PLL 1×05 — Reality Bites Me

Outra vez, mais do mesmo.

Não sei bem porque Pretty Little Liars faz tanto sucesso. O elenco é meia-boca, o roteiro mal trabalhado e quase nada acontece durante os episódios. Será que sou exigente demais? Há quem diga que essa série é minha cara e, num primeiro momento, havia potencial para ser uma dessas produções teen que me fariam feliz, mas não é isso o que acontece.

Não é novidade que acho tudo muito fraco, muito raso e sem sal. Minha opinião geral não mudou e, por isso, fico aqui tentando entender as pessoas que amam as famosas pilantrinhas e peço que me digam nos comentários o motivo de tanta adoração.

Mesmo assim, sigo com a série. Não é a pior coisa que já vi e passo bem meus 40 minutos. O problema é só quando o episódio termina e eu preciso fazer um balanço de prós e contras. Percebo que mesmo agradável, o conteúdo deixa a desejar.

Vejam bem. Essa é, essencialmente, uma trama de suspense. Cadê o clima de perigo? SMS não assusta ninguém. Ceguinhas passando batom vermelho como se olhassem no espelho, idem. E isso deveria nos deixar com a pulga atrás da orelha, mas o recurso falha. Hanna tem as habilidades de um detetive cômico. Vê-la seguir Jenna foi tão patético quanto ouvir que ela pretende se juntar ao grupo pró-virgindade só para manter o namoradinho. O pior é que é a mãe de Hanna que ensina como a filha deve segurar seu homem. Conselhos preciosos de geração para geração.

E o drama da Emily? Ser ou não ser (lésbica): eis a questão. É tão sem sentido que sei lá, pode ficar bom? Não consigo escrever nada sem deixar interrogações, porque aquilo é inexplicável. Aria e o professor Fitz não poderiam durar muito tempo. Até achei que ia rolar uma disputa entre amigos, mas por enquanto, é só minha imaginação tentando trabalhar para melhorar essa trama.

Talvez, a melhor coisa tenha sido Spencer, que se sentia culpada por roubar a redação da irmã e ainda levar um prêmio por isso, mas com aquele pai, quem pode culpá-la? Coisa ótima foi a cena em que ela joga na cara dele toda a verdade e sai triunfante para mostrar que pode ser menina honesta e humilde, saindo com o funcionário do country club. Ah, essa juventude rebelde!

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