Por que Trauma é sucesso no Brasil, mas não nos EUA?

Acontece e não é raro: algumas séries não são bem sucedidas nos Estados Unidos, mas se saem muito bem em países como o nosso.

Trauma, estreante da Rede Record, é uma delas. A série estreou no dia 28 de setembro de 2009, no canal aberto norte americano NBC. Chamou muita atenção por conta dos efeitos especiais super elaborados de seu episódio-piloto, com orçamento gigantesco e cenas de explosões cinematográficas.

Tal acidente, gravado em março do mesmo ano na rodovia Interstate 280, no bairro de Mission Bay, foi praticamente a base de toda divulgação do seriado. Mas nem mesmo toda firula marqueteira, ou os mais de 3 milhões gastos em cada um de seus episódios, salvou a série de seu fim, que aconteceu no dia 14 de maio. Aliás, o principal motivo foi o alto custo e pouco retorno, principalmente da audiência.

Aqui no Brasil, o programa foi transmitido pela primeira vez na Warner Channel, sem chamar muita atenção. Agora chega à TV aberta fazendo barulho, como líder de audiência por alguns minutos, além de passar outros empatados com a atual emissora número um, a Rede Globo. Foram 9 pontos de média, com pico de 16, o que é ótimo para o horário. A estreia aconteceu na terça-feira passada, às 00h00.

E a pergunta de alguns é: o que leva uma série fracassada nos Estados Unidos ser bem sucedida em países como o nosso? A resposta é simples: oferta!

O horário nobre dos Estados Unidos é o mais competitivo do planeta, sendo que uma série encontra diversas concorrentes, o que dilui a audiência. Aqui no Brasil o mesmo não acontece, afinal as séries são fadadas às transmissões da madrugada, concorrendo com reprises de filmes e material jornalístico requentado.

Brasileiro gosta de série, a gente sabe. Experiências como a do SBT transmitindo séries da Warner no horário nobre já provaram. Por isso o programa se deu bem. Na TV paga a situação é ligeiramente diferente, afinal a oferta é um pouco maior. Ainda assim, nada comparável a realidade dos Estados Unidos.

Ao brasileiro que conferiu os primeiros episódios de Trauma resta conferir o restante da história de “Rabbit” Palchuk (Cliff Curtis) como uma minissérie. Diferente de seu protagonista, um sobrevivente que encara situações de risco com a certeza de que pode superar tudo, Trauma não superou o embate entre audiência e orçamento.

E para isso, infelizmente, não há resgate.

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