Qual a necessidade de mais um site de cultura pop?

#GONGSHOW questiona a real necessidade de mais um site de cultura pop no Brasil.

Erudito é um sujeito que tem mais cultura do que cabe nele” — FERNANDES, Millôr.

Gente, não sei vocês, mas eu já tô é cansado da cultura pop. Sei lá. Acho que ainda estou meio traumatizado depois do flop monstruoso do ARTPOP da Lady Gaga e acredito que tudo que esteja relacionado à cultura pop tende a dar errado.

Porque, vamos falar a verdade, cultura pop nem é cultura. É como um chiclete vagabundo que depois de cinco mastigadas o sabor já foi embora e você precisa jogar fora e pegar outro chiclete. É como ouvir Blank Space da menina Sulfite agora em dezembro. Qual o gosto que ainda tem? É mastigar borracha escolar.

Cultura pop é como usar calças boca de sino quando o que a moda pede é saint tropez. Ou então usar vermelho quando laranja é o novo preto. Se uma hora tá de um jeito, no instante seguinte tá de outro. Os dez mandamentos até outrora dominava as redes sociais, e agora? Cadê?

Não era bem desses dez mandamentos que a gente tava falando…

A cultura pop é tão irrelevante e tão voltada para si mesmo que seis amigos super sem graça de Nova Iorque continuam fazendo sucesso, mesmo sendo uma das piores coisas de comédia já criadas. Ou as renovações eternas de histórias que já tinham que passar desta para melhor, mas continuam vivendo como zumbis.

Aliás, zumbis é outra que a cultura pop insiste em revitalizar de maneira mais séria. Poxa, zumbi que é zumbi come cérebro no melhor estilo George Romero. Mas os espertinhos do pop preferem pintá-los com tintas monocromáticas envoltos em uma roupagem de seriedade e questões filosóficas tão profundas quanto uma poça d’água.

É igual a proliferação de séries de super heróis que invadiu a televisão. Sério. Parecem coelhos no cio, parecem porquinhos da índia se acasalando como se não houvesse amanhã. E a cada dia surge mais uma série de super herói. Tem arqueiro, tem velocista, tem demônio, tem canário viva e canário morta. Tem pra todos os gostos e desgostos.

Sem contar que cultura pop é muito clichê. Tão clichê que parece membro de boy band assumindo que é gay depois que a banda termina. A cada dia é uma Westlife, Boyzone, New Kids on The Block, N’Sync, Backstreet Boys diferente.

O pior de tudo é que a cultura pop é extremamente narcisista. Tão narcisista que até criou um evento para que as pessoas a louvassem chamado de Comic Con. É como se Deus tivesse criado os homens para ser adorado e NÃO PERA!

E daí que um dia, assim, do nada, eu recebo a notícia que o nosso tão amado Box de Séries ia ser transformado em um site de cultura pop. Qual foi a minha reação? Perguntei como aquele chiwawa: QUAL A NECESSIDADE DE UM SITE DE CULTURA POP EM PLENO 2015? É inútil um site falando sobre tanta coisa quando só poderia falar de séries.

Me dá um medo tipo Madonna se apresentando no Brit Awards e caindo! Não, porque o Box de Séries já era meio velhinho e agora volta com uma capa nova de BOXPOP. Mas não tem como voltar atrás. O filho nasceu, taí chorando e esperando pra ser paparicado. E não é que, mesmo com um parto super complicado, a criança é linda?

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