Revenge 3×10 — Exodus

Os Grayson estão por trás disso e eles vão pagar.” — CLARKE, Amanda

Deu tudo errado!

Eu não poderia começar essa review falando outra coisa — e não poderia deixar de citar aquilo que ouvimos Amanda Clarke, a real, falando em todo episódio!

Exodus foi um episódio intenso, mas com uma resolução fácil, óbvia, previsível. E isso não é necessariamente ruim, já que Revenge costuma recorrer a reviravoltas demais. Por isso mesmo, é bom vê-la ir pelo “caminho natural” de vez em quando.

O único problema é ter tido que esperar 10 episódios para descobrir o que muitos já deduziam no início da temporada [spoilers pesados a partir de agora]: que Daniel descobriria algo sobre sua amada esposa e atiraria contra ela.

A narrativa ainda tentou nos confundir ao longo dessa primeira parte da Season 3. Além do elenco fixo, acrescentou alguns novos personagens com motivos diversos para querer ver Emily liquidada e ainda tivemos a insinuação de que o tiro poderia ser apenas encenado, como parte do Grande Plano de Vingança Eterna Infinita de Emily Thorne.

Logo de saída, descobrimos em Exodus que a intenção nunca foi levar um tiro de verdade. Emily pretendia tirar Victoria do plano de visão de todos, com o bracelete devidamente cheio de pólvora, espalhar seu sangue pelo iate, ela mesma atirar pra cima e pular na água, pra reaparecer na praia minutos depois, enquanto todos procuravam por ela. Incriminando Victoria, Emily achava que estava derrubando a Rainha dos Hamptons e seu marido. Eu sei, pra muitos de vocÊs isso não faz sentido, de Conrad cair junto, mas fazia sentido pra nossa vingadora. Eu gosto de pensar que ela enxerga tudo como um tabuleiro de xadrez e, ao derrubar a rainha, o rei ficaria mais exposto a um xeque-mate. Mas enfim… Plano perfeito, né? Agora, todos em coro: SÓ QUE NÃO!

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O plano era aberto a muitas falhas, dependia de muitas variáveis. Como vimos justamente acontecer. Mas voltamos ao ápice do episódio já já.

Primeiro, vimos que Lydia não foi trazida de volta como um simples acessório. Seu retorno mexeu profundamente com tudo. Ao descobrir uma cópia da foto do ano novo de 10 anos antes, ela passou a ter o poder. Poderia recuperar sua casa no Hamptons, levar uma grana, ter Emily em sua mão. Voltou também para fazer Conrad mais uma vez quebrar o seu lema de nunca assumir a amante. Voltou trabalhada na imprevisibilidade e na rebeldia, com que Emily não sabe lidar. Voltou para retomar o que lhe foi prometido dois anos antes. Voltou para ser uma aliada improvável de Victoria, agora elas serão BFFs de novo.

Outro retorno, claro, foi o de Patrick que, ó, vou dizer pra vocês: só fez falta mesmo pra Victoria e pro Nolan, porque pra mim não fez. Eu já esperava que ele estivesse de volta no episódio do casamento, afinal, precisávamos de mais um suspeito antes da grande revelação, né? Depois de ignorar 40 SMS de Nolan, ele acabou se rendendo ao bon vivant.

E esta reviewer, em sua lógica louca, chegou a pensar que Nolan poderia ter sido o atirador. Quando ele beijou o rosto de Emily, eu vi ali uma analogia com o famoso beijo dado por Judas na face de Cristo. Mas ainda bem que era apenas um beijo de despedida! E o pobre Nolan nem desconfia que seu namorado agora sabe que ele esconde algo atrás do quadro que pertencia à sua mãe. Isso vai dar pano pra manga!

