Parenthood 4×08 — One More Weekend with You

“Essa é a história de um jovem com um passado sombrio, que chega em uma nova cidade e transforma a vida de uma família local. Essas antigos laços insistem em fazê-lo sofrer, e a não aproveitar tudo o que essa família tem a oferecer”. Lembrou de alguém? Pois é, é assim que eu começo essa review, no mais famoso estilo de The OC. Não sei quanto a vocês, mas eu me senti assistindo a mais um capítulo de Ryan, Marissa, Seth, Summer e companhia, e vou ilustrar a razão disso.

Sexo: É isso aí Drew, mandou bem! Já Mr. Cyr tê-los pego no flagra não foi tão legal, já que o tchê tchê rerê foi cortado no meio. Mas gostei muito de que foi ele quem viu. Se fosse Sarah, ela iria fazer aquela cara de Lorelai e ficaria por isso mesmo: ela querendo estar mais próximo do filho, e ele mais longe da mãe. Mas a dinâmica do segredo serviu para reforçar que Mark veio para ficar. E o pouco tempo de tela dado ao Hank só fez essa percepção ficar ainda mais clara. Será que os roteiristas ouviram os fãs e decidiram deixar a nossa Braverman com o professor mesmo? Tomara que isso aconteça.

Drogas: Outro ponto que estava me preocupando foi bem administrado nesse episódio. Até o momento tínhamos uma Kristina triste com a descoberta da doença, e familiares chorosos pelos cantos. Tudo isso foi doloroso, mas ao mesmo tempo, bonito de se acompanhar. Agora, a fase “feia” do câncer chegou, e eu percebi o cuidado que os roteiristas tiveram em não transformar a série em um programa do Discovery Channel. Eles mostraram sim os efeitos colaterais da quimioterapia, mas vocês perceberam como essas cenas foram rápidas? Acho que em nenhum episódio Kristina ganhou tão pouco tempo de tela. E não é que isso foi ótimo? Ela está vivendo o maior drama da série, e basta alguns segundos para que a gente continue torcendo por ela, ao mesmo tempo em que não se cria uma aversão à série, um sentimento de deprê, coisa que nunca esteve presente, apesar da série ser um drama.

Rebeldia: E não é que aquilo que muitos aguardavam aconteceu? Sidney botou as asinhas de fora, arrumou a mala e partiu para o outro lado da rua. Que cena muito bem feita. Eu preciso ainda parabenizar essa garota. Toda criança faz isso uma vez na vida. E chora e xinga do mesmo jeito. Cena extremamente real. O que eu mais gostei foi do Joel abrindo os olhos de Julia. Ele estava totalmente sensato ao dizer que Victor estava roubando a maior parte do tempo livre do casal (que não trabalha), deixando a garota no banco. Só fico me perguntando como eles ainda mantêm a casa mais cara da família.

Festas: Jasmine resolveu dar uma festa para pessoas estranhas. E cobrou do marido participação. Nada de muito relevante, já que todos nós sabemos que ela é o homem da casa. Valeu mais por vermos novamente Crosby dar a volta por cima, e ganhar a maioria dos elogios. Nada melhor que fazer uma pessoa “toda dona de si” escutar elogios direcionados a outro. Adoro a química desse casal, e não consigo mais vê-los separados. Se rolar uma separação na série, não deve ser nessa casa.

Paternidade ao contrário: Se algo era presente em The O.C., era o jeito de se criar a ninhada. De um lado tínhamos um Sandy Cohen fazendo o perfil desleixado, do outro uma Kisrten Cooper no estilo pulso firme e, no meio, uma Julie Cooper no jeito errado. Parenthood tem isso no nome, por isso nem preciso dizer que todos aqui possuem um estilo diferente de criar seus filhos. No episódio dessa semana, além da dinâmica quase-desleixada de Sarah (por esforço do Mark), e do jeito autoritário de Julia e Joel, tivemos o jeito errado de Adam.

O cara pirou! Quando se pensa que uma pessoa larga o emprego para ficar em casa, logo se pensa em férias, certo? Mas no caso em questão, Adam nunca trabalhou tanto na vida! Cuidar de uma mulher extremamente debilitada, de um filho sistemático, de um amiguinho deficiente e de um cachorro sarnento foi demais. Achei que ele fosse jogar a bomba no colo de Haddie. Mas foi no do irmão. E o mais bonito foi ver Jasmine, deixando de lado o mau humor, e pegando Nora para si.

Ryan: Aqui o sobrenome é York, mas algumas características dos dois são bem similares. A começar pelo jeito de poucas palavras. Ambos pensam muito e dizem pouco. E quando se sentem encurralados, partem para o quê? Porrada! Achei mesmo que Ryan fosse matar o “Trey”, mas Marissa, digo Amber, apareceu com os outros soldados e a briga foi separada. Antes disso, perceberam o olhar de peixe dela quando se ofereceu para ir ao enterro com o namorado? E a conversinha durante o trajeto? E o fato dela estar dirigindo? Muito Orange County para mim.

Praia: E num é que o detalhe mais presente em The O.C., e mais difícil de se pensar em Parenthood, também esteve presente? E justamente para mostrar momentos alegres do casal jovem da série, ao mesmo estilo de Ryan Atwood e Marissa Cooper.

Essa comparação entre as séries está longe de ser profunda. Só quis mostrar que o episódio dessa semana apresentou tantas similaridades que eu tive que escrever assim. Espero que algum fã de The O.C. leia essa review.

Episódio tão bom quanto o último, o que continua a manter o nível da temporada lá nas alturas. E não é que no final tivemos até menção à Mulher Maravilha (a.k.a. Summer Roberts)? Achei mesmo que só faltou o banho entre Amber e Ryan acabar ao som de…

E quanto às notícias postadas na última review, com o episódio dessa semana, já conseguimos pensar em possibilidades. Alguém arrisca?

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