Parenthood 4×11 — What to My Wondering Eyes

Por onde começar a falar de algo tão maravilhoso? Confesso que precisei pensar muito antes de escrever a review dessa semana. De todas as séries que eu cubro, eu nunca pensei que um dia eu fosse dar uma nota máxima a um episódio.

Continuo acreditando que um episódio não consegue ser perfeito em todos os seus minutos. Parenthood entregou um episódio que não fugiu à regra. Mas então por que dar uma nota dez? Depois de muito raciocinar, conclui que a série não vai conseguir ir além do que ela foi hoje. Ela jogou pesado comigo e com vocês.

O natal é o momento mais tocante do ano. Para o bem e para o mal. Todos vocês que estão lendo esse texto agora sabem que qualquer amigo, familiar ou conhecido tem uma lembrança dessa data. Alguns ficam felizes por conseguirem reunir toda a família, alguns ficam tristes por se lembrarem daqueles que já partiram, e outros estão vivendo um momento de transição, adotando novas tradições e companhias para se passar essa noite mágica.

Mágica porque nela todos nós voltamos a ser criança, e nos lembramos de momentos felizes. Nossos olhos voltam a brilhar como os de Sidney, Jabbar e Victor brilharam. Como muito bem contado por nosso vovô Zeek, o bom velhinho existe. Mas afinal, o que é o Papai Noel?

Ele não é aquele cara rabugento, que bebe rum, trabalha no shopping e maltrata sua ajudante duende. Ele não é também aquele que consegue deixar presentes em todas as casas do planeta em uma única noite, mesmo que ele tenha a ajuda de Rudolph, a rena de nariz vermelho. Max estava lá para deixar isso bem claro.

Ao final do episódio, descobrimos que o bom velhinho não é uma só pessoa. Ele é todo mundo. Ele é bondade, é fé, é alegria. Ele resume tudo aquilo que há de mais puro nesse mundo. Ele é família.

E foi ele, ou seja, a família Braverman, que ajudou Kristina a ganhar forças, e a levantar suas taxas de glóbulos, anticorpos, plaquetas, ou sei lá o quê. Quando Adam estava com suas mãos unidas, clamando por ajuda, ele não estava sozinho. Todos os seus irmãos, pais, filhos e sobrinhos estavam ali também.

Basta uma ligação para que seu irmão venha ao seu encontro e o ajude. Ele até pode ser meio pateta, e deixar a criança pelada da cintura pra baixo, o cachorro usar a casa como banheiro, ou mesmo não conseguir guardar um segredo. Mas ele veio, e fez o melhor que pôde.

Numa hora dessas, nada como a insistência de um pai, e sua capacidade de agir no melhor momento. É claro que Adam estava descontrolado. E era claro que ele precisava daquele abraço. Ninguém é Super numa hora dessas.

Sarah, coitada, nem bem largou o noivo e já foi para a cama com o patrão. Alguém realmente ficou surpreso com isso? É claro que não. Quando até sua filha reconhece a sua falta de aptidão para o amor, é porque ela não vai conseguir sair dessa sozinha.

Amber é hoje a mãe nessa relação mãe e filha. E fez muito bem ao dar um tempo no relacionamento, mandando o soldado para o chuveiro. Se a sua mãe sofre tanto com os desgostos do amor, ela tem mais é que se precaver, e cobrar. Cobrar maturidade, presença, garantia e o mais básico de tudo, amor.

E tudo isso serviu para estraçalhar a nossa barreira emocional, para que ficássemos desamparados para o que estava por vir. Afinal, vamos pensar racionalmente, quem é que faz um vídeo daqueles?

Somente alguém que estava certa de que seus dias estavam contados. Kristina não precisava ter dito uma única palavra. Sua atuação e seu olhar de mãe e esposa eram capazes de dizer tudo. O que dizer então da reação de Adam? Soberba.

O velho barbudo de roupas brancas e vermelhas apareceu ao final do episódio. Não, ele não era aquele que cruzou com Victor no corredor, perguntando sobre seu novo par de tênis brancos, e que sumiu depois num passe de mágica. O bom velhinho estava representado por catorze anjos que largaram tudo o que tinham planejado, para fazer o que há de mais bondoso nesse mundo: estar ao seu lado quando você mais precisa. Esse foi o milagre que ajudou Kristina a se reerguer.

Como toda boa história infantil, a moral finaliza o conto. E qual seria ela? Que a magia está nos olhos de quem a vê. Esse é o espírito do Natal. Esse foi o espírito presente em Parenthood. Um bom Natal a todos vocês, e até 2013!

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