Parenthood 4×15 — Because You’re My Sister

Enfim chegamos ao final da temporada. É hora de varrer o chão, juntar os copos de plástico, papeis de doce e apagar a luz. Pois é, a festa naquele charmoso quintal acabou e só teremos uma outra daqui um bom tempo.

O último episódio dessa temporada a fechou com um excelente desfecho. Já quero deixar claro que ele até teve cara de “fim de série”, mas não se preocupem, pois a renovação nunca foi uma coisa tão certa como ela é agora. Já li entrevistas de roteiristas e produtores falando o que podemos esperar do quinto ano. Só mesmo um apocalipse poderia acabar com os planos de mais um ciclo.

Quase todas as histórias tiveram um final feliz. Começo por Drew, o filho inteligente (nos estudos), que agora segue o mesmo destino da prima Haddie, e vai para a faculdade. Gostei da despedida de Amy, e mais ainda da comemoração final, com sua irmã, mãe e avós vestindo as cores de Berkeley. Para todo garoto tímido, nada melhor do que uma faculdade para se vivenciar novas aventuras e deixar velhos medos para trás. Toda a sorte do mundo para você, Drew!

Já o desfecho na casa de Crosby me pegou de calças curtas. Depois da gravidez de Amy, eu nunca imaginaria que outra viria tão cedo. De todas as cenas feitas para lágrimas serem produzidas (e olha que esse episódio foi carregado delas), nenhuma me fez tão feliz quanto essa em que Crosby e Jasmine contam à Renee sobre o novo rebento. A entrega dos atores foi tão grande, que pareceu que eles mesmos estavam vivenciando aquilo. Toda a sorte do mundo para você, pequeno embrião, que fará essa sogra e genro mais unidos do que nunca!

parenthood 415

De todas as aquisições que Parenthood teve nessa temporada, Ryan foi a que mais me divertiu e cativou. Toda a história de pós-guerra dele é muito interessante, e deverá ser abordada na próxima temporada. Desses todos, é o único que temos absoluta certeza de que voltará. E era claro que Amber se acertaria com ele. Ambos ganham nessa relação. Então toda sorte do mundo ao mais novo casal de pombinhos!

A parte triste do episódio ficou por conta de Sarah. Parabéns por ela ter feito uma escolha. Tentei conectar essa decisão ao fato das despesas de Drew serem pesadas (mesmo com bolsa) pelos próximos anos, mas eu não entendi muito a opção por Hank. Tudo bem ele não ser querido pela maioria dos fãs, mas não podemos negar sua contribuição para a série. Assim como Mark, que acabou levando o toco. No fim, achei que o episódio terminaria com Sarah o esperando na sala de aula, mas terminamos com os três solteiros. Por mostrá-los ao fim do episódio, fica difícil para nós imaginarmos se eles continuarão na série, e se Sarah voltará a se envolver com eles. É esperar para ver. Que bons ventos tragam esperança à sua vida amorosa, Sarah!

Chegamos então ao “sub-plot” da temporada, com direito a papel assinado e resumão de família. Todo o caminhar traçado por esses personagens não poderia terminar em lágrimas de tristeza. Mas a criatividade dos roteiristas conseguiu ir além, e expôs um detalhe que muitos não perceberam ao longo dessa temporada: a falta de proximidade entre o garoto e os demais Bravermans. É claro que a adoção iria ser formalizada, e que todos os membros da família estariam presentes, mas dar falas que resumem suas características foi coisa de gênio. Mais do que isso, foi lindo ver que Victor não só foi aceito por Julia e Joel, como também por Sydney e todos os outros membros desse clã. Toda sorte do mundo a você, Victor, e que você receba belos presentes e momentos de toda essa sua nova família!

Assim como esse episódio acabou, eu termino minha review falando da grande história que nos envolveu como nunca antes nessa série. O câncer de Kristina foi a grande locomotiva que puxou todos os outros dramas, e fez com que dois atores, já consagrados pelos fãs, fossem além. É difícil para alguém que não conheça a série entender essa afirmação. Mas eu, e você, fã, a compreendemos com toda a clareza do mundo.

Como o doutor bem disse, só depois de cinco anos é que poderemos usar a palavra “cura” para esse câncer, mas isso nunca pode ser tachado como um indício de que Kristina terá problemas pela frente. Longe disso, e que fique bem claro.

Agora, filosofando um pouco, por que terminar uma série, que se passa numa cidade nublada carregada de agasalhos e canecas de café, num ensolarado Havaí? Porque ele é a metáfora do ciclo da vida. Todos nós passaremos por momentos difíceis, em que pensamentos de desistência pipocarão em nossas cabeças. Mas a vida, assim como o Sol, renasce, apesar de tudo. E ele nos aquecerá, assim como está aquecendo Kristina em seu primeiro sopro de liberdade. Assim também como essa família, em especial seu marido, que a aqueceu durante toda a nebulosidade.

O casaco até pode voltar para as nossas mãos, quando a gente menos espera. Mas ele carrega a história de que toda luta tem um final e, se ele reaparece, é porque tem a certeza de que somos capazes de ir à guerra mais uma vez.

De todas as séries que eu acompanho, e escrevo, essa é a que eu tenho mais gosto. Espero que todos vocês que leram alguns desses quinze textos, comentando ou não, tenham tido momentos de prazer. O objetivo de toda review é colocar um punhado de fãs sob o mesmo teto. Bem como uma família. Bem como Parenthood.

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