OUAT 2×09 — Queen of Hearts

Quando terminei este episódio, pensei: “Once Upon a Time não sabe se emociona ou se decepciona”. Derramei altas lágrimas com o novo reencontro de Mary Margaret e David, mas fiquei um pouco irritado com a chegada de Cora e Gancho no mundo real. Mas vamos por partes…

O início do episódio serviu para encaixar o senhor Capitão Gancho no passado de Regina e para explicar como ele conseguiu arrancar o coração de Aurora. É bastante compreensível que, com o personagem fazendo tanto sucesso, eles façam questão de enrola-lo nas principais tramas da série, mas eu não entendi muito bem como Regina sabia que a mãe dela estava no País das Maravilhas.

Esse é o tipo de informação que deveria ter aparecido lá atrás, naquele primeiro episódio do Chapeleiro Louco, o que significa que eles simplesmente não tinham pensado nisso tudo ainda. E para uma personagem tão preocupada como a Rainha de Corações, Cora abandonou a fantasia toda muito rápido, como se os criadores não estivessem afim de perder tempo. Só que com isso, eles perdem efeito, coesão.

No mundo real, eu gostei bastante de ver o quão preocupado o Sr. Gold estava com a possível chegada de Cora. Tão preocupado que estava disposto a perder Emma e Mary Margaret ao mesmo tempo. Eu gostei desse lado dele, mas não é compatível com o interesse que ele tem na Emma e no fato de ela ser a “escolhida”. Mesmo assim, é sempre bom vê-lo manipulando as vontades dos outros personagens, e Regina entra na dele super fácil. Acho que para ela, amor é realmente uma fraqueza.

E se os dois roubaram o poder dos diamantes (a Fada Azul já poderia ter ido em busca de sua varinha, não é, já que é tão fácil assim…), pelo menos foi para um bem melhor. Só que agora Cora está chegando, e eles não tem mais nada.

Nessa história toda de Regina querer matar a mãe com ajuda do Capitão Gancho, achei que as coisas se encaixaram de maneira muito conveniente. Tudo muito certinho, perfeitinho. Para mim, foi um pouco frustrante, porque a proposta da série, pelo menos eu acho, era ser mais complexa, mais inesperada.

Na verdade, a melhor parte dessa história foram os figurinos — Lana Parrilla usou todo um guarda-roupa da Disney para ser novamente a Rainha Má, como na temporada passada, e foi novamente a melhor atriz do dia. Pontos positivos também para a trilha sonora, que trouxe de volta alguns temas que também estavam perdidos há algum tempo.

Agora, eu acho um absurdo Emma conseguir usar uma espada tão bem e ainda encarar o Capitão Gancho frente a frente. É claro que ela perdeu fácil a maior parte do tempo, mas ela não deveria ter qualquer chance. Quer dizer, eu entendo o fato de ela ter aqueles super poderes que jogam Cora longe, mas não entendo a história da espada.

A história do feijão morto também foi muito conveniente. Por que é que ele não apareceu antes (e por antes eu quero dizer depois do episódio do pé de feijão)? Mesmo assim, acho que ele foi muito bem utilizado na trama, porque não dava mais para continuar esse lenga lenga da Cora na Floresta Encantada e abriu espaço para que Gancho chegasse no mundo real da maneira mais estilosa de todas.

Foi mesmo muito estilosa, mas me fez pensar em uma coisinha: o que é que os americanos estão fazendo enquanto essas coisas sinistras todas acontecem ao redor de Storybrooke? Estamos falando das pessoas mais paranóicas e preocupadas com segurança do mundo inteiro e, mesmo assim, um navio pirata surge do nada no mar, fumaças rosas loucas tapam uma cidade inteira, e ninguém vê, nem das cidades vizinhas, nem pelos satélites, nem de nada. É pedir demais da minha pessoa.

Porém, como nem tudo são reclamações, eu derramei várias lágrimas com o retorno seguro de Mary Margaret e Emma. Este foi, com certeza, o melhor momento da temporada até agora, que veio junto com a redenção e a perspectiva de solidão de Regina (amor é uma fraqueza mesmo?) e o reencontro da Branca de Neve com o Príncipe Encantado, desta vez, com os papeis invertidos.

Esse momento é a prova de que os criadores tem aí guardado uma carga emocional muito grande que, infelizmente, as vezes se perde nas histórias dos personagens. Por que eu me emociono tanto com a Branca de Neve, mas não sinto nada pela sumida Cinderela, ou Aurora, Belle? Fica aí a reflexão.

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