Salem: as bruxas estão entre nós

Existe algo pior que uma caça as bruxas…A bruxa!” — SUPREMA. Mary Sibley

Durante o século XVII o então povoado de Salem, na colônia americana da Nova Inglaterra, entrou para os livros de historia ao protagonizar uma das maiores caçadas as bruxas. Durante o ano de 1692 mais de cento e cinquentas pessoas foram presas e pouco mais de vinte, na maioria mulheres, foram condenadas a morte por bruxaria.

Com este cenário histórico como pano de fundo é que se inicia The Vow, título do episódio piloto da nova serie do canal WGN: Salem.

Criada por Adam Simon e Brannon Braga, seu primeiro episodio foi muito bem recebido pela audiência e pela crítica lá fora é não é por acaso.

salem

Partindo da licença poética, este primeiro episódio nos apresenta aos seus personagens, um mix de personalidades historicamente reconhecidas e personagens fictícios. Assim conhecemos Mary (Jannet Montgomery), uma jovem de bom coração que encontra em John (Shane Wet), um dos descendentes dos fundadores do povoado, sua verdadeira paixão. O clima a principio novelesco logo sai de cena e dá lugar a um clima de terror e suspense.

Tendo que partir para lutar na guerra contra os índios, John deixa, sem saber,uma Mary grávida e sozinha. É neste cenário que nossa protagonista conhece, através de Tituba, sua criada, as vantagens na bruxaria. Sete anos após sua partida, John retorna a Salem e reencontra uma Mary casada, mais madura, fria e calculista.

O roteiro acerta em logo neste primeiro episódio explanar o que será todo o plot narrativo dos 13 episódios seguintes: o esforço dos puritanos em livrar a cidade das bruxas e em contrapartida as bruxas em conseguirem suas vinganças e dominarem a cidade, através do embate metafórico do amor de John, agora caçador de Bruxas e Mary a bruxa que secretamente assombra a cidade.

Bebendo diretamente da fonte de filmes de terror, a linguagem visual em tons mais cinzentos e pasteis, ambientada em uma America ainda colônia cria uma misancene de encher os olhos. Sexo, rituais macabros, sacrifícios, assombrações, possessões e pactos com o diabo são vertiginosamente jogados, logo, de cara no telespectador, em um ritmo frenético que hora beira ao horror, hora ao grotesco, banhado em um suspense psicológico.

Em muitas cenas pouco se vê do clima dramático do filme As Bruxas de Salem, de 1996, é possível reconhecer certas referencias de O exorcista, A dama de preto, A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e a Bruxa de Blair.

No elenco, a dupla principal Jannet Montgomery e Shane West dá conta do recado, mas o destaque vai para os personagens historicamente reconhecidos de Tituba (Ashley Madekwe), Cotton Mather (Seth Gabel) e Issac Walton (Iddo Golberg) que tendem a ganhar mais destaque no decorrer da serie, principalmente Cotton que, historicamente é responsáveis pela inquisição e de Issac que no fim do episodio quebrou o circulo de feitiços do coven.

Salem nos apresenta com um ótimo primeiro episodio, um tremendo show, sem dúvida! Seu único mal é sofrer dos mesmos males que foi sua maior marca histórica: valorizar e perpetuar a lenda e o supersticioso mundo da bruxaria de Salem que se sobrepõem sobre a verdade, que foi o massacre a mulheres em prol de extremismo religioso. Funciona muito bem como entretenimento, mas peca como bloco histórico.

E você leitor o que achou deste primeiro episódio? Vai acompanhar? Comente aqui com gente e prometo não colocar seu nome na boca do sapo.

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