Os reality shows musicais americanos

O programa televisivo baseado na vida real: isto são os reality shows! Mesmo que tal figuração da realidade na telinha tenha dado certo, não é esta a essência do programa que tornou-se uma febre mundial. O entrelaçamento com a música foi o responsável pelo avanço na popularidade e é o gênero derivado do tal formato que conquista cada um que assiste. De fato, nos dias de hoje, o tipo de programa é uma febre mundial, mas entre os três gigantes do gênero, qual se destaca quando o quesito explorado é a qualidade do entretenimento?

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Formato diferente e química entre seus jurados: isto é o The Voice!

O quarteto formado pelos jurados anteriores (Adam Levine, Cee Lo Green, Blake Shelton e Christina Aguilera) é o elemento mais influente na personalidade do The Voice. A formação (quase um casamento) é perfeita, divertida e o melhor deste reality show. Às vezes, pouco importa o formato ou o candidato, os jurados são os ladrões do holofote, o que não deixa de ser maravilhoso.

Seu formato arbitrário e diferenciado também é um grande responsável pelo sucesso do programa. É uma pena a raiz deste formato (Blind Auditions) atingir um nível altíssimo de qualidade e todo seu desenvolver posterior ser levemente falho e decepcionante. Mesmo assim, é inegável que o reality da NBC é o que é devido a ambos os fatores característicos.

Quando o assunto é os competidores, o The Voice apresenta o pior elenco de participantes. Dentre sua infinidade de personalidades, apenas meia dúzia apresenta uma simpatia aceitável digna de torcida organizada, mesmo com uma boa voz.

O principal erro do The Voice foi abusar de toda a originalidade do formato. Com o sucesso, as temporadas seguintes da primeira tiveram suas etapas prolongadas em quase três vezes, culminando em um resultado final não tão positivo. Estender todas as fases gerou uma repetição desagradável semana pós semana até o desvanecer do interesse. Uma pequena inovação veio em sua terceira temporada, com algumas alterações nas regras, adicionando maior dinamicidade e subtraindo a mesmice, mas ainda sim, o brilho se perdeu no meio de tantos capítulos.

AMERICAN IDOL SEASON 12

A maior franquia de reality shows, o American Idol, faz jus à importância e o peso de seu nome, mesmo com alguns pequenos equívocos.

O formato do Idol é simplório, onde a seleção é feita pelas audições a cappella, seguido de um processo eliminatório bruto até o Top 40. Mesmo sendo extremamente simples e aparentemente sem graça, é tal estilo de condução dos eventos que convenceu o mundo revelou imensas estrelas e funciona bem até hoje.

Mesmo vítimas de críticas e responsáveis pela queda de audiência, a atual bancada do American Idol não incomoda, pois cumpre bem seu papel. É impossível compará-la com a química e grandiosidade dos jurados de seu rival, o The Voice, mas não se deve dizer que Mariah Carey, Nick Minaj, Keith Urban e Randy Jackson não dão conta do recado. Algumas divergências entre os jurados são desnecessárias, mas o molde para criar estrelas e os respectivos conselhos mostram que eles entendem bem de música e sabem as diretrizes para o formar de um novo ídolo americano.

O formato não é o mais original ou interessante e a bancada não é perfeita, mas o American Idol é movido pela qualidade e nível profissional de seus competidores. Tanto carismáticos quanto extremamente competentes, não importa a temporada, é o Idol o dono das melhores vozes.

Se o The Voice tem sua fase de seleção como a melhor parte do programa, o American Idol sofre aonde o rival acerta. A Blind Auditions é dinâmica, emocionante, causadora de arrepios e euforia, mas isso não acontece ao início da temporada do Idol. O começo do American Idol é algo chato em excesso; e este é seu maior problema. Ainda sim, somos compensados quando o Top 40 é estabelecido, pois seus membros são excepcionais, e quando aliados às suas vozes de anjo, justificam o melhor elemento do Idol: o elenco de participantes.

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O The X Factor não é inovador, não é ousado, mas aproveita muito bem o que tem em mãos. Por isso, o reality mais recente da FOX é o melhor atualmente.

Comparando o American Idol com o The X Factor, fica claro que a FOX gosta de ser usual. Ambos não apresentam inovação no formato e têm suas etapas bem similares, diferenciando-se apenas por algumas fases minimamente diferentes. Mesmo clichê, o mais legal de tudo é que o reality é o único que cumpre a promessa de um ritmo implacável e constante no formato comum. A fórmula entra bem em sincronia com o programa e seu direcionamento, pois seja em qualquer etapa, o The X Factor mantém a alta qualidade sempre, o que é o seu melhor.

Sobre os competidores: não, eles não são os melhores. Mas sim, são extremamente bons. A característica procurada pelo The X Factor não é a voz, e sim o apelo comercial, presença/carisma no palco e teatralidade nas performances. Como dito, as melhores vozes não estão no The X Factor, mas seus participantes marcam bem quem assiste, eternizando seus próprios nomes em nossa cabeça, o que vale mais que uma voz arrebatadora. (Saudades, CeCe Frey.)

É difícil de acreditar, mas quando juntamos o formato e os participantes, eis que se concretiza o erro do The X Factor: a previsibilidade. O método que o programa adota de exibir seu ranking semanal é ruim, quebrando qualquer expectativa. Na última temporada, Carly Rose e Tate Stevens sempre eram destacados como favoritos, e então, era óbvio quem iria assinar o contrato milionário. Há quem diga que o vencedor foi algo bem imprevisível, mas mesmo assim, o erro não é anulado.

A bancada do The X Factor foi o fator que impulsionou a propaganda da temporada, mas ela cumpriu seus papel? Os jurados nem sempre aconselhavam bem seus acts ou tomavam atitudes corretas e diversos comentários eram bem artificiais. Mas Demi Lovato, Simon Cowell, L.A Reid e Britney Spears eram seres bem carismáticos e uma formação extremamente deliciosa e gostosa de acompanhar.

Definitely, yes! — Britney Spears

Reality shows são como times de futebol; cada um se apega ao seu favorito. De fato, as três grandes franquias são muito satisfatórias e, mesmo com algumas falhas, são um passatempo bem-vindo. O The Voice é uma boa diversão, pois é refrescante, diferente e mais ousado que os concorrentes, porém descartável. Já o American Idol é a competição musical mais produtiva e séria exibida nos dias de hoje, não apenas dona de maravilhosas vozes, mas também de maravilhosos momentos. Porém, se existe um rei em meio aos reality shows, definitivamente, ele é o The X Factor; um programa que entretém, marca e emociona em proporções iguais, dando aos reality shows uma nova definição de veracidade no mundo artístico.

E aí, qual é o seu reality show favorito? Não esqueçam de comentar!

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