Scandal 3×08 — Vermont Is for Lovers, Too

Não venda a casa” — POPE, Olivia

Este é um episódio de Scandal que ficará para sempre na memória dos fãs da série.

Lembraremos de cada momento de Vermont Is for Lovers, Too. Cada um milimetricamente calculado para nos inebriar ou para tirar o nosso fôlego. Para nos espantar e também para nos satisfazer.

E por isso mesmo, me arrisco a dizer, sem medo de errar, que este é O melhor episódio de Scandal de todos os tempos.

E não poderia ser diferente. Escrito por Shonda Rhimes herself e Mark Wilding, o episódio já começou com um aviso de cenas fortes. Mas jamais poderíamos esperar Mama Pope mastigando o próprio pulso.

O que não faz uma pessoa desesperada por liberdade, não é mesmo? São mais de 20 anos sem ver a luz do sol, sem ter acesso à filha, sem direito a uma identidade, mantida no subsolo de alguma instalação ultra mega secreta. Depois da chocante revelação de que Maya Pope está viva e em um cativeiro dirigido por seu marido, ainda ficaram muitas perguntas sem resposta. A principal é: por quê?

Será que Eli Pope é tão maldoso e sádico a ponto de manter a esposa trancafiada sob o nome de Omar Dresden e insensível a ponto de deixar a filha vivendo a mentira de que a mãe foi morta num acidente de avião? O Comando é um mistério ainda longe de revelarmos. Suas motivações não são claras. Mas ali, naquela prisão, também não havia espaço para fingimentos e o embate entre ele e Maya já deixava no ar, numa frase que ele disse: “Não esqueça de quem é a culpa”.

E se Maya está viva, por que o avião foi abatido, já que tudo levava a crer que Eli havia sacrificado 328 vidas para acabar com a da esposa? Mas ela estar viva foi um alívio no tocante à (não) relação de Olivia e Fitz. Nem Titia Shonda teria sido insana a ponto de criar esta muralha entre eles, a morte da mãe de Olivia os afastaria para sempre.

Mas, calma, já chego em Olitz…

Quinn agora é uma agente dupla. Forçadamente dupla. A Baby Huck foi traída pela ingenuidade e agora tem o rabo-preso com a B613, que a quer dentro da OPA. E foi tão fácil, não? Seduzida por Charlie e pela adrenalina de ser boa no que aprendeu com Huck, Quinn vive a angústia de esconder mais uma vez. Afinal, matar (sem querer) o possível informante dos gladiadores foi quase como viver a fuga de um atentado a bomba do qual ela foi inocente. Quinn foi jogada novamente na espiral das conspirações, tendo que lutar pela própria sobrevivência. Como se salvar de ser descoberta por seu mentor? E óbvio que isso aconteceria! Agora nossa jovem gladiadora / espiã / assassina está prestes a ser torturada (e morta?) por alguém que é excepcionalmente bom nisso.

E lá no quartel-general dos gladiadores, uma crise envolvendo Josie Marcus e uma historinha mal contada de um laptop roubado… Ok, nós, espectadores treinados de Scandal já pudemos matar de longe essa charada, né? Era óbvio que a ambição de Candice a havia feito criar toda uma farsa para desmoralizar o adversário. A filha de Josie questionou tanto os métodos de Olivia e Abby no episódio anterior e acabou tendo a mais infantil das atitudes. Isso custou a campanha de Josie (era óbvio que ela não jogaria na fogueira a filha que tanto sacrificou para manter por perto) e tirou Lisa Kudrow de nós mais cedo do que gostaríamos. Mas tudo indica que esta foi realmente a morte política da ex-futura-presidente Marcus. O que foi uma pena, porque estávamos apenas começando a conhecê-la.

E justo agora que Harrison havia se esgueirado para a cama de Candice! Como nunca temos informação sobre a vida pessoal do gladiador, já estava me empolgando este novo fato. Bom, pelo menos, Shonda já nos deu um aperitivo do que está por vir, jogando no ar a informação de que um ex-empregador dele está chegando — e deixando Harrison apavorado com a possibilidade!

A queda precoce de Josie Marcus abriu espaço para Olivia reencontrar o caminho de volta para Fitz.

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Fitz conduziu Olivia para o futuro. Ou para uma realidade alternativa… que atende pelo nome de Vermont.

Temos que admitir. Shonda Rhimes sabe como construir romances e diálogos entre apaixonados que partem nosso coração. Na sequência inteira de Vermont, ela se superou. Nunca houve um momento de delicadeza tão grande entre Olivia e Fitz. Que foi ainda mais gostoso de assistir após mais um diálogo arisco, onde eles disseram tudo o que estava preso na garganta. E mais, falaram sobre a única pessoa que Olivia se recusa a falar a respeito — seu pai. Conversaram sobre quem protege e quem é protegido, sobre quem arruinou quem. E Fitz faz o mais certo para os dois, que era desistir daquela conversa que ainda tem muita coisa que não podia ser dita.

Essa casa é sua. Nossa. Eu a construí para nós.”

E assim todo o gelo se derreteu. Não importava mais B613, Comando, avião abatido, eleição roubada. Só importava Fitz seguindo como um simples prefeito de cidade pequena, Olivia dona de casa fazendo geleia, o aconchego de uma lareira, crianças correndo pela casa… e claro, ao som de The Light. Só importava a possibilidade, remota ou não, (ou como melhor classificou Fitz, o sonho) de construírem uma família e envelhecerem juntos.

Lembra quando tudo o que os dois podiam ter era um minuto? Apenas um minuto estando perto um do outro. Um minuto se encarando e pensando nas possibilidades. Já em Vermont, por algumas horas, não existiu mais nada, apenas os dois, entregues um ao outro. Faltava uma cena assim para o casal. Tudo sempre foi tão intenso entre os dois, que chegava a ser exaustivo. Ali, no chão, diante da lareira em Vermont, eles simplesmente se cansaram de lutar — contra o outro, contra o que sentiam, contra o que não sabiam, contra o mundo.

Mas as horas se passaram, o dia chegou, o sonho ficou em suspenso… o mundo livre precisava ser liderado e escândalos precisavam ser abafados em DC novamente.

Escândalos grandes como o do homem que envia o pobre marido desavisado como isca num jogo político. Parecia um plano perfeito de Cyrus, mas a ignorância de James era fundamental pra dar certo. Mesmo depois de tanto stress com a história de Defiance, Cyrus insiste em enxergar seu marido como um mero enfeite, um garoto bonito e manipulável. Ao perceber que era apenas mais um joguete no esquema político de Cyrus, James pulou direto na jugular do marido.

E que melhor maneira de fazer isso do que sendo o que não se espera? E sem caminho de volta…

E se tudo já não estivesse bagunçado o bastante, o fantasma de Maya Pope surge diante de Olivia. Aliás, essa mulher é ninja ou uma versão feminina de James Bond, uma Houdini do século 21? Como ela escapou daquele lugar??? Perguntas que adoramos nos fazer! Ah, Shonda, escreva mais e mais roteiros de Scandal, nós merecemos.

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