OUAT 2×13 — Tiny

Eu sou muito pequeno para voltar pra casa, mas sou muito grande pra viver aqui. — Anton

Pausas são ambíguas; todas têm as partes benignas e as partes cruéis. É imediato o ódio ao saber que sua amada série estará ausente da TV por algumas semanas, e isso representa a parte cruel. Já a parte benigna nem sempre atinge os que classificam os hiatus como armadilha do Satanás. De fato, a fatia dos que acreditaram na benignidade de uma pausa é pequena, e eu me juntei a ela após os regulares episódios de Once Upon a Time em 2013. Desde o episódio passado, a série respirava com dificuldade no fluir das tramas e nos arcos que já foram interessantes. O nascer de um fôlego recuperado e a restauração da criatividade nas tramas poderiam ser alcançada com uma pausa para respirar e recuperar a elementos perdidos, mas essa pausa serviu para tudo, menos para avançar grandemente.

Once Upon a Time ainda não se encontrou. E vai descendo ladeira abaixo a cada episódio: As tramas soam forçadas e nada interessantes, onde os 40 minutos semanais se tornam um sonífero involuntário. Novamente, a série repete suas falhas e Tiny se iguala aos episódios passados.

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O trunfo deste episódio se revelou um plot twist que me tirou do sono. Pela primeira vez em 2013, Fairytaleland reuniu eventos mais interessantes do que o mundo real. A trama envolvendo gigantes e incríveis participações especiais já garantiram 2,5 estrelinhas em minha avaliação. O tal negócio do bullying familiar e o gêmeo do mal tinham a tendência de falhar sem um desenvolvimento digno, mas a série trabalhou bem a trama do começo ao fim. Cassidy Freeman estava ótima como Jack e George Garcia retornou como um bom gigante. A criatividade na trama foi evidente, algo que eu não vejo em Once Upon a Time a muito tempo.

A busca de Cora em Storybrooke deveria ser trabalhada com mais atenção; nada funcionou pra mim. Enfiar o gigante no meio até deu uma animada em mim, mas é encarar David e Mary que tudo se desvanece. Coloca-los como líderes de uma trama não é um bom negócio, mas ambos são ofuscados quando temos Hook. Continuo a dizer que o vilão foi a melhor coisa que aconteceu em Once Upon a Time em seu segundo ano, o rei do duplo sentido que todos amamos. Regina, Ruby e Belle também deram as caras, então Storybrooke não foi uma catástrofe total. Nota do reviewer: Meu Deus, como a atriz que faz a Ruby é maravilhosa, né? A beldade feminina da série!

O mais animador desse episódio foi o próximo episódio. Não entendeu? Bem, Emma e Mr. Gold em busca de Bae foi o que manteve minha atenção. Uma pena ter de esperar o desenvolvimento da trama que mais tem potencial na série atualmente.

Tiny se igualou aos episódios falhos anteriores, mas diferiu-se por deixar-me curioso. De fato, o ponto alto foi mostrar o início da jornada atrás de Bae e estabelecer um cliffhanger realmente sem intensões. A leitura de alguns spoilers e a promo do episódio seguinte reviveram meu ânimo para acompanhar a série com vontade novamente. O décimo terceiro episódio serviu novamente como um tapa buraco, mas atiçou a curiosidade e não me deixou cair em um sono tão profundo quanto o da Bela Adormecida.

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