Os verdadeiros Diários do Vampiro

Olá a todos, sejam muito bem vindos ao The Box Is On The Table, nova coluna super cult aqui do Box (ouvindo os gritos estridentes de vocês, leitores), que semanalmente trará uma resenha, falando mal ou bem, de algum livro que serviu de inspiração para algum roteirista sem criatividade, além de outras curiosidades sobre a literatura presente nas séries de TV.

Mas, antes de tudo, deixa eu me apresentar: meu nome é João Carlos, meu twitter é esse aqui, e se você quiser mais informações sobre minha pessoa me adiciona no NamoroOnline. Agora deixando de conversa e dando início ao que realmente nos interessa com um assunto para lá de polêmico: vampiros.

Crepúsculo deu o pontapé inicial, Alan Ball voltou às origens com sua aclamada True Blood, e a CW… bem, a CW não quis deixar por menos e logo mergulhou na onda dos noturnos com The Vampire Diaries, e é exatamente esta última o nosso foco nessa estréia.

Vamos dar uma olhada mais de perto na obra de L. J. Smith (limitando-se apenas ao primeiro livro, O Despertar), para assim, ver se eu te convenço (ou não) a desligar a TV e ler um livro. Portanto, como eu costumo dizer, vista sua cara de pessoa culta, pegue seu café (filosófico) e venha aproveitar comigo esse momento literário.

Analisando a leitura: Diários do Vampiro constitui uma série de quatro livros (O Despertar, O Confronto, A Fúria e Reunião Sombria), lançados originalmente a partir de 1991 pela escritora americana dona de um cachorro e três gatos, L. J. Smith, que narra o triângulo amoroso e, ao mesmo tempo, perigoso constituído por Elena, garota popular (e loira, devo destacar) da escola de Fell’s Church, Stefan, personagem envolto de mistérios, que vive a vida contra a sua própria natureza, e por fim, seu sarcástico e perigoso irmão Damon. Partindo do princípio de que me propus a tentar, ao máximo, esquecer as características da série de TV em relação ao romance de L. J. Smith (mesmo não parando de imaginar Nina Dobrev com cabelos loiros), sinto concluir que a leitura do livro não foi tão proveitosa quanto assistir a um episódio de The Vampire Diaries. Diários do Vampiro é um romance romântico, isso L. J. Smith conseguiu deixar bem explícito, pena que não soube desenvolvê-lo tão bem quanto acredito que ela gostaria. O livro é sofrível e possui um texto tão raso que deixa parecer que a autora o escreveu com bastante pressa a fim de um único objetivo: chegar ao clímax da história, quando Stefan conta o que realmente ele é para Elena, e todo o seu passado com a personagem Katherine. Porém, L. J. Smith esqueceu o que é mais importante em um livro, que o mesmo tem de ser proveitoso por inteiro, não apenas um vamos aguentar, pois o final fará valer a pena”.

Outro ponto negativo na história é o fraco desenvolvimento das personagens. A diferença crucial entre televisão e um romance é a questão do tempo, já que na literatura, o autor pode dosar de muitos detalhes e, principalmente, aprofundar-se nas características e sentimentos das personagens, coisa que não acontece em Diários do Vampiro. Com isso, L. J. Smith transforma sua história em uma enxurrada de palavras bonitas extremamente forçadas (e batidas), que ao invés de dar uma sensibilidade de que é preciso para esse tipo de trama, acaba a transformando em algo arrastado que facilmente beira a chatice.

No entanto, se há algo que a autora soube utilizar com bastante inteligência foi o flashback. Tão famoso aqui quanto na televisão, o flashback mostrava o passado de Damon e Stefan de uma forma tão sucinta que quando percebíamos, lá estavam eles há uns 100 anos, na época em que a vampira Katherine fez o que fez. Os textos em primeira pessoa também dão um charme a parte ao livro, se bem que eu adoro este recurso que os diários proporcionam, principalmente por ser aqui que Stefan ou Elena colocavam seus sentimentos a lápis. Era nesse momento que L. J. Smith conseguia a proeza de nos apresentar melhor suas crias. Diários do Vampiro não foi o melhor livro que li esse ano, esse posto é dele e agradeço a L. J. Smith por isso, mas se você se interessou em conhecer os verdadeiros Diários, eu aconselho, especialmente pela parte dos próximos parágrafos: A mitologia de obra.

