OUAT 1×08 — Desperate Souls

“Duas pessoas com um objetivo comum podem realizar muitas coisas. Duas pessoas com um inimigo comum podem realizar muito mais.” — Sr. Gold.

No retorno da pausa de final de ano, Once Upon a Time nos entrega um episódio pra lá de morno, mas que ainda nos faz pensar em mais uma ou outra questão importante da série. Dessa vez, acompanhamos a história do próprio Rumpelstiltskin no lado da Fantasia, enquanto no mundo real, ele resolveu ajudar Emma a conquistar o cargo de xerife, que ficou vago após a morte de Graham no episódio anterior.

A história do personagem nos Contos de Fada não me comoveu em momento algum. Talvez porque todo mundo sabe que o filho dele deixa de ter importância depois, eu também deixei de me importar com o que aconteceria com o garoto (e cadê ele no mundo real?). O que acontece nessa parte da história é muito falho. Quem consegue queimar um castelo inteiro com meia dúzia de tochas e não ser encontrado nem barrado quando entra lá e rouba objetos muito importantes? Muito suspeito.

Quando ele finalmente consegue a adaga que controla o Dark One, mata-o e assume seus poderes, bem, não tinha outra coisa para acontecer. A verdade é que Rumpelstiltskin já não tem o mesmo carisma que tinha no começo, ao contrário do que acontece com Regina Mills/Rainha Má, que continua crescendo no meu coraçãozinho. O ponto positivo dessa história é que, se o nome dele está na adaga e, quem tem a adaga o controla, então, quem tem a adaga hoje? Será que estamos acompanhando o surgimento de alguém ainda mais forte que ele? E se ele tiver apenas escondido a adaga, acabamos de descobrir como ele pode ser derrotado.

No mundo real, achei um pouco fraca também toda essa história de eleição para xerife e a ajuda do Sr. Gold para que Emma garantisse o cargo, em detrimento do escolhido da prefeita, Sidney Glass (que, nos contos de fada, é o “Espelho, Espelho Meu”). Os joguinhos de interesse do Sr. Gold e suposta manipulação de todo mundo realmente não me fez sentir nada. Mas ainda acho que, ao contrário da sua vertente de Fantasia, o Sr. Gold consegue manter um grande suspense sobre o que ele é capaz, porque ninguém sabe direito o que ele se lembra.

Só que esse foi um episódio que girou em torno de algo muito pequeno e simples. Tivemos episódios tão bons até agora, cheio de acontecimentos e reviravoltas, que esse pareceu vazio.

Mas nem tudo foi negativo. Henry voltou a gerar algum tipo de simpatia. Finalmente, ele deu uns passos para trás e está incorporando o medo que a Rainha Má causa em quem luta contra ela. Vê-lo encarar a coisa com maior realidade foi a oportunidade de respirarmos um pouco e aproveitar o personagem por alguns momentos, já que desde o primeiro episódio, ele tem se tornado um pouco chato com seu jeitinho bobo de ser. Falta saber se ele vai continuar precavido no resto da temporada.

Quando a própria Regina diz que Emma escolheu um baita inimigo (Sr. Gold), e desejou um certo “boa sorte”, deu para ficar um pouco preocupado. Claramente, o objetivo do episódio foi nos fazer lembrar que Emma deve um favor ao Sr. Gold, que finalmente resolveu agir contra a prefeita. Ficamos 7 episódios esperando para saber de que lado ele estava no mundo real. Agora, falta saber qual será o favor que ele pedirá a Emma. Vamos torcer para ser algo que nos interesse, porque se não, nós é que ficaremos com almas desesperadas!

E vocês, o que acharam do episódio?

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