ruim.

Felizmente, em 13 de junho de 2014 a espera acabou e pudemos constatar o quão incrível Lana Del Rey é, pois Ultraviolence é simplesmente maravilhoso. Após um debut com elementos de hip hop, a cantora decidiu se arriscar e pisar em terreno desconhecido. Com a ajuda de Dan Auerbach, do Black Keys, Del Rey nos entregou um álbum que capta com perfeição o rock dos anos 70, contando com uma vibe psicodélica, e que, embora seja difícil digerir na primeira vez que se escuta, por ser tão diferente de Born To Die, é impossível não se apaixonar pelo álbum. Além de todas as músicas serem de sua autoria, Del Rey fecha o álbum, em sua edição standard, com um belíssimo cover de The Other Woman da Nina Simone.

1. Joy Division — Unknown Pleasures

unknown pleasures

Difícil falar sobre esse álbum incrível e explicar toda sua grandeza em um simples texto, mas vamos tentar.

Joy Division foi uma banda que, infelizmente, durou pouquíssimo tempo, mas felizmente eles souberam aproveitar esse tempo valiosamente.

Lançado em 1979, Unknown Pleasures é o debut da famosa banda de pós-punk e foi graças a ele que o Joy entrou no mapa da indústria musical. Mas, acima de tudo, foi graças a ele que, hoje, Joy Division e Unknown Pleasures sejam considerados uma das maiores bandas de pós-punk que já existiram, além de uma das pioneiras do estilo, e um dos melhores álbuns do gênero/um dos 100 melhores debut albums (em lista feita pela revista Rolling Stone).

Com letras assinadas pelo vocalista Ian Curtis, que cometeu um trágico suicídio em 18 de maio de 1980 pondo fim a excelente banda, Unknown Pleasures é, sem dúvidas, um dos maiores e melhores álbuns já feitos na história da música, o que lhe dá, merecidamente, o primeiro lugar desta lista.

Com instrumentais incríveis e poderosos e letras que tocam o ouvinte, sem serem melosas, é impossível ficar indiferente ao álbum e sua grandeza.

Infelizmente, Joy Division durou pouquíssimo tempo, mas eles, principalmente Ian Curtis, deixaram sua marca no mundo e suas músicas conseguiram atravessar gerações, inspirando milhares de pessoas. Seu segundo e último álbum, o póstumo Closer, foi lançado em julho de 1980 e, assim como seu antecessor, é tido como um dos grandes e melhores discos do rock.

Viva Joy Division e viva a memória de Ian Curtis!

E você, concorda com nossa lista? Que álbuns incluiria ou excluiria da lista? Deixe sua resposta nos comentários.

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