Os dois lados de United States Of Tara

Tem dia que é bem difícil escrever esta coluna. Algumas vezes só tem lado ruim… Aliás, na maioria das vezes. rs

Essas séries eu evito escrever sobre. Procuro trazer séries que tem mais lado bom. E essa edição é bem nesse naipe. Apesar de retratar uma personagem que tem vários lados, personalidades, atitudes, esta coluna mal consegue ter uma divisão, a que delimita o bom e o ruim. Pode fazer uma coluna só com o melhor??? Não, né?

O Melhor e o Pior de United States Of Tara tá aqui embaixo. Vem ler!

Tony Collette é elenco

Não é a toa que a mulher é indicada em tudo quanto é prêmio, já tendo levado um Emmy e um Globo de Ouro. Cada personalidade de Tara é autêntica e diferente, feita com o capricho de uma ótima atriz que não se repete, nem escorrega — o que seria muito possível em uma situação como esta.

Alice, Buck, Gimme, T, Shoshana, Franguinha e que venha mais, afinal é uma delícia ver as mil e uma possibilidades de personagens dentro de uma só, que é Tara. Por esse motivo, já dá para dizer que United States Of Tara define o que é drama, apesar de ser considerada comédia. Que confusão! Mas quem quer falar de confusão em relação a uma série com um tema como este?

Roteiro de Diablo Cody

Poucos roteiristas conseguem firmar seu nome e ter seu trabalho como marca, característica, assinatura. Até então, para mim, apenas Alan Ball tinha este mérito no mundo das séries. E quando você assistia um episódio escrito por ele, não precisava ler seu nome nos créditos.

Geralmente, isso é uma marca melhor carregada ou evidenciada pelo diretor, que tem mais facilidade em imprimir seu toque em qualquer texto ou plástica áudio visual. Mas Diablo Cody conseguiu. Pode vir diretor por cima, figurinista, atores de grande cacife… No final das contas, você assiste United States Of Tara e sabe muito bem de quem é este texto.

Problemática em Família

Se Tara tem todas as partes dentro de si, cada um de seus familiares carregam suas próprias partes de problema de maneira clara e bem inidividualizada. Tara é um problemão que, por si só, poderia ser o carro chefe, alegoria da série. Ainda assim, cada personagem tem seu espaço e é isso que faz a audiência tão apaixonada pela série.

Não há apostas em quem dá mais certo. Há uma distribuição de drama, humor, história, paixão e humanidade em cada um dos personagens. Dá para dizer que não é uma série de personagens pequenos.

Demora para engatar

Tem drama que demora para engatar. Mas isso é muito pessoal e a maioria pode não concordar com este tópico. Mesmo assim, o mantenho. Para mim, United States Of Tara só engatou no segundo ano. Eu via algumas pessoas assistindo, achando maravilhoso e eu não via nada demais. Vi dois episódios e parei.

Até que mais para frente decidi entrar em concordância com a série e me colocar a par dos episódios mais recentes. Hoje não tenho do que reclamar. A primeira temporada, que via com marasmo, serviu como boa base para o desenvolvidmento de um segundo ano movimentado. Mas isso é ruim, afinal temporada alguma deve servir de trampolim para a outra.

Para onde isso vai?

Tecnicamente uma história tem elementos que a ajudam a se desenvolver e a gente praticamente espera por eles, mesmo sem saber. Protagonista, antagonista, evolução do personagem… Bem, United States Of Tara brinca com tudo isso, e é magnífico a maneira com que inverte todas as regras que se pode imaginar para uma novela, um romance, uma série… seja lá o que for.

Tara é antagonista dela mesmo. Mas qual é o rumo da personagem? Ela vai se curar? Vai ficar mais louca? O que vemos é que na linha evolutiva da personagem, mais e mais problema surge. Isso é um dilema, pois o mesmo canal desta, a Showtime, já deu tiro no pé com dramas desse tipo (Mas Weeds melhorou). Gosto da brincadeira, das inversões… Mas soa confuso, admito.

Vamos então imaginar que a série está apenas transgredindo e nos convidando para uma nova maneira de se assistir uma história. Né?

Qual é o gênero?

É comédia? É drama? É dramédia? É comédia de humor negro? É dramédia de humor negor? Não que esta especificação seja importante, afinal a série sobrevive a isso. Mas é uma confusão danada. Para alguns, é drama, para outros é comédia. Tem gente que não aceita esta última classificação e diz, “Como é comédia? Eu não rolo de rir vendo isso”!

Será mesmo que o tempo de duração de uma série define o seu gênero? Para mim, United States Of Tara é drama, e dos melhores!

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BOXPOP

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