PLL 5×10 — A Dark Ali

Na sua história” — Spencer, para Alison

Não é nenhuma novidade Alison faz tudo para se proteger. Mas agora ela começou a levar seu plano e suas mentiras para o nível das autoridades e da família, o que com certeza assusta e muito as aprendizes de mentirosas de Rosewood, Perto de Ali, Hanna, Spencer, Aria e Emily vão ser canonizadas de tão puras que são. Ali, além de ser muito ardilosa, consegue sim manipular quem quiser com seus belos olhos azuis.

Ali leva muito a ferro e fogo o estilo Gothic Lolita, as lolitas que atiçam o imaginário masculino mas foram além: tem uma alma gótica. Esta é Ali: sombria, mas amenizada por um estilo que brinca entre o inocente e o sensual. Assim, já encantou poetas (Ezra), homens mais velhos (o detetive Wilden), e garotões (Ian, Noel, e agora Cyrus). Ela tem nas mãos o poder de manipulação digno de uma Cleópatra. Aquela mulher que pode vencer e acabar com guerras. Mas Ali está perdida em seu plano. Algo deu errado, ao envolver suas amigas do high school, quando a trama passa a não ser mais somente sobre ela, ela perde o controle da situação e dá espaço para o surgimento de novos planos.

Spencer é a primeira a esboçar algo de concreto nessa história sombria de Ali e seus amantes. De descobrir o que aconteceu com uma amiga querida que havia morrido à ser envolvida na trama de mentiras de Alison, Spencer descobre que sua família está mais que envolvida nessa história, com Melissa, Peter e Verônica mantendo o que sabem bem guardado atrás do nome Hastings. Que Jason é filho de Peter, que as famílias, vizinhas desde sempre, mantinhas ligações perigosas que colocaram em risco a vida de seus herdeiros: Melissa, Spencer, Alison e Jason.

Assim, Spencer, como boa Hastings, não consegue descançar até descobrir o que sua família tem haver com a morte de Sra. D., com o desaparecimento de Alison e mais: quais segredos Melissa esconde. O que pode ser tão obscuro assim que ela não pode contar para irmã, que a fez fugir para Londres, que a torna uma pessoa tão amargurada como ela se mostra (aliás, Mel, vai ter que rolar um preenchimento facil ai quando a série acabar, nunca vi uma cara tão cheia de expressões de preocupação na vida).

PLL 5x10

Já do outro lado, menos importante mas com certeza muito mais esperto, está Mona, e ela carrego consigo todos aqueles que Ali magoou enquanto era a rainha má de Rosewood. Mona consegue descobrir fatos mais importantes por conta de seu brilhantismo com a tecnologia: hackear, clonar, escutar, vigiar. O que falta a Spencer e suas seguidoras. No mundo de hoje, no qual todos deixamos rastros virtuais, está por fora da vigilância virtual é não conseguir descobrir a verdade. Mona consegue avançar muito além das garotas. Mas falta à Mona acesso à Alison. E isso me leva a crer que o desmaio de Mona na sala de audição é mais uma tentativa de conseguir a confiança das 4 novamente. Sem elas, Mona não desvenda o quebra cabeças que ela tem em sua frente. Sem Mona, as garotas ficam de mãos atadas, não tem a sua disposição todas as peças que precisam.

Alison continua a mesma. Armou até mesmo para seu pai. Mas foi muito interessante a introdução de um personagem que trás alguma verdade sobre Ali. Cyrus, que não foi muito bem utilizado neste episódio, pode ser a fonte de toda a verdade que as garotas procuram. Claro que Mona já sacou. Basta saber se Hanna, a desligada, percebeu isso na fala da amiga (Não é ela que vamos seguir, e sim ele — se referindo a Cyrus).

Alison é a rainha de fazer as coisas na hora e no tempo certo: ela gravou sua história, vazou a história para alguém que melhor a conviesse, envolveu Ashley, Sr. D., os detetives e cresceu em credibilidade quanto a sua mentira. Ali é daquelas que mente tanto que uma hora sua mentira torna-se verdade. Uma liar de verdade, e, como diz a letra da música Secret, que é a abertura da série: “Você tem um segredo? Jure que irá guarda-lo, ou melhor, trancá-lo no seu bolso, levá-lo para a sepultura, seu eu te contar?” E como todo episódio começa assim, acredito que estamos falando de Alison.

Portanto, a trama se fecha em cima de Alison completamente. O que vier paralelamente, como a morte da mãe de Toby, o time de natação de Emily, o drama de Hanna e Caleb, a decepção de Ella, são consequencias diretas ou indiretas das escolhas que Alison fez. Sempre vai ser assim, afinal de contas, ela é bela, é mentirosa, e é uma lolita, tudo que a série imagina como protagonista.

Nesta hora, Alison volta a ser Vivian Darkbloom, aquele nome que é, na verdade, um anagrama para Vladimir Nabokov, o escritor de Lolita. Alison sendo Alison, just it!

O próximo episódio, No One Here Can Love or Understand Me, sabe aquele vídeo que Melissa começou a gravar? Vai ser revelado! Assim, os segredos da mais velhos dos Hastings viram a tona. Neste episódio a série voltou-se para o cinema, deixou vários ganchos no ar e ainda nos prendeu. Que o próximo seja melhor. Fiquem com a promo e até lá!

P.S: Há, assim, uma discussão agora sobre quem é -A. Quem precisa de -A com Alison por perto? Não me espantaria se ela mesma fosse -A. -A de Alison.

P.S1: De quem é o vestido que “-A” dobra? Mona? ALison?

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