Queer As Folk — A série mais feliz da showtime!

Se joga na ‘buatchy’ que hoje o tema da O Melhor e Pior de… é Queer As Folk, aquela série da Showtime, remake de um sucesso britânico que deu o que falar, provocou geral e ganhou milhares de fãs, homens e mulheres… Gays, lésbicas, simpatizantes, transgêneros e se bobear até os trangênicos! rs

Se jogando na night

Seja você, gay ou hétero, uma coisa é básica entre todos que assistiam ao menos um episódio de Queer As Folk: a série mostrava as melhores noites das séries de TV. As baladas eram simplesmente perfeitas. Gente bonita, drinques com visual que já dava água na boca e muita, mas muuuuita pegação. A trilha da série hoje pode parecer até antiquada, mas para época era loosho.

Ela trazia o que era tendência no dancefloor e deixava qualquer biluzinha, até a mais quaquá, com vontade de juntar o dinheiro do salário de ‘dois mês’ para poder se jogar na mesma pista em que Michael e Brian estariam. E não só por eles, mas pelo puro clima de festa mesmo.

Cenas calientes

UOW! Se tem uma série que soube trabalhar cenas de sexo, esta série foi Queer As Folk. Talvez você possa pensar o contrário, afinal a série mostrava tudo quanto é gente mandando a ver e nem todo mundo tá preparado pra isso. Mas, considere: era uma série de TV a cabo assumidamente gay. Ela pode apelar para o sexo. E se você não gostava das cenas, é por talvez não se enquadrar no perfil de audiência do programa.

Tenho certeza que a galera mais “coloridinha” adora aquelas cenas sensuais que, sinceramente, pouco mostravam, mas davam muito material para até as mais puras mentes imaginarem coisas beeem agradáveis.

Homens Lyyyyndos

Tem muita série que vende um personagem como bonito. Daí a personagem principal (que tá tomando um cosmopolitan — cof, cof) comenta com a amigue que tá pegando um Deus do Olimpo, e aí chega aquele cara lugar comum. Isso não acontece por aqui!

Em Queer As Folk quem é lindo, é lindo. Aliás, é lindo, tem corpão, é simpático, tem sorriso que derrete a gente, tem pegada, é sexy e sensual! Ok, eu sei que as palavras ‘sexy’ e ‘sensual’ têm o mesmo sentido, mas a redundância aqui é proposital! Queer as Folk cumpria o que o roteiro prometia. Diferente de Sex and the City e tantos outros programas de TV, os caras eram mesmo bonitões!!!

Dramas Lésbicos à Enésima Potêncial

Ai, te juro: as lésbicas de Queer As Folk só não perdem para as de The L Word na questão da chatisse. Nada contra as da vida real, mas parece que na TV, elas vivem de se chatearem! Tudo vira o fim do mundo com direito a apocalipse de zumbi, tsunami e meteoro em rota de colisão com a Terra, quando se trata do drama das mulheres que se amam em QAF. Nenhuma pode ter uma vida feliz, um relacionamento saudável. Sempre tem um empecilho, uma discussão desnecessária. Diria até que entre elas não havia diálogos, mas sim DRs. Affff

Justin que não larga o osso

Sabe orgulho próprio? Então, tem gente que não tem, inclusive em séries de TV! E Justin é um dos melhores exemplos disso. Ele forma o casal f*delância com Brian Kinney, um dos protagonistas da série. Justin é o carinha super moço que está se descobrindo na vida. Daí que ele vai parar com o gay mais cafajeste da face da Terra. É até bonitinho ver o quanto Justin cresce através da cagadas de Kinney, que não dá a mínima para nada nem ninguém.

Mas em certos momentos ele até se faz de vítima e idiota. Sabe aquele papo de que ‘Os outros fazem com a gente o que a gente deixa, até quando a gente deixar’? E aquele do ‘Quem procura, acha’? Então, cabem para Justin perfeitamente. Dá vontade de dizer ‘bem feito’.

Estereótipos

Apesar de mostrar um pouco da realidade homossexual, há que se dizer que Queer As Folk é uma obra de ficção e, como todas elas, o floreio se faz necessário. Os personagens são demasiadamente estereotipados. Michael é o gay nerd, Brian é o gay pegador, Ted é o gay quarentão, Emmett é a bicha quaquá… E todos eles ficam apenas nisso. E assim vai, tudo muito galgado numa única personalidade muito moldada dentro de uma margem forte e única para cada personagem.

As situações são um pouco extremistas, mas faz parte! Qualquer obra de TV recorre ao maximizado para dar mais emoção à sua saga e Queer as Folk não peca por isso. O importante é ter ciência de que aquilo não mostra ao mundo o comportamento e o modo de vida gay, pelo menos, não como ele é. Apesar de que, vale dizer, é interessante notar que uma série com essa temática conquistou seu espaço e permaneceu por cinco temporadas no ar!

E vale muito a pena ver!!!

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