Outlander 1×13 — The Watch

Outlander derrapa num episódio que serviu de escada para o que pode ser o melhor season finale de todos os tempos.

“ Talvez seja melhor assim. Há tantas coisas que podem dar errado […] não suportaria te ver sofrendo”- FRASER, Jamie

Era de se esperar um episódio mais emocionante. O cliffhanger nos deu esperança de que a paz tinha terminado e que Jamie lutaria pela sua vida mais uma vez. Já estávamos (e por nós entendo quem não leu os livros) agarradas ao sofá de casa, desesperados pelos conflitos e reviravoltas da serie, acompanhados de uma trilha matadora, mas não. Outlander decide que é hora de enrolar e encher muita linguiça.

Não me entendam mal porque entendo que, as vezes, uma série não pode ter vinte episódios frenéticos, mas é necessário ter o mesmo cuidado dramático aplicado em todos os outros. Em The Watch ele não existiu. Tivemos alguns lapsos maravilhosos mas no geral terminamos o capítulo com um gosto amargo na boca. Duvido que Diana Gabaldon tenha escrito essa parte da história assim.

Somos apresentados à Taran MacQuerry e sua trupe de protetores. Nessa época de guerra era comum os Senhores “contratarem” um grupo de homens para vigiar o território, suas plantações e seu povo. Era uma via de mão única porque se eles não pagassem a tal da proteção as consequências seriam muito piores. Jamie não consegue compreender esse fato e temos uma extenuante série de cenas com ele indignado. Ok, já entendemos que isso é perigoso e que você tem um preço pela sua cabeça. Acalme-se!

Outlander 1x13

Para complicar ainda mais as coisas Jenny entra em trabalho de parto e Horrocks surge das cinzas. O desertor faz parte do bando e não perde tempo em extorquir mais dinheiro de Jamie para não abrir a boca. O bebê de Jenny está virado ao contrário e o desespero de Claire é óbvio. A mulher sabe cuidar de homens à beira da morte e fazer remédio com plantas, mas nunca fez um parto. É um dos únicos momentos de tensão verdadeira e onde Catriona brilha. Os tormentos internos da personagem chegam como um furacão e ela é obrigada a dizer ao marido que é infértil. Uma cena maravilhosa!

A trama é resolvida de forma muito estranha. Ian se encarrega do “problema Horrock” (não esperava, confesso) e Jenny dá a luz a uma menina saudável, sem antes termos que presenciar minutos intermináveis dela gritando e sofrendo. No jantar, as cartas são postas na mesa e Taran confessa ser um protetor da pátria também. Espera aí, todo esse drama para nada?

Taran MacQuerry passou por bons bocados nas mão de soldados ingleses e não aceitaria jamais que a sua pátria fique subjugada à coroa inglesa. Jamie é obrigado, como troca de favor, a acompanhá-los. Ele pode até parecer relutante em deixar a mulher em Lallybroch, mas sua alma é de um guerreiro viajante, não tem jeito. Só que ai Taran e Jamie são pegos na emboscada de Horrocks e capturados pelo exercito vermelho. Sim, mais uma vez Jamie está nas mãos de Randall e prevejo que dessa vez as consequências serão devastadoras.

Outlander adentra aos capítulos finais e, pelo o que eu ando lendo, a série vai destruir (no bom sentido, claro). Não posso deixar de elogiar mais uma vez Catriona, ela encontrou o seu ritmo e não força mais as cenas dramáticas. Um exemplo disso é a cena com Jamie e como cada palavra tinha um peso emocional tristíssimo.

E vocês? Curtiram? Eu senti falta do Tobias.

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