Purpose, do Justin Bieber: analisamos o álbum faixa a faixa!

Justin Bieber e Purpose, seu trabalho mais autoral e maduro.

Desde Believe, álbum de 2012, Justin Bieber fez diversas participações em músicas de outros cantores(as), mas somente 3 anos depois, na última sexta-feira (13), laçou seu álbum mais recente, intitulado Purpose.

O álbum possui 19 músicas (megalomania, olá $$), mas vamos colaborar analisando todas, faixa a faixa. Então, vá ao banheiro, pegue uma água, porque o post vai ser longo.

A faixa escolhida para abrir Purpose, foi Mark My Words, que não tem nada de dançante. É uma introdução beirando o soul, saindo do pop cru e partindo para um estilo mais maduro.

A segunda faixa I’ll Show You, é um convite à vida do Justin. Nela, a letra é mais significativa e pessoal, como ele expôs na frase “Don’t forget that I’m human, don’t forget that I’m real”. É provável que ele queira reforçar, que apesar da fama, é só uma pessoa comum, que vive, erra e sofre, talvez tentando justificar a imagem ruim que cresce na Mídia (mas anda errando rude mesmo, amigo. Pfv, melhore). O destaque fica para o clipe maravilhoso da faixa, gravado na Islândia.

What Do You Mean? É aquela música que você ouve uma vez, duas vezes, três vezes e estraga de ouvir no mesmo dia que a conhece, porque vai repetir mais milhares de vezes. A batida e a voz suave do Bieber grudam nos ouvidos e te deixam com vontade de dançar, não importa onde esteja. Foi o primeiro single do CD, e uma ótima escolha, fez todo mundo ansiar o que estava por vir.

Como um bom canadense, tem música falando de ex? Claro que tem. Assim que Sorry saiu, os rumores de que a música seria para Selena Gomez, começaram a correr. Em algumas entrevistas, ele admitiu que teriam músicas dedicadas a ela no álbum, e certamente essa é uma. Fora isso, Sorry é mais um hit do Purpose, não tem como ouvir e não se pegar cantando o refrão minutos depois.

A quinta música, Love Yourself, é quase um bar, um banquinho e um violão, que no caso é uma guitarra, mas vocês pegaram a ideia. A letra fala sobre um relacionamento superado, em que a menina imagina que ele ainda se importa, mas na verdade, ele não liga e espera que ela se ame mais. Ouch. Indireta recebida, será?

Em Company, Justin Bieber retorna à música como ferramenta de conquista (rs), com um ritmo com mais swing, mas sem fugir das batidas que marcam a estrutura de todo o álbum.

A partir da No Pressure, Justin começa com colaborações, e nessa faixa temos Big Sean (mais conhecido como ex da Naya Rivera). Bieber parece ter encontrado o caminho no R&B, porque tanto ela quanto a próxima, No Sense, são bem diferentes dos outros trabalhos que conhecemos.

Uma das colaborações mais esperadas era o duo com a Halsey (cantora dos hits Ghost e New Americana), que entrou na nona faixa com The Feeling. É uma das músicas mais bacanas do Purpose.

Life is Worth Living é a balada com piano, necessária a todo álbum. Ela fala sobre viver mais um dia, apesar de erros e tempos ruins. É aquela música motivadora que você ouve para se sentir melhor. (Vamos colocar para tocar bem alto).

Where Are Ü Now, é a música que você aguarda ansiosamente chegar. O refrão marcante, deixa a assinatura do duo Diplo e Skrillex (Jack Ü), que a reforçaram com muito bass e synth. É para dançar até se acabar.

O problema de um disco com tantas faixas, é que em determinado momento a novidade para e a repetição começa. E isso aconteceu a partir da décima segunda música, Children, que apesar da melodia dançante e uma letra mais séria fazendo um apelo pelas crianças e nossa responsabilidade em prepará-las para um futuro melhor, começa a ser igual a outras.

Purpose, faixa que leva o nome do álbum, é a mais melódica das 19, mas não é tão boa quanto outras. Mostra a sensibilidade de Justin, inclusive tem um pequeno discurso do cantor ao fim da música, mais autoral, impossível.

(Pausa de 5 minutos para vocês irem ao banheiro, porque ainda têm 6 músicas para analisarmos.)

As próximas duas faixas, Been You e Get Used To It, são agitadas, mas claramente são fillers. Entendemos que o artista quer explorar o máximo da criatividade, e inserir tudo em seus discos, mas as vezes o resultado é apenas mais do mesmo.

A última colaboração do álbum ficou para Nas, em We Are. Justin oscila entre seu xará Justin Timberlake e se você fechar os olhos, consegue perceber até um pouco do estilo Drake de ser.

Em Trust, ele quis mostrar cultura para esse povo, com um belo falsete já no início, e mais alguns durante. E sobre essa música é só isso o que tem pra dizer.

A penúltima música (eu ouvi um aleluia?), All In It, é mais uma filler, e talvez não fosse fazer falta no produto final.

O álbum fecha com uma versão de What Do You Mean? que é exatamente igual a original, porém, desplugada. Não entendi muito bem o por quê dela finalizar o álbum, mas é dele, e ele faz o que quiser.

Purpose certamente é o disco mais pessoal do Justin Bieber até o momento, mostra um amadurecimento musical, mais personalidade e pode-se perceber que é mais o que ele gosta de fazer. Porém, 19 músicas pode se tornar cansativo, e impedir que as pessoas ouçam o álbum completo mais de uma vez.

Com o lançamento, Justin também liberou clipes para todas as músicas, que juntas formam um curta-metragem. Você pode conferir todos aqui.

Já disseram que não se deve confiar em cds com mais de 12 músicas, e talvez, fosse melhor ter apostado em um número menor. Apesar dos hits, é sempre sobre qualidade, não quantidade.

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