Quando parar de ver The Vampire Diaries

Você, meu querido amigo internauta, que está sempre nos lendo e que está extremamente satisfeito com os rumos que a quarta temporada de The Vampire Diaries vem tomando (#SóQueNão). Chega um momento em sua vida atribulada que você precisa se perguntar: Xico, quando eu devo parar de ver The Vampire Diaries?

De cara, eu já te aviso que você começou fazendo a pergunta errada. A indagação correta seria: Por que raios eu comecei a ver The Vampire Diaries?

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Você, assim como eu, deve ser um daqueles desavisados que foram seduzidos por uma aparente boa primeira temporada e, quando se viu, já estava na quarta, tomando partindo (#TeamStefan, #TeamDamon), se importando. Ou seja, caiu no laço do passarinheiro.

Você pode até não concordar com isso, mas The Vampire Diaries surgiu na onda da Saga Crepúsculo e, novamente, mais uma multidão infindável de adolescentes desesperadas a procura de Edward para chamar de seu, sintonizaram na trama. E foi amor a primeira vista. Peralá, as fãs de Crepúsculo curtiram TVD? Como assim? Será que na série os vampiros também brilham iguais diamantes?

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Para a alegria geral da nação, nem Damon e nem Stefan brilham ao sol. Ah, mas isso não os impede de sair durante o dia não. Existe um anelzinho lá que faz os dentuços provarem os raios solares sem nenhum efeito colateral. Não existe a purpurina, mas tem a mesma falta de tempero. Elena é insossa, sem graça, insípida, inodora, mas não é água. Se Kristen Stewart tem a expressividade de um nabo, Nina Dobrev parece um maxixe verde, só para ficarmos nas hortaliças. Tal como Bella, Elena é dividida entre o amor de um vampiro doce e apaixonado e bundão e o de outro vampiro sexy, corajoso e porraloca. É só trocar o vampiro purpurinado e lobisomem com esteróides pelo Stefan e pelo Damon que você tem TVD.

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Ah, mais os livros de TVD foram escritos antes e a Stephanie-Absoluta-Meyer só se aproveitou das ideias incríveis da L. J. Smith (que se acha tão boa quanto o J. R. R. Tolkien para colocar as iniciais dos primeiros nomes e vender mais livros ao transmitir a errônea impressão que tem mais conteúdo). Não importa quem escreveu primeiro. Os dois são literaturas baixo nível e pessimamente escritos. É como Harold Bloom, crítico literário, bem afirmou: “O adolescente que lê Diários de um vampiro não está sendo preparado para ler Dom Casmurro. Está sendo preparado para ler contos eróticos da Syang”.

Mas o livro tem uma vantagem sobre o seriado. A Elena. No livro, a danadinha é bem mais devassa, safada, líder do colégio, loira, linda e japonesa sedutora. E aí vem o CW, conhecido por sua pouca ousadia e séries profundas como uma poça d’água, em transforma a moça em morena, chata, defensora da moral e dos bons costumes. Ok, ela libera para o Stefan logo de cara na primeira temporada e, recentemente, liberou pro Damon também, o que faz dela uma santa quando você pensa nas protagonistas de outras séries vampíricas contemporâneas. Mas isso não a deixa menos sonsa.

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E o que dizer de Paul Wesley? Pra começar o cara tem nome de filho daquelas mulheres que tem umas duzentas crias e batiza-os com ideias criativas como Franciscleiton, Regivânia, Alessanderson, Paulo Wesley. Ele insiste nessas sobrancelhas em forma de taturana achando que está abalando geral. Sem dúvida, fez uma pós-graduação na Faculdade de Interpretação Ricardo Macchi. Só isso define a intensidade beringelística de sua atuação.

Ian Somerhalder mereceria só um pouquinho de consideração porque participou de Lost. Mereceria. O verbo no futuro do pretérito aplica-se porque ele não fez muita coisa na série de J. J. Abrams e viu o seu Boone morreu logo na primeira temporada e fez algumas aparições insignificantes em outras temporadas.

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A gente quer ver os vampiros sendo respeitados, meu povo. Não é pedir demais. A gente que cresceu vendo o Nosferatu, o conde Drácula, merece um pouco de respeito. Até o Lestat de Lioncurt entra para o rol de vampiros clássicos. Mas é sinal dos tempos. Em épocas acéfalas, o que se vê é gente se engalfinhando para defender dentuços purpurinados ou bundas-moles com mocinhas sonsas. Winona Ryder te despreza.

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