Os planos de Parks and Recreation para 3ª temporada

Em um vibrante momento da estreia da 3ª temporada de Parks and Recreation, uma animada Leslie Knope reúne seu departamento debandado. Tom esteve trabalhando na Foot Locker, uma loja de calçados e utilitários esportivos em geral, Ron em sua mercearia e Jerry… Bem, Jerry tirou um tempo pra relaxar desde que o governo de Pawnee fechou no final da última temporada. Com sua tropa reúnida, Leslie dá um ultimato, a ousada proposta de fechar pra sempre o departamento.

“Agora é tudo ou nada pra ela,” diz Amy Poehler, que interpreta a cidadã mais espevitada e alegre da TV. “Nós organizamos esse enorme festival. Nós tentamos trazer todas as barraquinhas, todas as pessoas da cidade pra juntar dinheiro pro orçamento do departamento de parques. Se não conseguirmos, estamos todos demitidos.”

O grande dilema de Leslie não é diferente daquele encarado por Parks and Recreation no retorno da série. A comédia sobre as desaventuras do pequeno governo se tornou queridinha da crítica na temporada anterior, mas sua morna audiência se recusou a ceder. A NBC tirou a série da programação da fall season — uma ausência que somará oito meses quando a série voltar dia 20 de janeiro — e quando os produtores foram avisados, vários episódios já haviam sido gravados.

“Nós ficamos surpresos e obviamente desapontados. Sentimos que os episódios que havíamos gravado até aquele ponto estavam muito bons”, diz o produtor de Parks, Mike Schur. Mas a série se reintegrou rapidamente, sendo liderado pela própria Leslie. “Pode até soar meio brega, mas quando nos deram as más notícias pensamos apenas abaixar a cabeça e continuar fazendo o melhor que pudéssemos”.

E então, alguns meses depois, num dia excepcionalmente quente de novembro, o elenco ainda está animado enquanto gravam o episódio 11 da temporada. Parks precisará provar que consegue atrair novos espectadores no novo ano, mas por enquanto todos estão confiantes nas histórias que eles tem criado — mesmo com tudo ainda no escuro.

“Nós temos tanta coisa boa que ninguém viu ainda” diz Chris Pratt, que interpreta o bobo-mas-amável lustrador de sapato Andy (e que tal um spoiler? “Eu amassei um carro durante uma cena. US$1.700,00 só pra consertar o carro.”).

De fato, os fãs de Parks terão muito o que antecipar além do festival. Will Forte fará participação especial interpretando um cidadão que exige que Crepúsculo seja incluso na cápsula do tempo da cidade. Andy achará novas formas de implorar que April o perdoe e passará mais tempo criando laços com Ron (uma das melhores falas do diálogo: “Você conseguiu minha atenção quando disse tornado de carne.”. Os escritores também tem trabalhado numa sequência extra quente para o caso “Ron e Tammy” da última temporada, o qual a mera menção faz com que os outros atores se contorçam — de encantamento. Jim O’Heir, que interpreta Jerry, menciona trancinhas e um quimono. Adam Scott, que interpreta Ben diz: “Será épico. Barulhos de animais. Não posso dizer nada mais que isso.”

“Me deixou extremamente desconfortável,” diz Nick Offerman, que interpreta o chefe sem remorso e anti-governo de Leslie, Ron. Ele está mais ou menos brincando. “Minha esposa (Megan Mullally, que interpreta Tammy) vai fundo, figurativa e literalmente. Com ambas as mãos. Eu não consigo me lembrar muito do que aconteceu. Foi meio que alucinatório. Uma das coisas que eu me lembro é que Jerry gosta de assistir.”

A certa altura, Offerman, que pedalou de sua marcenaria até Toluca Lake, a locação do dia, vai discutir com o produtor sobre um convite que recebeu para aparecer no novo talk show de Conan O’Brien, Conan. A estreia ainda será em três meses, mas o elenco já está ansioso pra divulgar a série.

“É estranhamente frustrante,” diz Rashida Jones, que interpreta Ann, amiga de Leslie. “No final das contas, nosso produto é bom, é hilário. Sabe o que parece? Parece que estou jogando volêi numa quadra interna. Todos prestam atenção no jogo, as vozes são claras, o jogo é bom — só é numa quadra interna porque não estamos no ar, então não é como esporte televisionado.”

Pode ser que Parks & Recreation esteja retornando depois do esperado, mas a NBC tem dado uma grande chance à série de aumentar sua audiência por colocá-la às 21h30 das quintas-feiras, logo depois da comédia mais assistida da NBC, The Office (o piloto de Parks, que estreou depois do de The Office, foi visto por 6,77 milhões de espectadores e ainda é o episódio com maior audiência da série).

“Eu sempre achei que elas formam um lindo par,” diz Poehler. “Somos a única comédia de quinta que ainda não foi capaz de seguir aquela ótima série, então eu gostaria de vir depois deles sim. Eu acho que os espectadores vão realmente gostar dos episódios que fizemos.” Ao mesmo tempo, Parks pode ainda estar lutando contra a percepção de ser muito parecido com The Office, uma crítica que a assombra desde sua estreia em 2009. É bem sabido que a série é produto do mesmo time criativo e ambas as comédias de escritório são filmadas no mesmo estilo mockumentary.

Os fãs já sabem que é aí que as similaridades terminam. Em Parks, o chefe não é um egocêntrico aparecido e sim uma ultra-otimista, cujos planos são, algumas vezes, malucos. Os temas também são bem diferentes, explica Schur: “Parks é gravado muito mais do lado de fora, sempre alegre e contente. Não é sobre a cultura triste e depressiva de um escritório, é sobre a comunidade e o orgulho civil de sua cidade”.

Esta temporada trará o departamento fazendo mais coisas junto, coisa que não acontecia. “Eu sempre penso que a série está mais engraçada do que nunca quando a família disfuncional tem que trabalhar junto”, diz Poehler. “E não querendo soar piegas, mas ninguém mais tem medo de momentos reais na série. E eu amo isso”. Fique ligado pra festa de aniversário que Ron organiza pra Leslie num dos episódios que vem por aí — e o desabafo revelante que a segue. (“Me fez chorar,” diz Rashida. “Quebrou meu coração pra valer”.)

Até aqueles auditores, Ben e Chris, interpretados por Adam Scott e Rob Lowe, acabaram presos no mundo de Leslie. O par chegou no final da última temporada para fechar o governo, mas eles acabarão engolidos por Pawnee. “Leslie pode fazer isso com qualquer um,” diz Adam. Apesar da própria experiência decepcionante de Ben como prefeito em sua adolescência, “Ben ainda quer as mesmas coisas que ela do governo. Ele acaba cedendo para Leslie e seu espírito.”

Adam diz que espera que espectadores cedam à Parks pelos mesmos motivos. “A série tem tanto carisma, tem mesmo. Não é sentimental, mas é bem fofo — o que eu acho que torna a série ainda mais hilária, quando você investe emocionalmente nesses personagens. Você torce pra eles de formas diferentes.”

E você, o que acha que vem por aí na terceira temporada de Parks and Recreation? Deixe palpites, críticas, choramingos, e etc nos comentários!

Fonte: TV Guide

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