Sem Limites (2011) | Crítica

Marcada por uma ótima direção, Sem Limites apresenta roteiro com questionamentos de roda de conversa

As drogas podem provocar no ser humano diversos efeitos, variando de pessoa para pessoa e demonstrando mil e uma de suas facetas, entre elas a de alta confiança, êxtase intenso, ou seja, bem-estar garantido. Bom, não é? E se, além disso, você encontrasse, nesse tipo de produto, uma potencialização de suas habilidades. Ótimo, não é? Esse é o prelúdio do roteiro apresentado por Leslie Dixon baseado no romance The Dark Fields, de Alan Glynn.

Sem Limites conta a história de Edward Morra, escritor que leva um vida medíocre e decadente em busca de sua única esperança para mudar de vida, escrever um livro para que alavanque sua carreira e auto-estima. Após perder sua namorada, dá as caras com o NZT 48, uma droga capaz de estimular o cérebro de forma extraordinária, criando a perfeição entre o conhecimento intelectual e a sua aplicação.

Partindo do fato de que toda sua ótima storyline de ação demonstra a grande dificuldade em se libertar do NZT, o roteiro tem sua base no conhecimento da droga, mas seu pilar está mesmo é em mostrar as consequências da aproximação ao mundo delas. O embasamento que esse texto possui para retratar essa história é bem aceito pela sociedade, mas é considerado pseudo-científico por ser caracterizado como lenda urbana pela comunidade científica.

A teoria de que o ser humano utiliza somente uma porcentagem do cérebro vêm sendo disseminada na cultura popular por diversas produções recentes, mas que surgiram aqui em Sem Limites. Em outras oportunidades, Isaac Azimov (Eu, Robô) em Lest We Remember; o roteiro da série de TV Heroes; e mais recentemente Lucy, afirmaram que se usássemos todo o cérebro humano teríamos capacidade para exercer superpoderes.

Se em Uma Sexta-feira Muito Louca (2003), Hairspray (2007) ou em Uma Babá Quase Perfeita (1993), Leslie acertou a ótima construção de seus personagens no comando com outros roteiristas; aqui, onde assina o comando da equipe sozinha, a roteirista não acerta o tom e entrega personagens não tão fortes quanto a história contada. Em contrapartida, Sem Limites tem um elenco afiado.

Enquanto o personagem protagonista Eddie faz seu sucesso com ajuda das pílulas de NZT, podemos ver um Bradley Cooper maduro e entregue ao papel. Após passar por diversos pontos do tráficos, Eddie chega até Carl Van Loon, personagem de Robert De Niro, que faz sua participação bem-vinda e excelente, digna do grande renome que tem.

Todo conteúdo divulgado já deixava a marca que Neil Burger, com sua direção firme e invejável. Os efeitos e elementos gráficos utilizados para ambientar e exemplificar as sensações de Eddie foram, além de importantes, interessantes. Câmera em alta velocidade é só um dos aspectos que transparecem a dinâmica da direção perspicaz comandada por Neil.

O assunto sobre o poder que pode estar guardado dentro de nós mesmo não sai até hoje dos burburinhos das pessoas; realidade possível, ou não, não nos cansaremos de produções do tipo, porque se seguirem os moldes utilizados em Sem Limites, o acerto é garantido.

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