Os melhores series finales

Despedida. Uma palavra pequena, mas extremamente dolorosa quando o assunto é seriado. Você passa boa parte da sua vida acompanhando a evolução de personagens queridos e, quando menos se espera, eles se vão. E fica aquela sensação de que poderia ter durado mais. Especialmente se a série foi excelente, reconhecida por público e crítica. No entanto, dá um orgulho danado perceber que a equipe toda se envolveu para criar o encerramento perfeito de um bom programa.

Aproveitando o clima de despedida provocado pelo Setembro Negro televisivo, a Top5 de hoje debruça-se em escolher os cinco melhores series finales de todos os tempos. Naturalmente, deixando do lado toda a emotividade e afetividade provocada por listas, favorecemos aqueles espetáculos que apresentaram uma boa trajetória. Fique a vontade para deixar seus comentários, concordando ou não. E não é necessário dizer que há um forte risco de spoilers.

5º Dext… ahá, te peguei!

Agora sim, vamos à lista de fato.

5º “-30-“ — The Wire (09/03/2008)

The-Wire

Tida por muitos como uma das melhores séries de todos os tempos, The Wire também teve um excelente encerramento, ainda que haja um consenso que a quinta tenha sido a mais fraca de todas as temporadas. O final foi muito bem conduzido pelo seu criador David Simon (que passou a ser extremamente adulado após a série). As pontas do roteiro foram amarradas e conseguiu revisitar a própria série sem cair no deslumbramento. Grande parte dos méritos também deve ir para edição, que, mesclando uma vista para a realista Baltimore, tocando brevemente muitos dos personagens apresentados. Em alguns casos, eles são vistos em um momento de mudança ou realização, mas é apenas uma pequena parte de suas vidas. De qualquer forma, vemos o suficiente para saber o que provavelmente acontece em seguida: a nova geração vai jogar um jogo muito parecido com o último, porque quanto mais o jogo mudou , mais o jogo permaneceu o mesmo.

4º Beyond life and death — Twin Peaks (10/06/1991)

Existem uma TV antes e depois de David Lynch.

É conhecida a interferência da emissora da obra-prima criada por David Lynch. O renomado diretor voltou para reescrever esse episódio final e não conseguiu fazer nada menos que brilhante. O grande mistério da série (Quem matou Laura Palmer?) já havia sido solucionado no meio da temporada, também por pressão da emissora. O que mais poderia ser feito para garantir a atenção? Lynch consegue e, ao invés de solucionar e resolver, complica e confunde ainda mais. Quanto mais curiosidade se tem, menos esta é satisfeita. Uma curiosidade: o episódio, que não tinha um nome definido, acabou sendo apelidado com este título quando foi exibido na Europa.

3º Made in America — The Sopranos (10/06/2007)

the-sopranos_528_poster

Um corte no escuro. Ao som da imortal canção do Journey. Um restaurante. E uma indefinição? O que de fato acontece com Tony Soprano? O episódio final da série é um divisor até mesmo entre os fãs que ficam na indefinição sobre amar ou não gostar tanto. O fato é que David Chase consegue encerrar com maestria a saga da família Soprano de maneira tão contundente. No entanto, quem viu a conclusão da série sentiu algo forte sobre o assunto e compartilhou essa opinião com quem quisesse ouvir. É uma prova de ousadia proposta pelos produtores e o corte tornou-se apenas indefelével a imagem final da série.

2º Felina — Breaking Bad (29/09/2013)

Walter White (Bryan Cranston) in the "Breaking Bad" Series Finale, "Felina."

Sem dúvida alguma, Breaking Bad entra para o seleto time das melhores séries de todos os tempos. Vince Gilligan e toda a produção do programa sempre mostrou um profundo respeito pela história e seus personagens. E é justamente esse respeito que pode ser sentido no episódio final da série. Sem pontas soltas, com resolução para cada arco narrativo, a redenção de um personagem marcante. Nada menos que perfeito. Um episódio redondo em que cada frame, cada detalhe cênico, cada tomada, tinha uma razão para estar ali. As referências à série inteira. Poucas vezes o espectador foi capaz de presenciar algo tão estupendo na TV. Excetuando-se o calor do momento, em que é normal elevar Breaking Bad, o espectador poderá recordar que ele já viveu uma situação igualmente fantástica, só que com uma ligeira vantagem. Foi quando ele assistiu ao episódio…

1º Everyone’s waiting — Six Feet Under (21/08/2005)

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Six Feet Under é uma obra-prima indiscutível. O desenvolvimento da trama e dos personagens são coisas bem raras na TV até o momento. E levou ao extremo a discussão sobre os limites da vida e os desafios da morte. Subvertendo a lógica de todos os episódios anteriores (de começar com uma morte), o episódio final começa com um nascimento. Alan Ball, o gênio criativo, sabia o que estava fazendo. O passeio por cada personagem refletindo sobre sua existência e os rumos que esta precisa seguir. Mas nada consegue superar os minutos finais com Claire deixando a casa dos Fishers ao som de “Breathe”, da cantora Sia. Devastador. Angustiante. Perfeito. Obra-prima.

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