PLL 5×20 — Pretty Isn’t the Point

Eu tenho que ir embora. E quando eu descobrir quem é A-, eu volto. Alison sai da cadeia, e sua irmã e as amigas dela estarão finalmente a salvo. E eu serei a heroína. “ VANDERWALL, Mona.

E a proeza de conseguir fazer um episódio bosta que só se salva aos 40 minutos do segundo tempo, Pretty Little Liars conseguiu (mais uma vez). Passei aproximadamente trinta minutos me remexendo na cadeira pelo simples fato de que faltam cinco semanas para a temporada acabar, existe a promessa de descobrirmos quem é Big A-, e eu não vejo como isso pode acontecer. Sinto falta do desenvolvimento de metade de uma temporada inteira (a 2B) para termos a sambada na cara de descobrir quem é A-. Acho que a sambada que vamos receber na finale é a de Marlene King nos fazendo esperar, mais uma vez, por mais. Quando se tem um pouco menos que menos.

Se tem uma coisa que eu não gosto em Pretty Little Liars é o fato de que o roteiro sempre trata Alison como uma divindade inanimada que só é citada, mas nunca vista. Inclusive depois de viva e estando na versão Rosewood de Orange is the New Black. Sempre digo que Sasha Pieterse é uma das melhores coisas dessa série (e eu acredito que se fizessem um remake de Lolita, ela com certeza deveria participar). Então, ao capengar tanto o uso da personagem motriz da série, o roteiro acaba dando um tiro no próprio pé. Ou vai dizer que se Alison tivesse aparecido nesses últimos cinco episódios a história não teria andado um pouco mais? Acredito que sim.

Até porque cansa ver as meninas lidando com coisas que tiram o foco da trama principal (sem necessidade) como é o caso de Emily com Thalia e todo seu drama de mulher casada querendo encontrar fora o que não acha em casa, e pra isso usando da garota com sentimentos esfarelados pela ex que foi embora. Ou então Spencer em todo seu looping drama amoroso de novela mexicana onde Toby tá sendo um babaca (mesmo que diga que está fazendo isso para ajudá-la) e Jonny com sua alma de artista pintor vanguardista que quebra regras, tudo fora da zona de conforto, pronto para ajudar e roubar beijos da mocinha. Isso não faz a série andar, só enche linguiça, tá entendendo roteiristas? Valeu, falou.

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O que faz mesmo andar a trama é quando elas se juntam numa investigação capenga ao quarto de Mike (sem se preocuparem em deixar as coisas como encontraram para não levantarem suspeitas) e o decorrer da investigação, onde Andrew é mais uma vez jogado dentro do furacão só porque quer a menina Montgomery, com um desfecho pra lá de (não) surpreendente contado pelo maior problemático dos últimos tempos (aka Menino Mike): Mona planejava forjar a própria morte, descobrir quem era A- e sair de heroína. Ou seja, Moninha pode não estar morta. Mesmo que eu ache que ela está morta sim, e aquela última cena do episódio de natal mostra bem isso. Talvez ela não tenha morrido dentro da própria casa…. Não sei. Tô confuso.

O que também me deixa confuso é o fato de que Mike nunca me convence cem porcento dos seus interesses. Sua história foi amarradinha e tudo mais, mas eu preciso dizer que isso não o livra de estar no A- team só pra saber onde Mona está. Eu levantaria mil teorias agora, mas essa série só me faz dar nó na mente quando tento teorizar. O motivo? Nada nunca se encaixa totalmente. São muitas pontas soltas que eu já aceitei que não vão se prender a nada.

Incômodo também é o fato de Hanna estar desistindo tão fácil de algo que ela precisa. Se ela quer ir mesmo pra faculdade, e precisa ganhar aquele concurso de beleza, não é A- ou uma who qualquer que se diz treinadora que deveria tirá-la do prumo. Quem já assistiu As Apimentadas sabe que Ashley Benson dança muito bem, e que o roteiro pode utilizar disso como talento pra moça. Aí o que acontece? Ela dá pra trás e Emily decide fazer pra ajudá-la. A única parte interessante, se é que foi realmente interessante, foi A- fingir que Kate estaria na disputa pra desestabilizar Hanna e ainda mandar aquela mensagem pra terminar de infernizá-la.

Espero, de coração, que os próximos cinco episódios se façam úteis do começo ao fim. Estou com medo de que a série erre a mão, e em vez de nos levar ao deja vu das duas primeiras temporadas, acabe nos levando pro fiasco que foi o final da terceira.

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