Os 5 melhores episódios do ano

Post para ser lido ao som de It’s the end of the world as we know it — R.E.M.

2012.

Em diversas culturas ancestrais este ano é marcado nos calendários como o ‘Armagedom’, o ‘apocalipse’, o ‘fim do mundo’, ‘o juízo final’, ‘o fim de um ciclo’ e, nos mais otimistas, ‘o ano em que esta era terminará e outra, melhor, será iniciada’; e ainda, os mais sacanas ‘o ano em que vamos nos encher de dívidas e comprar tudo o que sempre sonhamos sem precisar pagar já que o mundo vai acabar mesmo’. Pausa para um profundo lamento dessas pessoas caso o fim do mundo não ocorra.

Maias, egípcios, celtas, hopis, Nostradamus e diversos profetas, chineses e budistas, WebBots, cientistas e religiosos das mais diferentes crenças dizem que o mundo como o conhecemos pode estar com os dias contados. Segundo a profecia maia, o Planeta Terra possui 5 grandes ciclos ou eras, cada um com cerca de 5.125 anos. Para eles, 4 já passaram. Um detalhe mórbido: os 4 ciclos anteriores terminaram em destruição. De acordo com a mesma profecia, o último dia do 5º ciclo será em 21 de dezembro de 2012.

Prezado internauta, dá uma olhada no seu calendário. Já reparou que dia é hoje? Teoricamente, é o penúltimo dia da aventura humana na terra! E se resta tão pouco tempo, o que fazer? Como aproveitar melhor o fim do mundo? Não dá mais pra fugir na arca de Noé. Mas dá pra eleger os cinco melhores episódios de todo esse ano. E a boa notícia é que, o mundo acabando, não vai dar muito tempo para alguém discordar deste lindo post.

Muita coisa foi produzida e, infelizmente, não dá pra falar de cada um dos maravilhosos episódios que tivemos este ano. Porém, os mais importantes dentro de suas séries e dentro da comunidade dos seriados foram contemplados. Sendo assim, pegue sua pipoca, o seu amuleto maia e desfrute do nosso Top 5.

5º Glee 4×04 — The Break-up

O melhor episódio de Glee. Simples assim. Ryan Murphy é um homem audacioso e corajoso, que não tem medo de arriscar em nenhum dos seus projetos. E, invariavelmente, consegue um resultado acapachante em todas as suas investidas. Assim aconteceu no quarto episódio da quarta temporada de Glee. Foi o tipo de texto escrito para comover, abalar com as estruturas pré-estabelecidas. Casais importantes e queridos do público tiveram o seu rompimento. Foi um episódio dolorido, triste, brilhante. As atuações, as escolhas das músicas, o tom do episódio. E, para completar, como não chorar com Darren Criss dando um tremendo nó na garganta cantando Teenage Dream ao piano? Um término de relacionamento nunca é fácil. Nem na vida real, nem no mundo purpurinado de Glee.

4º Parenthood 7×05 — There’s Something I Need to Tell You

Para quem acha que este drama da NBC é um comercial de margarina com uma família feliz e unida, Parenthood tem tratado de temas bastante complexos desde sua primeira temporada. Contudo, foi nesta quarta que a série realmente mostrou porque é sim o melhor drama familiar atualmente no ar. O câncer de Kristina pegou a todos de surpresa e a maneira como os roteiristas lidam com isso na série foge de todos os clichês sobre o tema. Em especial, neste episódio, quando ela finalmente revela a todos sua doença, tudo aconteceu numa lanchonete, um lugar muito público para tratar de um assunto tão pessoal, o que acabou garantindo ótimas cenas e atuações de todo elenco. Mas não é só isso. A série tem trabalhado outros temas complexos, como adoção de crianças mais velhas, um jovem que volta da guerra e busca encontrar seu lugar novamente no mundo e as relações entre uma família muito feliz e unida sim, mas que tem lá seus problemas. Assim como a minha e a sua.

3º The Walking Dead 3×08 — Made to Suffer

A terceira temporada de The Walking Dead tem sido exemplar em muitos sentidos. Pelo menos, dois episódios entram facilmente na lista de melhores já produzidos para a série. O primeiro é o 3×04, com a morte da Lori e T. Dog. O segundo é este, que entrou para o ranking. O fall season fez com que o seriado entrasse em seu hiato em alta. Não houve tempo para pensar e ficar naquela conversa interminável e modorrenta. Houve muita ação. É gente correndo, pulando, fugindo, atirando, morrendo. E quando The Walking Dead se propõe a divertir o espectador, faz isso como ninguém. Contudo, indubitavelmente, o clímax, o ponto de maior tensão do episódio, foi o embate entre o Governador e Michonne. Esse confronto, que a série foi construindo lentamente, foi épico, sem música incidental e com um excelente enquadramento. Michonne com toda sua força e o Governador plenamente fincado em sua loucura e solidão.

2º Breaking Bad 5×08 — Gleading Over All

Breaking Bad sempre marca presença em listas de melhores e não seria em sua última temporada que isso mudaria. O episódio que fechou a primeira parte do ano final da série brincou com as emoções dos fãs, já acostumados a montanha russa. Em pouco mais de 50 minutos, Walt lidou com pontas soltas da “antiga gerência”, ganhou muito, muito dinheiro mesmo, fez um check-up e decidiu que, finalmente, era hora de parar e curtir sua família. Tudo isso, para nos últimos segundos do episódio, ser descoberto por seu cunhado policial. E os fãs da serie não dormem direito desde então, aguardando ansiosos pelo desfecho daquela “cagada”. Merecia o primeiro lugar? Talvez. Mas quem sabe o ano que vem com seu series finale?

1º Desperate Housewives 8x22x23 — Give Me the Blame / Finishing the Hat (Series Finale)

Enquanto Susan deixava sua garagem, ela teve a sensação de estar sendo observada, e ela estava. Os fantasmas das pessoas que haviam feito parte de Wisteria Lane a observavam conforme ela passava. Eles a observavam assim como observavam a todos. Sempre na esperança de que os vivos pudessem aprender a colocar de lado a raiva e a tristeza, a amargura e o remorso, esses fantasmas observavam, desejando que as pessoas se lembrassem de que até mesmo a vida mais desesperada é tão maravilhosa.” — Mary Alice Young

Desperate Housewives fechou com uma temporada perfeita e o finale duplo encerrou a história sem um final feliz propriamente dito de uma série que conseguiu superar suas crises e momentos ruins. A vida segue. Infelizmente. O que seria impensável pelos fãs é justamente o que ocorre com as queridas donas de casa: cada uma segue seu caminho separadamente. Foi dolorido escutar Mary Alice dizer que a promessa feita de que sempre encontrariam um jeito de se reencontrarem jamais seria cumprida. Foi triste observar Susan deixando Wisteria Lane. Era a última vez que ela estaria no bairro. Era a nossa última vez naquele lugar que conhecíamos tão bem depois de oito temporadas.

Um final digno para uma série que buscou fugir do óbvio e que, mesmo em seus piores momentos, nunca abriu mão do humor negro, do drama bem colocado, do tom de suspense e mistério, mostrando que o subúrbio nunca é o que parece. Vai fazer falta.

Menção honrosa: American Horror Story 2×05 — I am Anne Frank (2)

Post escrito com a colaboração de Ana Emílio e Fabiano Blasquez.

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