OUAT 1×11 — Fruit of the Poisonous Tree

Vamos lá, falar de mais um episódio com pouquíssimas coisas acontecendo. Sidney Glass (o antigo editor do jornal The Mirror, e também o Espelho da Rainha nos Contos de Fada) é o personagem da semana e, logo de começo, descobrimos que ele era, antes de virar Espelho, o Gênio da Lâmpada. Adorei o efeito visual do gênio saindo da lâmpada e o jeito sem paciência dele, porque até agora Sidney era um cara chato e sem sentido. Mas dez segundos depois, ele volta a ser bastante morno e cansativo.

O Rei, pai da Branca de Neve, salva o Gênio da prisão da lâmpada e, de começo, parecia muito sábio e completo. Mas eu sabia que aquela carequinha estava escondendo alguma coisa. Ele pode não amar devidamente a Rainha, mas a Rainha não pode procurar alguém que a ama devidamente? Que espertinho, ele. No final, a reação toda dele ficou meio sem sentido. Além disso, será mesmo que nós não o veremos mais? Lamentável. Esperava que ele tivesse um papel maior na série, apesar dele não fazer nada no Conto dos irmãos Grimm — como anda acontecendo com vários personagens na série.

Lamentável também foi o efeito visual com a cobra de duas cabeças (típica do lugar de pessoas espertas que prenderam o cara chato na lâmpada e o mandaram embora), principalmente na cena em que elas mordem o pescoço do rei — o único cara que foi gentil em toda a existência do Gênio e que, mesmo assim, foi morto por ele.

Agora não gostei do gênio ter aparecido sem o Aladin. Pelo menos no filme da Disney, os dois estão sempre juntos. Mas a paixão pela rainha foi interessante — contos de fada sempre tem esses clichês de amor à primeira vista. Lana Parrilla, nossa querida Rainha/Prefeita, é a melhor atriz dessa série e ponto. Não há o que discutir. Eu ainda gosto muito de Robert Carlyle, principalmente como o Sr. Gold (e às vezes como Rumplestiltskin), mas, exceto no episódio sobre ele, sua participação é muito limitada.

De volta à paixão do Gênio pela Rainha Má, desde que ele virou os olhinhos brilhantes para ele, eu sabia que o plano que o Sidney estava fazendo com a Emma no mundo real era só uma fachada, e então, todo o episódio pareceu uma grande encheção de tempo. Eles podiam ter mostrado que era uma trama logo cedo, e usado o resto do tempo — do nosso tempo — trazendo novos mistérios para a série.

Tirando esse caso principal, que foi muito linear, tivemos, lateralmente, apenas o mistério do Estranho e o das chaves de caveirinha que Regina guarda com ela (nota mental: os baús dos corações não tem chave). E nenhum dos dois andou mais que alguns centímetros nas linhas das tramas da série. É interessante reparar que o pior episódio até agora também girou em torno de Regina, Sidney e Emma, naquela eleição para Xerife. Isso sem falar que essa pequena disputa entre Regina e Emma é exatamente a mesma desde o primeiro episódio.

No mundo real, aquela historinha do castelo do Henry não teve muito sentido, mas só por causa do livro. Por que Henry esconderia o livro, se Regina já o leu nos primeiros episódios e as últimas páginas foram queimadas? E ficamos sem entender como que O Estranho sabia que o livro estava enterrado lá. Imagino que Henry não fique desenterrando e enterrando o livro o tempo todo. Pelo menos agora, sabemos que ele tem realmente alguma coisa a ver com o tal livro.

Para fechar, a coisa mais sem sentido do episódio: vocês repararam o quão longe era aquele lugar que a Prefeita estava comprando do Sr. Gold? Eu reparei. Ficava na Estrada de Acesso, um lugar que Emma diz que fica “nas matas”, onde algumas estradas nem asfaltadas são. Agora me diz, “como assim, construir um mini-parquinho para crianças no meio do nada?”. E mini mesmo! Não tem nada no brinquedo além de um escorregador, uma torre e uma ponte suspensa. Que tipo de pai largaria o filho em um lugar desses? Henry mesmo estava lá sem qualquer supervisão. Se ele for para o meio do mato, quem vai ver? Ai, ai… E por que ela não fez o parquinho na cidade, como era o antigo castelo de Henry? Ninguém do Conselho da Cidade pensou em questionar isso? Aham, sei. Tá bom, Cláudia, senta lá.

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