Revenge 3×12 — Endurance

O ódio é muito parecido com o amor. Você não pode forçá-lo. Você não pode lutar contra ele. Você apenas tem que aceitá-lo quando ele vier.” THORNE, Emily

Mantenha seus amigos por perto — e seus inimigos ainda mais perto.

Basicamente, este foi o conceito que permeou o episódio de Revenge desta semana.

Enquanto não se sabe como ou não se pode eliminar a ameaça, melhor mantê-la sob os seus olhos. E foi o que fizeram Victoria, Nolan, Niko e mesmo Emily.

Para começo, vou dizer que eu mal comentaria dessa Niko aí se ela não fosse a herdeira do Takeda. Sério, como a gente não adivinhou, né? Achei bacana esse lance da hereditariedade do misterioso milionário voltando para acertar Aiden bem no meio da cara. Porque ela está bancando a desentendida, mas eu não me surpreenderia se ela já soubesse que o inglês charmosão é o assassino do seu pai e estivesse envolvendo-o em uma vendeta própria. Muito mais Revenge Style. Ah, e ela é danada, né? Confesso que adorei a tática de dar um murro bem no meio das entranhas feridas da Emily. Tá doendo até agora.

E por falar em estilo, Nolan nem precisa fazer esforço nesse quesito, né? AMO / SOU MR. ROSS. Quase abracei a televisão quando Emily fez o comentário sobre o terno listrado dele. Mas estilosa também foi a forma como ele conduziu Patrick para a sua teia. Até pra fingir de bêbado nosso loirinho tem estilo!

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E pobre Osbourne… mal chegou aos Hamptons e acha que é todo safo, espertão e tal. Coitadinho! Fez exatamente o que Nolan e Emily queriam, ao arrombar o cofre e roubar a Caixa do Infinito (aka Caixa de Pandora) e ainda teve que abrir mão do namorado por conta da lealdade à mãe. Mal posso esperar pelo conteúdo do envelope que Nolan enviará a Patrick. Mas de uma coisa podemos estar certos: vai manchar a parte mais pura da vida de Victoria Grayson.

Porque este foi o episódio do “ponto onde não há mais volta”.

Não tem mais retorno, embora Emily tenha amarelado por alguns dias e cogitado abandonar a sua vingança. Não tem mais volta para Victoria, que acabou envolvendo o seu primogênito querido em toda a lama que possui em sua vida (tudo para conseguir uma caixa cheia de pistas falsas). Não tem volta e, ao mesmo tempo, foi também o ponto das reviravoltas.

A mais sentida, claro, é a de Daniel. O rapaz está abraçando o seu lado negro mais e mais. Mesmo retomando seus laços com a Sara Boboca, ele o faz nadando em mentiras. Outra reviravolta, que só começamos a testemunhar, veio de Conrad, que vai aprontar alguma coisa muito séria com a Voulez — tudo para atingir Daniel, que tem se mostrado um filho bem ingrato. E um filho desses não vale o sacrificio de Lydia, então pode ser que vejamos a ex-secretária de David Clarke ainda em breve.

Bom, e chegamos à nossa vingadora.

Emily experimentou o medo e o receio de novas perdas. Experimentou a sensação de fracasso. Agora chega, né? Hora de retomar aquela força de que tanto falaram no episódio anterior.

Em Endurance, o que foi destacado foi a teimosia da nova Senhora Grayson. Essa característica nem sempre foi uma qualidade e, se colocarmos na balança, fez com que a jovem mais perdesse do que ganhasse até aqui. Ela mesma listou todas as suas perdas. Agora o que ela não pode mais perder é tempo. Emily não é exatamente uma vítima indefesa — e, embora os Grayson tenham-na ferido de tantas formas, parte de suas injúrias ela caçou com as próprias mãos.

E então, Victoria revela, com um prazer palpável em suas reações e palavras, que Emily está estéril. Mais do que o passado, os Grayson tiraram de Emily o futuro. Foi tirada dela a oportunidade de dar continuidade à linhagem Clarke. Ela é a última Clarke. A última chance de justiça, ainda que seja uma justiça sinuosa e demorada. Fiquei com o coração na mão com a notícia — outro ponto em que não há mais volta. Uma triste surpresa da trama.

Tendo o seu passado roubado, o seu futuro perdido e as pessoas que amava praticamente extirpadas todas de sua vida, Emily decide continuar — alguém acreditou mesmo que ela ia desistir? E já voltou à vingança dando o seu melhor: manipulou Victoria para que a Rainha dos Hamptons acreditasse que ela não passa de uma simples golpista em busca do dinheiro dos Grayson. E mexeu nesse dinheiro, mexeu em vespeiro. Só não entendi porque ela inocentou Daniel diante da opinião pública. Ela argumentou que precisava recomprar a confiança da nova família e Lydia nem foi um dano colateral que lamentamos, mas eu particularmente preferia que a narrativa tivesse encontrado outro rumo.

A única coisa que resta à nossa doce vingadora é o ódio, que será o tema do próximo episódio, Hatred. Já tô com arrepios com esses 30 segundos, imagina com o resto!

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