Por que contar estória é a melhor arma?

Não se conta mais estórias como antigamente. A convergência modificou a TV, o cinema, a literatura, o público e, acima de tudo, as narrativas.

Hoje uma ‘simples’ série televisiva pode se expandir de uma forma que nem o próprio criador da trama previa. Com inúmeras ferramentas e linguagens, a estória passa a ser tanto do espectador quanto dos roteiristas. É como se o universo abordado ali, ainda permanecesse na cabeça do público depois que ele desliga a TV. Por isso, hoje não existem mais meros ‘espectadores’ e sim participantes.

Porém, toda essa revolução partiu de um princípio muito básico e genuíno, o de contar estórias. Lost, por exemplo, só nos modificou e fundamentou a cultura da convergência, porque tinha uma grande e complexa narrativa. Antes mesmo de ser considerada uma forma de entretenimento ou até mesmo um mero vício, as séries de TV são estórias. E nós temos uma irremediável necessidade de ouvir e conta-las.

Jonathan Gottschall, um autor americano especializado em storytelling, vem há anos estudando por que as tramas nos fascinam tanto. Segundo ele, o ser humano tem encantamento tão grande pelo ‘era uma vez’, que uma boa narrativa pode persuadir mais pessoas que provas e números.

As narrativas vão além de um simples passatempo, elas nos moldam e muitas vezes nos ajudam a construí, nossas atitudes, medos, esperanças e valores. Uma série de TV é mais de que grandes atores, ótimos roteiristas, cliffhangers e ações de transmidiáticas. Tudo parte e se fundamenta na estória. É isso que nos conecta emocionalmente e nos faz querer assistir o próximo episódio. O que vem depois é apenas consequência desse primordial ponto de partida.

A base de tudo é a construção e o desenvolvimento de uma boa estória, pois é a partir dela que qualquer ferramenta da convergência será explorada. Mesmo entre tantos gêneros e formatos, ao longo da história as narrativas permanecem com a mesma intenção de agradar, entreter, informar, formatar, compartilhar com o outro as experiências reais ou virtuais. Em um eterno jogo de faz de conta. Na era da imersão, ainda não inventaram melhor armar para fisgar o público do que uma boa estória.

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