Red Band Society: Humorizando o drama

“Sorte não é ter o que você quer, é sobreviver ao que não quer… e cara, eu estou sobrevivendo” — LEO ROTH

A Fox estreou na última quarta-feira (17) sua nova aposta para o público teen na fall season, já que Glee dará adeus em 2015, com sua última temporada. Produzida por Steven Spielberg, a série nada mais é do que a versão norte-americana do sucesso catalão-espanhol Polseres Vermelles, criado por Albert Espinosa, baseado em suas vivências na adolescência enquanto enfrentava o câncer e morava no hospital. Particularmente esperava muito por essa versão, porque amo a catalã e de uns tempos pra cá venho acompanhando outras produções do criador, tanto cinematográficas quanto literárias.

A história de Red Band Society é narrada por Charlie (Griffin Gluck), um jovem de 12 anos que está internado com coma no hospital Ocean Park, em Los Angeles. Este lugar recebe pessoas com doenças diversas, e dependendo de sua gravidade, acabam vivendo ali. É o caso de Leo (Charlie Rowe), internado com câncer.

Red Band Society

No hospital, Leo é o melhor amigo de Dash Hosney (Astro), e já teve um pequeno romance com Emma (Ciara Bravo), que sofre de transtornos alimentares. No episódio de estreia temos a chegada de dois outros jovens: Jordi Palacios (Nolan Sotillo Ciara), mexicano e órfão, vai ao hospital atrás do oncologista Jack McAndrew (Dave Annable) para que ampute sua perna direita, por conta de um osteossarcoma.

A outra novata é Kara (Zoe Levin), que mantém todas as características do velho estereótipo das líderes de torcida em filmes e séries americanas. É ingressada depois de um desmaio quando ensaiava na escola. A série conta também com personagens adultos importantes, é o caso da enfermeira Jackson, interpretada pela vencedora do Oscar, Octavia Spencer.

O conceito principal da trama é a formação de um grupo de novos jovens amigos, todos enfermos, que se unem no hospital para superar os problemas enfrentados ali, contando com um amuleto do grupo: pulseiras vermelhas.

Pra quem já viu a versão catalã pôde notar algumas diferenças significativas, desde o perfil dos personagens até a formação do grupo na série, apesar de manterem duas cenas importantes do piloto original. O drama familiar, presente em todos os protagonistas jovens em Polseres Vermelles, também ficou de lado, pelo menos neste piloto.

Red Band Society deixou bem claro no primeiro episódio que quer ser diferente de Polseres Vermelles. Com um tom bem mais engraçado e diálogos que fazem humor da desgraça, a impressão que tive é que sua intenção primordial não será fazer o público se emocionar e muito menos se sensibilizar com as histórias dali, que na versão original foram vivenciadas pelo próprio criador da série.

Reflexões de superação e de como viver a vida, marca insistente de Albert Espinosa em suas produções apareceu de forma sutil, no final do episódio. Drogas e alcoolismo também estão inseridos na trama, talvez por querer atingir a realidade do público teen norte-americano.

Esperava mais de Red Band Society, mas por enquanto ainda é cedo para saber se irá emplacar ou não. Ainda acho que, assim como a versão original toca o público por seu roteiro diferente, a americana também poderia fazê-lo, se fugisse um pouco do padrão comédia-teen que é feito insistentemente nas produções do país de uns anos pra cá.

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