Livro X Série de TV: As semelhanças do livro com a série estão lá, mas as diferenças, com certeza, são bem maiores. Começando pela cidade que aqui se chama Fell’s Church e não Mystic Falls. Os personagens também sofreram uma mudança de visual drástica e alguns que aparecem na obra nem ao menos existem na série. Como por exemplo, a irmã mais nova de Elena, Margaret, e sua tia Judith (acredito que só houve uma mudança de nome mesmo). Caroline é ruiva e definitivamente não é amiga de Elena, que agora é loira que nem a luz do sol como bem Stefan explicitou (cafona como o texto). A bruxinha Boonie ao lado da personagem Meredith são as melhores amigas de Elena, e Matt, Vickie, Tyler e cia são rostos que não sofreram alterações na mudança do formato. Katherine não é a mesma na mente de L. J. Smith. A vampira que transformou Stefan e Damon não era malvada como a série mostra. Tanto que a mesma se matou, colocando seu corpo ao sol, por ter causado a discórdia entre os irmãos. O mais interessante no livro foi O Corvo. O nosso amado, querido e reluzente Corvo é ninguém mais ninguém menos que o próprio Damon metamorfizado,. Isso mesmo, de acordo com Stefan, o seu irmão conseguiu se aperfeiçoar tão bem na sugação de pescoços, que novas habilidades lhe foram dadas. Outras coisas em comum são os vários eventos que a escola de Fell’s Church organiza, bem como as referências à guerra civil nas aulas de História (valee lembrar que o professor implicante também morre aqui).

A literatura imita a vida (ou neste caso, a morte…): O mito do Vampiro, Drácula, Nosferatu, Dentucinho, ou seja lá qual for o nome que você designa esses seres noturnos hematófagos, surgiu numa época perfeita para a história se tornar ainda mais sombria: A Idade Média. Histórias de vários países da Europa, como a Rússia ou Hungria (idioma de onde provém a palavra Vampiro) contam relatos de criaturas que saíam de seus caixões em busca de sangue para se alimentar naquelas antigas vilas e cidades pequenas. Porém, nunca existiu um consenso sobre quem inventou essa história, nem se a mesma era verdade ou puro fruto da imaginação de algum lunático. A igreja, esperta que só ela, aproveitava esses contos macabros para aterrorizar a população alegando que se as crianças não fossem batizadas, em breve elas se tornariam vampiros. Outras culturas diziam ainda que o sétimo filho de um sétimo filho também seria um vampiro (a imaginação fértil era moda na época).

Existem também várias ligações com a vampiragem espalhadas pelo mundo, até Caim e Abel estão entre elas, mas foi o Rei Vlad III da Transilvânia que começou a tornar famoso o que temos hoje. Conhecido por suas extremas crueldades e atrocidades, Vlad III herdou o apelido Drácula (ou Dragão, já que ele era da Ordem do Dragão) de seu pai, e se não fosse o famoso escritor Bram Stoker conectar esses pontos à maldade do Rei no seu famoso livro intitulado Drácula, o mito do Vampiro talvez não tivesse sobrevivido por muito tempo. Então leitor, pare agora de dizer “obrigado Crepúsculo” por fazer valer essa mitologia tão ampla e tão explorada ultimamente, e agradeça a Bram Stoker, o verdadeiro pai dos vilões mais adorados ultimamente.

Analisando a leitura: “Diários do Vampiro” constitui uma série de quatro livros (O Despertar, O Confronto, A Fúria e Reunião Sombira) lançados originalmente a partir de 1991 pela escritora americana dona de um cachorro e três gatos, L. J. Smith, que narra o triângulo amoroso e ao mesmo tempo perigoso constituído por Elena, garota popular (e loira, devo destacar) da escola de Fell’s Church, Stefan, personagem envolto de mistérios, que vive a vida contra a sua própria natureza, e por fim, seu sarcástico e perigoso irmão Damon. Partindo do princípio de que me propus a tentar (eu disse tentar), ao máximo, esquecer as características da série de TV em relação ao romance de L. J. Smith (mesmo não parando de imaginar Nina Dobrev com cabelos loiros), sinto concluir que a leitura do livro não foi tão proveitosa quanto assistir a um episódio de ‘The Vampire Diaries’. “Diários do Vampiro” é um romance romântico, isso L. J. Smith conseguiu deixar bem explícito, pena que não soube desenvolvê-lo tão bem quanto acredito que ela gostaria. O livro é sofrível, e possui um texto tão raso que deixa parecer que a autora o escreveu com bastante pressa a fim de um único objetivo: Chegar ao clímax da história, quando Stefan conta o que realmente ele é para Elena, e todo o seu passado com a personagem Katherine. Porém, L. J. Smith esqueceu o que é mais importante em um livro, que o mesmo tem de ser proveitoso por inteiro, não apenas um “vamos aguentar, pois o final fará valer a pena”.

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