Mas a volta de Patrick trouxe também mais luz pra vida de sua mãe, Victoria que, aliás, nunca esteve tão bela em cena! O vestido dela tombou a concorrência! “E dizem que ninguém nunca pensa na mãe do noivo”. Madeleine Stowe foi um show à parte, interpretando as nuances de sua complexa e incompreendida personagem. Victoria vai da euforia à raiva sem perder a compostura e Mad faz parecer simples, mas não é! E esta é uma personagem que passou toda essa primeira metade da temporada sem absolutamente nenhum poder! Agora veio a virada no jogo! Caiu a Rainha Branca antes da Rainha Negra (até no figurino elas foram assim representadas, o yin e o yang) e é Vic quem tem o poder agora sobre a adversária. Victoria agora sabe que Emily tem propósitos escusos e tem evidências. Ela ainda não sabe que ela é uma Clarke ávida por vingança, mas sabe que é alguém que precisa eliminar. Mas Amanda não chegou até aqui pra ceder fácil, né?

E eu cito Emily como Amanda muitas vezes hoje porque, embora ela tenha se tornado Emily Grayson, ela foi mais Amanda do que nunca. Ao pronunciar os seus votos, foi de arrepiar ver os flashbacks com todo o horror infligido aos Clarke pelos Grayson. Foi uma boa forma de nos lembrar que, mesmo de um jeito torto e (muito) questionável, o propósito de Amanda é muito genuíno.

Emily voltou a ser Amanda também ao ir se despedir de Jack. Fico triste de que a chama da paixão deles tenha sido apagada pela narrativa nesta temporada. Desculpem, porém ainda sou Team Jack. Entretanto, há uma muralha grossa de gelo entre os dois! Cadê aquele beijo apaixonado do início desta temporada? Mas ainda acho que tem coisa pra acontecer por aí, afinal Jack foi até a praia para mais um adeus. Com que intenções, hein? E agora que Amanda foi ferida será que vai bater a culpa no bartender, de ter feito a loirinha acelerar a vingança? Ia combinar muito com o Jack se sentir responsável por parte dos acontecidos. Ele quis muito que a garota levasse logo a cabo essa vingança que ela vem cozinhando em banho maria há dois anos!

Mas para essa vingança, Amanda precisou manipular Daniel, que não tem nada a ver com o pecado dos pais. E ele não quer ter MESMO, então fica divido entre fazer o certo e fazer o que quer. Neste episódio, ele seguiu uma espiral auto-destrutiva: bebeu por dois durante toda a festa e ficou ligando para a ex. Ou seja, em boa coisa isso não ia dar! Saber que Sara tentou se matar o jogou no seu lado negro, que ele abraçou fortemente ao atirar em Emily.

E observou ela afundar nas águas. E voltou pra sala do iate como se nada tivesse acontecido! Prevejo um novo momento para Daniel agora, mais sombrio, mais Grayson.

A cena do tiro foi tensa como esperávamos, com pitadas geniais, como Victoria jogando o bracelete no mar (SOU RYCAAAAAH!). Confesso que soltei uma bela gargalhada quando ela fez isso. E a cara da Emily de “que porcaria, agora vou ter que improvisar!”. Onde estava o Aiden que deixou Vic sair do quarto e ir ali confrontar Emily e até arrancar dela a informação de que a gravidez era só pra prender marido mesmo? Ô imprestável! A cena só não foi perfeita porque não acredito que Daniel estava tão bêbado que ouviu as confissões da esposa, mas não viu a mãe ser arrastada, desmaiada! Me expliquem, se puderem!

Danny Boy ser o atirador teve lógica, mas eu não classificaria como surpresa. Não foi de tirar o fôlego, mas foi empolgante pela gama de possibilidades que abre para a série.

Exodus, como a passagem bíblica que conta o êxodo, tem a ver com partida, recomeço, mas também com salvação. Tem também a ver com a esperança de uma terra prometida, que seria o exílio de Amanda Ross (de acordo com o passaporte falso que Nolan preparou para Emily) longe dos Hamptons. Tem também a ver com a importância do filho primogênito numa família (e Daniel é o primogênito Grayson). Mas em menos de 45 minutos tudo se esvaiu diante dos nossos olhos.

Agora Emily e o Team Revenge precisarão improvisar. Afinal, ninguém tinha um plano B.

A série retorna em 5 de janeiro (yes!) e o promo tá bem revelador, tá bem cheio de spoilers, viu!

Feliz Natal e Feliz Ano Novo, Revengers!

A gente se vê do outro lado dessa vingança!

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