Peter Mensah fala sobre os desafios de Spartacus

Lançada em DVD e blu-ray neste mês pela 20th Century Fox, a minissérie prequel Gods of the Arena é uma aquisição imperdível para os fãs de Spartacus! Aproveitando a ocasião, o Box traz para você uma entrevista exclusiva feita por Jorge Carreon com o ator Peter Mensah, o saudoso doctore Oenomaus!

Peter Mensah

Nascido em Gana, terra de povo guerreiro, Peter Mensah adorou a oportunidade de fazer parte da reinvenção da história romana como um personagem chave de Spartacus. Os fãs da atual War of the Damned sabem de quem estou falando: Oenomaus, o doctore responsável pelo treinamento dos gladiadores no ludus da Casa de Batiatus. No entanto, foi sua atuação em Gods of the Arena que fez com que o personagem se tornasse de vez um favorito dos fãs!

Nós só podemos imaginar como foram as sessões para escolha do elenco de Spartacus antes sua estreia, em 2010. A disputa foi tão feroz como as batalhas de gladiadores, que continuam causando choque e espanto em todo o público. No entanto, a beleza da série não está só em quem possui uma barriga tanquinho e desiste de comer carboidratos. Pelo contrário, é um empreendimento que valoriza a emoção real para elevar este conjunto físico a mais do que um arquétipo de espada e sandálias.

Ainda assim, você seria duramente pressionado para se destacar entre um elenco aclamado, por ter de oferecer uma presença formidável de comando dentro da série, filmada na Nova Zelândia. Tais distinções não intimidaram o ator de 53 anos, conhecido por filmes como 300.

Alto e musculoso, Mensah praticamente nasceu para o universo de Spartacus. Em Blood and Sand, os fãs foram apresentados a um homem conivente com as terríveis consequências da vida dos gladiadores, escravos treinados para lutar até a morte. Campeão aposentado, Oenomaus possuía o mais alto posto no ludus, mantendo ordem constante entre os gladiadores, enquanto treinava novos “recrutas”.

A primeira impressão de Oenomaus costuma ser a de alguém bruto e rude, mas isso é apenas uma máscara para quem já passou por muita dor e vários dramas pessoais. Isso encantou os fãs da série, e fez com que a exploração de seu passado em Gods of the Arena fosse ainda mais ressonante.

“O prequel, na verdade, foi útil para termos a oportunidade de detalhar mais os personagens, e permitir que o público visse mais de quem eles são”. Peter Mensah

O que o público presenciou em Gods é a história um gladiador campeão, não o capataz pomposo que irritou a todos na primeira temporada. A parte divertida do prequel é justamente esta: assistirmos a um Peter Mensah num papel muito mais leve do que o anterior — no caso, o que Oenomaus viria a se tornar no futuro. Mas, como tudo em Spartacus, a felicidade não é um conceito que pode sobreviver em um lugar tão perigoso. E, de acordo com Mensah, por vezes a linha entre esta vida e a real era estreita demais para se ter algum conforto.

“Você sabe quantas vezes nós nos machucamos fazendo isso?”, sorri ele. “Eu não vou fazer isso de novo. É um exagero, mas tenho certeza de que há algo de cada nós em cada personagem que damos vida. Mas cara, aquele tempo naquela vida devia ser muito incrivelmente difícil”.

doctore

Confira outras declarações de Peter Mensah sobre os desafios e prazeres de ser um dos “deuses da arena” (se você ainda não viu a minissérie, cuidado com os spoilers):

O que é revelado sobre Oenomaus em Gods of the Arena que irá surpreender e envolver os fãs Spartacus?

Peter Mensah: Foi uma oportunidade para explorar o lado humano de Oenomaus, como oposição ao treinador durão de gladiadores. E as circunstâncias da história todas levam a descobrirmos quem ele realmente é. Então, realmente, era uma espécie de prequel permite que todos nós o conheçamos muito melhor.

Gods of the Arena teve a chance de examinar o passado de vários personagens antes da narrativa principal de Spartacus, e sua segunda temporada Vengeance. Como você lidou com esta reversão da história?

Mensah: O que é grande nisso tudo é que cada episódio meio que nos traz mais informações, sempre mais experiências em interpretar seu personagem. Eu definitivamente gosto de interpretar Oenomaus, há uma espécie de curva de aprendizagem contínua. Estou sempre descobrindo os elementos que fazem o que ele é. Foi algo que eu realmente abracei, e senti que era útil em dar vida a diferentes níveis de reação.

Todos conhecem Oenomaus na primeira temporada como Doctore. Ele é muito impassível. Ele realmente não se deixa levar. A grande sacada foi que Steven DeKnight, criador da série, e seus roteiristas tinham estabelecido um monte de histórias subjacentes a Oenomaus anteriormente. Foi um grande desafio. Por sorte, mantivemos a história próxima o suficiente para que todos possam desfrutar dessa jornada junto com a gente. Mas, certamente, foi uma diversão fantástica fazer isso tudo!

Oenomaus

Para você como ator, como é entrar de cabeça neste mundo? Você quebrou muito a cabeça sobre o peso físico e emocional que este papel exigia?

Mensah: Em termos de entrar no personagem, um par de coisas que ajudam. Obviamente, as linhas da história em si são realmente vivas. Os cenários, a maquiagem e todas as estruturas de apoio são tão claramente transformadoras e, com o tempo você passa no set, acaba entrando nesse mundo em que vive Oenomaus. E, para nós escravos, não ter roupa realmente te deixa bastante no clima do personagem! [Risos] É tão diferente da vida real…

As histórias tomam trajetórias que são muito difíceis para se preparar. Você meio que tem que reagir às situações como eles vão aparecendo. Para um ator, isso é ótimo para atingir um maior patamar e mostrar cada emoção única. Eu amei fazer isso. Foi uma temporada fantástica para trabalhar.

A evolução de todos os personagens principais em Spartacus é cuidadosamente desenhada. É isso que mantém a todos vocês revigorados?

Mensah: Entre as muitas coisas interessantes estão as jornadas que todos atravessam. Você tem que descobrir quem é realmente cada personagem. Na verdade, DeKnight e os roteiristas têm colocado um número realmente desafiador de situações para todos nós. Acho que isso é o que ajuda o público a vir junto junto. Não há nenhum caminho claro.

Spartacus é baseada em fatos históricos, e mistura isso com muito entretenimento. É isso que originalmente o atraiu para a série?

Mensah: Eu acho que a única coisa interessante é que há muitas histórias absolutas neste mundo. Mas, acima de tudo, estamos oferecendo entretenimento. Estamos interpretando a história, ou uma versão dela. O que torna isso realmente divertido é que você tomar essa representação de um personagem heroico, como fazemos em Spartacus. Isso realmente funciona, pois temos licença de interpretar a história, obviamente, com o que o público espera de nós.

Temos realmente que sair e fornecer uma versão do que poderia ter acontecido. De nenhuma maneira estamos afirmando que isto é exatamente o que aconteceu. Nós apenas estamos contando uma história. Então, espero que façamos uma que seja divertida. É por isso que amo meu ofício: é a chance de olhar em uma situação e dar uma versão de como nós achamos que pode ter acontecido.

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