Os showrunners mais sacanas da TV

Na televisão americana existe um cargo, comumente chamado de showrunner. Ele é o responsável pela condução de uma série, desde em questões do dia a dia da produção e até mesmo em assuntos estratégicos e gerenciais. Na maior parte das vezes, o showrunner tem um poder de decisão maior que o do diretor no comando de uma série.

Contudo, nem sempre esses deuses televisivos estão em consonância com seu público e exercem de maneira egoísta o seu poder quase divino, cometendo as maiores sacanagens. Por isso, o Top5 investigou e elegeu os cinco showrunners mais sacanas da TV.

Spoiler alert! — Atenção, o post contém alguns spoilers sobre as séries. Se quiser continuar lendo é por sua conta e risco.

5º Jullian Fellowes (Downton Abbey)

Quando começou o frisson há alguns Globos de Ouro devido a essa série inglesa, muitos começaram a acompanhar o dia a dia na decadente high society britânica. As duas primeiras temporadas, de fato, foram irrepreensíveis. Mas o sucesso subiu à cabeça de Jullian e ele decidiu sair dizimando seus personagens, para desespero dos fãs. A primeira foi Lady Sybil, uma das mais interessantes do seriado, partindo ao ter um filho. E, no especial de Natal, Fellowes condenou seu protagonista, Matthew Crawley. Sacanagem, hein…

4º Kevin Williamson (Dawson’s Creek, The Vampire Diaries, The Following)

Os adolescentes do mundo inteiro precisam reverenciar Kevin Williamson, pois ele é um grande criado de obras para jovens. O que não o isenta de cometer algumas boas sacanagens. Começou lá em Dawson’ Creek quando ele insistiu no relacionamento entre Pacey e Joey, deixando o pobre Dawson desolado. E essa insistência foi até o fim com o protagonista solitário e sem o grande amor da sua vida. Recentemente, as sacanagens de Kevin foram para o twitter e, vez por outra, ele dá algum spoiler sobre The Vampire Diaries, como o clássico: ”Nós nem sempre acabamos com a nossa alma gêmea”, sobre o casal Stefan e Elena.

3º J. J. Abrams (Lost)

Esse é sacana. Para começar, sugeriu que a Felicity cortasse os cabelos e afundou a fofa série. E depois culminou com a lambança na última temporada de Lost (alguém engole aquele início com o templo-maia-asteca-inca-egípcio-ou-civilização-antiga-de-sua-preferência?), culminando com aquele final pseudo-espírita e de filosofia de botequim. Depois foi uma sequência de grandes equívocos como Alcatraz e Revolution. Com tanta sacanagem assim, o showrunner começa a deixar de ser um sinônimo de qualidade.

2º Ryan Murphy (Glee, American Horror Story, The New Normal)

Ele é o Todo-Poderoso do momento. Três de suas criações estão no ar e com relativo sucesso. Porém, poucos conseguem ser mais sacanas que Ryan Murphy. Acostumado a polêmicas, Murphy consegue mobilizar milhões em torno de seus shows e brincam com eles a seu bel prazer. As reclamações sobre os rumos que Glee tem tomado são inúmeras. As acusações de ele levantar os plots e abandoná-los no episódio seguinte são mais do que verdadeiras. Mesmo com qualidade, ele tem o dom de afundar algumas ótimas ideias com seus caprichos, como nas temporadas finais da excelente Nip/Tuck. A revolta contra ele só não o colocou em primeiro lugar, porque existe um showrunner capaz de gerar as maiores ondas de ódio.

1º Shonda Rhimes (Grey’s Anatomy, Private Practice, Scandal)

Ela não se sente como Deus. Ela é Deus. Shonda Rhimes é uma das showrunners mais influentes da TV americana e é criadora da mais bem-sucedida série médica da atualidade. Porém, ela é totalmente ególatra. E quando um showrunner quer chamar mais atenção que sua criação, então existe um problema. E é isso o que Shonda faz. Suas decisões equivocadas sobre seus programas revelam uma necessidade absurda de mostrar quem manda. Só isso justifica os rumos escolhidos por ela para seu principal show: Grey’s Anatomy.

Shonda mantém personagens de pouco apelo e elimina outros queridos. Muitas coisas das primeiras temporadas ainda não foram superadas, mas o cúmulo foi o samba do crioulo doido feita na oitava. De quebra, perde-se Lexie. Na season premiere da nova, perde-se Mark. O pior foram as declarações feitas na época: “A morte de Lexie me assombra. Eu amava aquela personagem e eu não poderia imaginar o seriado sem ela” ou ainda “Para mim, essa daqui é mais trágica. Eu sou MUITO ligada ao Mark Sloan. Ele é parte da fábrica do seriado”. É pra rir.

Sacanagem ou capricho, são decisões que nós, meros mortais, jamais poderemos alcançar desses deuses televisivos.

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