Quem é Lena Duham, afinal de contas?

Ainda me lembro como se fosse ontem (na realidade, não foi ontem e sim, no dia 13 de janeiro)! Estava no conforto da minha cadeira ergométrica assistindo à cerimônia de entrega dos Globos de Ouro quando chegou a entrega do prêmio para Melhor Atriz em Série de Comédia/Musical. Puxa, tantos bons nomes: Zooey Deschanel, Julia Louis-Dreyfus, Tina Fey, Amy Poehler… E, de repente, quem eu vejo no palco levando o prêmio? LENA DUHAM.

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Ok, respirei e continuei curtindo o show. Veio a categoria de Melhor Série em Comédia/Musical. Novamente, bons nomes: “The Big Bang Theory” e “Modern Family” (não menciono “Episodes” e “Smash”, por que, né?). E sou surpreendido pela mesma moça que já tinha subido antes voltando ao palco para pegar o prêmio para “Girls”.

Lena Dunham Golden Globe

Ficando com cara de quem acabou de beber leite de vaca estragado misturado com chocolate em pó, corri para uma investigação sobre essa tal série tão aclamada pela crítica e tão pseudo-adorada pelo público. Baixei toda a primeira temporada. Vi o primeiro episódio. Nada. O segundo. Nada. Terminei a primeira temporada. Nada. Estreou a segunda temporada e vi os três primeiros episódios. Nada. O que havia de errado comigo que não conseguia morrer de amores por essa série tão badalada?

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Ora, não havia nada de errado comigo. O erro sempre esteve na badalação em torno dessa série insuportável e medíocre. Como já bem sacramentou Ana Emílio, filósofa contemporânea, doutoranda em Ciências Televisivas: “gente feia não deveria fazer televisão”. E é isso, meu povo. Todo o elenco de “Girls”, tirando a patricinha babaca, é horroroso. E olha que curto uma gente exótica. Os atores dali precisariam ralar muito para serem exóticos, precisariam de muito esforço para serem feios. Tudo ali é deplorável.

Como se não bastasse o visual do povo, o roteiro consegue ser o epítome do chato. Fazer exercícios de peito não é tão chato quanto um episódio de “Girls” (e olha que eu detesto um supino). Fui convencido por diversas pessoas que a coisa melhorraia depois do quarto episódio da terceira temporada. Confesso que continuei esperando, até o momento que decidi abandonar.

A HBO já produziu uma boa série sobre quatro mulheres em Nova Iorque e se chamava “Sex and the City”. “Girls” não é “Sex and the City” e Lena Duham está muito mais para Fiona que para Sarah Jessica Parker. A moça é tão arrogante que já se achou no direito de criticar até a Rihanna. Já se considera a porta-voz de toda uma geração e uma espécie de Martin Scorsese de saias. Coitada. E pretensiosa. Rihanna consegue dizer com “Diamonds” o que Lena foi incapaz em dez episódios.

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Ah, Xico, mas tem a trilha sonora; é bacana. Meu amigo, se eu vou perder tempo assistindo a uma porcaria por causa da trilha sonora, eu vou é rever “Tudo acontece em Elizabethtown” porque mais vale um Cameron Crowe na mão que duas Lenas Duham voando.

Então por que está todo mundo comentando sobre “Girls” e tratando como a oitava maravilha da arte moderna? Ora, no meio de cego, quem tem um olho é rei. Qualquer moleque verborrágico é alçado a patamar de gênio (taí o Carpinejar pra provar o que eu digo). E foi o que aconteceu com Lena Duham. Ela conseguiu criar um monte de personagens chatérrimos, quase retardados, vivendo situações desconexas, usando uma roupagem “moderna”, com figurino hipster (malditos hipster elevando qualquer merda a status de arte) e pronto! Enganou um monte de gente que havia reinventado a roda. Vá aprender sobre escrita com a Diablo Cody que é muito mais in!

Veja bem, saiu o glamour de Samantha, Charlotte, Miranda e Carrie para entrar Marnie, frígida; Jessa, porra-louca, Xô-xana, neurótica; e Hannah, sociopata. E por que são assim? Quem sabe, Deus! E who cares? Parecem aqueles babacas de classe média, bem criados e com aquele comportamento de insatisfação com a vida, sem motivo algum para estar desse modo. Sabe com aquela cara de quem acabou de passar fezes debaixo do nariz e não gosta do cheiro?

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O problema é que “Girls” não vai mudar. A quantidade de prêmios apenas deu a chancela para que Lena Duham continue fazendo essa mesma coisa chata que vem fazendo. E ela vai continuar se achando no direito de criticar Rihanna (dando até pitacos na reconciliação com Chris Brown) ou quem quer que seja. Não ligue se ela começar a se achar a principal voz de sua geração. Não está muito longe disso.

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