OUAT 2×12 — In The Name Of The Brother

Eu machuquei o coração dele… Belle é apenas onde ele o guarda. — Hook

Comparar Once Upon a Time com uma montanha-russa talvez seja uma maneira ilustrativa, porém certeira para avaliar a série e seus passos em 2013. Se anteriormente, tivemos uma viagem alucinante (leia-se o excelente 2012), com pontos altíssimos, reviravoltas tão animadoras quanto loopings e trechos responsáveis por grande êxtase, tivemos até agora uma experiência com mais descidas pacatas e entediantes do que momentos de cair o queixo, sem muitos desafios a leis da gravidade.

Enquanto The Cricket Game mostrou um respirar cansado devido a vibração provocada por uma eletrizante passagem pela montanha-russa e The Outsider provou que ainda se pode fazer mágica com cinzas do tal fôlego desgastado, o décimo terceiro episódio da segunda temporada decepciona e sofre uma queda. Grande queda.

In The Name Of The Brother anuncia: “A montanha-russa Once Upon a Time está fora dos trilhos!”

O personagem da vez escolhido para guiar-nos durante uma jornada em Fairytaleland foi Dr. Whale. Uma das tramas mais odiadas por mim em toda a série por três simples motivos:

JENNIFER MORRISON

Primeiramente, minha antipatia pelo ator que dá vida ao Dr. Whale é gigantesca. O ódio não é mérito de Once Upon a Time, e mesmo que a série tenha colaborado com o sentimento, as raízes desse “nojo” pelo tal vêm desde seus tempos de Uncle John em The Vampire Diaries. O segundo motivo é mais técnico: a fotografia. Escurecer as cenas onde o Doutor está presente pode ser uma jogada ótima a la Sin City para cativar e fascinar quem vê… se a direção de arte é digna de um trabalho competente. As sombras cobriam totalmente as faces dos interpretes e as cenas ficaram extremamente cansativas, além das atuações e cenários não ajudarem em nada. Irritante!

Por último, o roteiro. Quando você ousa dar um lugar ao Sol para um personagem não tão amado pelo público, é obrigatório um BOOM maior para tornar tudo aquilo cativante. Toda a trama teve decorrer lento, sem muitas surpresas ou momentos fortes o suficiente para manter a atenção total.

No núcleo Storybrooke, as consequências do acidente vieram a tona da forma mais mal explorada possível. O drama trabalhado em cima da vida ou da morte do forasteiro atingiram o ápice do que eu chamo de desnecessário. Uma trama completamente anti-climática, onde qualquer fosse a decisão, ninguém se importaria.

Ao menos, Storybrooke não foi totalmente desprezível. Hook e Emma em uma cena curta trouxeram a nostalgia de suas aventuras em Fairytaleland. Era e é ótimo vê-los juntos! Jennifer Morrison é de longe uma das atrizes mais medianas do elenco, porém a química entre ela e Colin é vísivel e prazerosa. Cenas recheadas de sex appeal, por parte de ambos, e diálogos investindo no duplo sentido são uma dinâmica ótima para a série. Shipper de Hook e Emma aqui.

Belle e Mr. Gold estavam adoráveis. As diversas tentativas para aproximação deles vale o nó na garganta que provocam. Caso Hook-Emma não acontecer, meu casal favorito ainda será a Bela e a Fera.

Regina e Cora foram excepcionais. As cenas contracenadas por elas foram as melhores, e mesmo não tendo gostado da desconstrução do plot “O Caos da Cora”, acredito que ambas vão render muito. Um pouco mais de intriga em suas primeiras cenas seria bem-vinda para apimentar levemente o clima borocochô dos eventos, porém mãe e filha arquitetaram involuntariamente o melhor do episódio.

In The Name of The Brother foi um filler da pior qualidade. Durante uma vida de quase duas temporadas, é inevitável aquele episódio que não nos leva a lugar algum, mas Once Upon a Time já fez melhor. A série entra em um curto hiato de três semanas retornando no dia 10 de fevereiro. As expectativas para a restauração da qualidade são existentes e altas, entretanto me preocupo mais com o futuro distante da série. Esperamos desde já que Once Upon a Time volte com gás, tão boa como foi em sua primeira parte e, de preferência, de volta aos trilhos permanentemente.

E vocês,o que acharam de In The Name of The Brother? Não se esqueçam de comentar!

P.S. Ainda não engulo a estória do Frankestein… Once Upon a Time está fora dos trilhos e fora de sua mitologia. Acompanhar a vida do Frankestein talvez fosse mais interessante em um seriado próprio pra isso; talvez American Horror Story. Ou nem mesmo Titio Ryan iria querer um personagem tão antipático?! Nhê, AHS não merece esse exú.

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