Quem merece vencer o BBB17?

E porque ninguém.

Já adianto aqui que, particularmente, ninguém deveria vencer esta edição do Big Brother Brasil, se formos pensar em termos humanos. Todos tem particularidades que, como pessoas, incomodam muito. Mas a questão é que se trata de um jogo, e ganhar quem tiver a melhor estratégia — quase uma guerra de sobrevivência.

O elenco desta temporada não agradou o público. Um dos mais desconstruídos das edições mais recentes reproduziram os piores comportamentos: teve de agressões verbais a brigas por futilidades. O que parecia entretenimento acabou virando um amontoado de mau gosto. O desrespeito chegou até ao telespectador, que por vezes foi diminuído pelos habitantes da casa do BBB da capacidade de escolher quem sai e quem fica. Os cenários mudaram tanto — e de uma forma negativa — que um programa de três meses parece que durou metade de um ano.

Sobre a duração do BBB17

Mas o dia da final está chegando, e apenas um deles sairá com o prêmio. Por mérito ou demérito, alguém vai sair lá de dentro milionário.

Emilly

Não é intencional, é ordem alfabética mesmo. Imaginar que Emilly seja a protagonista da edição é sugerir que seus oponentes sejam os antagonistas, e não é bem assim que a banda toca. A verdade é que, numa casa que reinou o disse-me-disse e faltou comprometimento, muito do que foi dito dela, não aconteceu de fato.

Aos poucos, ela soube fazer com que os fatos acontecessem ao redor dela. Ai sim, ela pode ser considerada uma protagonista.

Emilly não merece vencer por ser detestável pelos seus próprios fatores: é repetitiva, se auto-menospreza, não se respeita. Mas ao mesmo tempo, por conta da idade, chamou a atenção do público mais jovem e tem capacidade de chegar, pelo menos, até a final.

Será que ela estará preparada para enfrentar o mundo aqui fora?

Ieda

Está sim tem o perfil de vencedora do Big Brother Brasil. Ieda se aliou quando foi preciso e saiu do estigma de “senhora de idade que confunde as coisas”. Muito pelo contrário, a gaúcha enfrentou a solidão instigando situações na casa — das boas às ruins. Se protegeu dos paredões, mas decidiu se testar quando soube que a briga não seria dela.

No momento alto da divisão da casa, Ieda se tornou planta pelo seu próprio bem. Numa escala evolutiva, ela veio, apareceu, se escondeu, apareceu de novo… e agora está tomando para si o lado que deve chegar à final.

Uma pena é que, aqui fora, Ieda não tem uma torcida que se identifique com ela, e deve contar com os votos de outras torcidas. Num eventual paredão com uma de suas aliadas, o risco dela sair é grande.

Ilmar

Aproveita que Justin Bieber passou por aqui e se investe da sua palavra:

Ilmar tinha chances quando contava com Rômulo, mas decidiu largar tudo para se aliar a Marcos e Emilly. Acabou ele mesmo criando a cobra, e sendo picado por ela. Sua salvação seria sustentar as maledicências dos aliados até um ponto em que todos deveriam se matar.

Foi cedo demais para Ilmar se desgarrar do trio, nos piores momentos ele esteve do lado dos outros dois. Sua espiritualidade não salva o fato de que ele catapultou os ex-aliados para os holofotes.

Creio que nem a defesa dos ex-participantes — lê-se Rômulo, Roberta, Pedro e Daniel — salvam o cozinheiro de qualquer paredão. A final, então, não é o seu destino.

Marcos

Se ele mesmo não se vê entre os finalistas, quem dirá a gente. Marcos era o vilão prometido da temporada, foi colocado no primeiro paredão e salvo com a figura de injustiçado. E nada disso ele queria, na verdade.

O médico (que está no papel do louco nessa reta final) entrou na casa para “ver no que ia dar”. Assim como nós, ficou com preguiça de argumentar seus pontos e deixou muita coisa passar. Não se perdeu na multidão porque contou com Emilly para protagonizar cenas de puro entretenimento clichê: sexo, colocações baixas e DRs estapafúrdias.

É importante reconhecer que Marcos é um homem adulto e não deve ser isento de nenhuma culpa. Se em vários momentos ele decidiu se anular em relação às brigas da companheira, está muito ciente do que está certo e do que está errado. Ou espera-se.

Tão logo saia da casa, Marcos volta a ser o médico extravagante que é, e vai fazer R$ 1,5 milhão de outra forma.

Marinalva

Diferente de Ieda, Marinalva se apagou a maior parte do tempo. Se preocupou muito mais com a organização da casa do que com o jogo em si, e foi certas vezes esmagada pelo trem que foi essa edição.

O que tira o prêmio de Marinalva é que, muitas das vezes, ela gastou energia por coisas que não era realmente necessárias. Brigou por divisão de comida e por comportamento de outros confinados, mas na hora de votar de se engajar em alguma causa, escolhia alvos nulos, que não seriam indicados ao paredão (como entender aquele voto no Rômulo???).

Não merece, não deve, e não vai vencer esta edição.

Vivian

Vivian tem a trajetória mais atenuante desta temporada. Foi líder na primeira semana, se arriscou e foi odiada por conta de suas alianças. Por um tempo foi planta, mas passou para a festeira que não se abala por pouco.

A primeira manauara do BBB tem vocação para campeã, mas é inexpressiva quando o assunto são os desafetos. Se posicionou pouco diante deles, e arrisco a dizer que se Roberta não tivesse se separado de Emilly, poderia sim ter criado alguma simpatia pela gêmea Paola.

Vivian porém é empática, e mesmo que Emilly tenha seus defeitos soube se colocar nos momentos em que, como mulher se sentiu ofendida pela garota. Isso vale muito, mas é uma conta que pesa pouco para o lado externo da casa, não inflama tanto a torcida (lembre-se: Pedro não era uma má pessoa, mas jogou mal e caiu fora).

E o Tiago Leifert?

Vale repetir a dose de Tiago Leifert no comando do programa? Até vale, mas veja bem, a casa precisa de um comando, a ordem precisa ser estabelecida em certos momentos.

Esta foi uma das edições que os participantes tiveram mais liberdade, inclusive para desafiar o próprio programa. No português mais claro: TEM QUE IMPOR MORAL. Tem segurar o controle nas mãos e guiar esses peões para alguma direção — seja certa, ou errada.

E de imaginar que ainda faltam 10 dias para que tudo se acabe…

EU NÃO ACREDITO!

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