Sai de Baixo: E tudo foi como antes

Eu tenho horror a poobree!” Antibes, Caco

Um clima de nostalgia e ansiedade dominou a noite da última terça-feira (11), quando o primeiro episódio da nova micro temporada de Sai de Baixo, uma das séries mais marcantes dos últimos tempos, foi ao ar no Canal Viva.

Encomendados em comemoração ao terceiro ano de existência do canal, os quatro novos episódios também se apoiam na atual moda nacional de reciclar sucessos do passado, como O Astro, Gabriela, Chiquititas, Dona Xepa, Saramandaia, e tantos outros projetos que mantém esse clima de revival.

E nossa, que saudade de ouvir um estrondoso “Cala a boca Magda.” Afiadíssimos, Marisa Orth, Aracy Balabanian, Luiz Gustavo, Márcia Cabrita e Miguel Falabella (esse mais afiado do que nunca) voltaram exatamente do ponto de onde pararam onze anos atrás, é como se nunca tivessem deixado o apartamento do Arouche.

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Com todo esse clima de reencontro familiar, eles nos fizeram acreditar que sim, “Tudo será como Antes”, título perfeito para um primeiro episódio de uma série que celebra a lembrança. Do hino do São Paulo para a entrada de Vavá, para os infalíveis bordões de Caco Antibes, o dialeto único de Magda, os erros de gravação, a trilha sonora de Caçulinha, a interação com a platéia, as crises de riso, os improvisos mais engraçados que as piadas prontas… Estava tudo lá, como nas antigas noites de domingo.

Arthur Xexéo também mostra que não perdeu a mão, e construiu um texto repleto de referências atuais: como a ascensão da Classe C (Neide Aparecida ficou rica ao processar a ex-patroa), a PEC das domésticas, a crise nos aeroportos, o preço do tomate, a cirurgia de Angelina Jolie, todas arrancando risadas do público.

Entretanto, é visível que os dois melhores momentos da noite foram: a paródia de The Voice, com Vavá cantando Naldo e sendo melhor que o original; e a alfinetada no Deputado Marco Feliciano, que acontece quando Magda e Caco são obrigados a dormir com o mordomo (Tony Ramos), e Falabella solta um aplaudidíssimo “Chupa Feliciano”, para delírio da plateia e da crítica. Como é maravilhoso ver um texto que não tem medo de brincar com o politicamente incorreto.

Mesmo com as sentidas faltas de Tom Cavalcante e Claudia Jimenez, o elenco se mostrou entrosado e afiado, além de parecer que realmente estavam adorando reviver aqueles personagens. Apesar de ser uma releitura de um sucesso do passado, todo aquele clima de saudade e paixão entre os atores e telespectadores, trouxe um frescor para o programa, uma vontade de quero mais, uma nova possibilidade para as já consagradas sitcons.

Que o sucesso seja enorme, e que esses sejam apenas os primeiros quatro episódios de um programa que realmente faz diferença na TV brasileira.

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