PLL 6×10 — Game Over, Charles [Summer Finale]

Não sei o que surpreendeu mais nesse fim de ciclo de Pretty Little Liars.

Minha mãe sempre diz que não existe nada mais crível do que uma boa mentira. Nós só precisamos sugerir uma história ótima. Algo fabuloso e devastador ao mesmo tempo.” LITTLE CHARLIE.

Primeiro de tudo: Eu sabia! Cantei essa bola em praticamente todas as reviews que eu fiz, não é mesmo? CeCe é Charles, e nosso vilão preferido é a nova trans finíssima da geração. Então vamos lá galera. Chegou a hora da verdade.

No meu ponto de vista, o episódio foi longe de ser ruim. Foi corrido, é verdade. Teve pouca ação, também é verdade. Mas vamos ser sinceros que Marlene cumpriu o que prometeu. Nós vimos o rosto de Charles e descobrimos toda a sua história. Mas como nem tudo é perfeito, o que mais me deixou incomodado foram os furos que foram deixados na trama. E, principalmente: porque diabos Sara teve tanta importância assim?????? (Sim, isso foi o que mais me incomodou/revoltou).

Depois de ter assistido ao episódio duas vezes e ter refletido um pouco sobre, acho que podemos subentender que Sara foi sim sequestrada por Charles/Charlotte/CeCe e que acabou desenvolvendo síndrome de Estocolmo e um pesadíssimo crush na sua algoz. Essa é a única explicação plausível. Ela não fazia as coisas para prejudicar as garotas, e sim para agradar CeCe.

pretty little liars 610

Eu não acho justo o fandom de Pretty Little Liars ficar revoltado com quem é Charles. A história foi muito bem costurada, inclusive nas coisas certeiras que devem ser subentendidas (como a história de CeCe ter sido rainha do baile de uma escola que nem frequentava e estar no anuário; a síndrome de Estocolmo de Sara e etc.). Marlene foi extremamente inteligente ao contar essa história de forma a nos fazer entender como funciona a cabeça de Charlotte.

Mas nada é perfeito em Pretty Little Liars, amigos. E em detrimento de todo o tempo gasto em nos contar a história de CeCe, vários buracos de roteiro ficaram piscando em nossas mentes tão calejadas. Como, por exemplo, as mães terem ficado trancadas no porão. Ou porque Tanner não foi para o Radley capturar Charles. Ou qual o papel de Shana naquela “revelação” de A- do início da quinta temporada. Ou como Mona não se deu conta de que ela deu a pazada na cabeça de “Alison”, mas logo depois nessa mesma madrugada ajudou-a a fugir (só lembrando que Melissa enterrou Bethany, porque achou que tinha sido Spencer. Agora sabemos que foi Mona que acertou-a). O que aconteceu com CeCe depois de tudo. Tantas pontinhas soltas… que eu relevei em nome de um bem maior: minha sanidade. Mas relevar isso não quer dizer que tenhamos que aceitar esses buracos. Marlene deveria sim fechar direitinho o ciclo da história, mas ela estava preocupada demais com revelar a história de CeCe que esqueceu do resto.

Ignorando esses pontos, vamos falar de Emily. Fez porcaria nenhuma a temporada inteira só para ficar com a projeto de Miley Cyrus Fail pra no fim das contas quebrar a cara e ficar com aquela cara de bunda ao descobrir que foi otária e pagou o maior papel de trouxa da história das séries. Isso que dá se enrabichar por todo e qualquer rabo de saia que aparece na sua frente. Vê se aprende isso nos próximos cinco anos e diminui a trouxice, dica de amigo. Mas só aquele murro que cê deu pelo meio das fuças de Sara já te fez ser perdoada. Todo mundo queria fazer isso desde Songs of Innocence.

Tenho que parabenizar a atuação de Vanessa Ray. Não achava tudo isso antes, mas depois desse episódio eu tô bem satisfeito com a atuação dela. Tiveram momentos em que eu quase me senti como Alison, e fiquei com vontade de dizer que sentia muito. Mas ela é louca, querida. Dá pra ver isso quando Alison aponta as coisas que ela fez que quase mataram as garotas e ela praticamente diz que não importa o quase, porque as garotas tão ali inteiras. E que ela ama as bonecas dela, por isso que elas ainda estão vivas. Mais loucura que isso só namorar com o irmão para poder ficar com a família, e, ops, ela fez isso também.

Vamos ser sinceros que esse episódio de Pretty Little Liars foi surpreendente, tanto para bom quanto para ruim. Algumas respostas que eu nem fazia questão foram dadas; como quem matou a mãe de Toby. Mas pelo menos vimos a cara da menina Bethany. Mesmo que tenha sido sua versão child-bitchy. E para quem aprendeu a não botar expectativa demais na série (no caso, eu) as coisas se tornam muito mais fáceis de aceitar. Inclusive alguns buracos de trama.

Tenho pena de Jason. Depois de tudo que ele passou, descobrir que ele já teve rolo com duas irmãs é bem trash. Não queria ser ele. Mas, afinal de contas, o que foi mesmo que aconteceu com Jason e Mr. D? Tá vendo. Pretty Little Liars ainda me deve respostas. E por isso que eu não vou conseguir me livrar dessa série maldita.

Mas agora é isso. Foi-nos dito quem é A-, e que o jogo acabou. Tivemos aquela cena linda de despedida entre as garotas com direito à citação do Ursinho Pooh e Spencer chamando Hanna de Hannabanana, Alison e Emily trocando feels e etc. Entretanto, depois do salto temporal de cinco anos (depois de tanto tempo anos atrás do nosso tempo, agora elas vão ficar anos a frente — timeline de Pretty Little Liars sempre uma confusão só) elas estão de volta à Rosewwod.

Você está preparado para o que vem por aí? Ou as respostas desse episódio foram suficientes para te fazer deixar esse fardo para lá e partir pra outra? Responde aqui nos comentários! E não esquece de dar a nota pro episódio no quadro abaixo!

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