Os insights criativos de The Crazy Ones

Certo, qual o seu nome?” — Sidney

Espera, eu essa resposta, Simon Roberts.” — Simon

‘O’ Simon Roberts.” — Sidney

Conquistando a maior audiência registrada entre as séries novatas nesta fall season, estreou na última quinta-feira (26) The Crazy Ones. Foram 15.61 milhões de espectadores. E mesmo que a série não tenha sido bem recebida pela crítica, já podemos identificá-la como o novo sucesso da CBS.

the crazy ones 1

A história do programa gira em torno de Simon Roberts (Robin Williams) e Sidney Roberts (Sarah Michele Gellar), pai e filha que comanda uma agência de publicidade em Chicago. Sem tempo para apresentações de personagens –afinal 20 minutos é pouco tempo — a série já começa com todos em ação, trabalhando loucamente em todas as áreas da publicidade, do atendimento à produção.

É claro o objetivo do primeiro episódio a nos apresentar o mundo da propaganda como todo mundo acha que é. Glamourizado, abusando dos clichês e de personagens bem estereotipados como o gênio maluco, a assistente sensual e o diretor de arte neurótico. Temos exatamente nesses pequenos abusos os melhores momentos da série. Destaque para o brainstorm e o momento “grande sacada” bem na frente do cliente.

Entretanto, quem sabe porque o piloto tenha sido muito curto, ou porque tenha tentado mostrar coisas demais no primeiro episódio, algumas coisas não funcionaram. E sei que muita gente pode me atirar pedras por isso, mas não gostei da participação de Kelly Clarkson. Sei que ela estava interpretando e tal, mas não gostei da arrogância, afinal, aquela não é a Kelly que conhecemos. Entendi que cantar sobre sexo era uma cutucada nas cantoras pop, mas não combina.

A tal afirmação de não querer “cantar sobre meat” também não combina com alguém que come um pedaço enorme de carne como aquele. Isso tudo sem esquecer o pior momento, quando Sidney, a convence de cantar. O discurso de Sidney foi ótimo, mas Kelly não esboçou emoção, e aceitou rápido demais. Sei lá, mas eu não me convenci com aquilo.

the crazy ones

Como já foi citado, o discurso de Sidney, para convencer Kelly, foi um dos melhores momentos do episódio. E tocou fundo em quem é publicitário na apresentação de seus motivos para tal (sou publicitária, e todos nós temos uma história parecida com aquela).E outros pontos também foram interessantes: a parceria de Simon e Zach (James Wolk) estava incrível, e Amanda Setton também estava ótima com sua Lauren, e a tal sensualidade inocente que sempre convence.

Mas outras coisas não foram tão boas assim. Robin Williams ainda está muito caricato (aliás, quando ele não é assim?), Hamish Linklater, como Andrew, ainda não conseguiu nos mostrar a que veio. Apenas completar as frases de Sidney não o torna interessante. A série é muito rápida, e as cenas que rolariam um pouco de emoção, não nos passam isso. E também ficou de graça os tais problemas de relação entre Simon e Sidney, o que aconteceu entre eles? Simon era um pai ausente? Por que ela se surpreende quando ele usa “nós”, ou sempre se emociona com suas atitudes? Precisamos entender isso logo.

Não foi um piloto ruim, longe disso. Mas nos apresentou um ritmo que ainda não estamos acostumados, algo que até tem sido comum em comédias (quem não lembra do desastroso piloto de Community? Só para citar um). Com a já aprovada dupla protagonista, o segredo para o sucesso de The Crazy Ones será continuar investindo nos clichês da publicidade, e investir (ou não) nos dramas entre pai e filha.

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