Sense8 1×03 — Smart Money’s on The Skinny Bitch

No seu terceiro episódio, Sense8 não deixa a história progredir, mas o telespectador só percebe quando o episódio acaba

Eu sabia que você voltaria, esse é o seu lugar. Você pode fingir, pode agir da forma que os outros querem que aja, pode enterrar seu coração, mas eu sei que você sempre voltará”. COACH

Quem viu o terceiro episódio de Sense8 sem se preocupar demais em falar mal da série, pode ter tido essa reação quando Smart Money’s on the Skinny Bitch chegou ao fim. O roteiro e a forma como ele é apresentado fazem o telespectador simplesmente perder a noção do tempo.

Com um episódio mais focado em Sun e Capheus, ficamos tão intrigados com as situações que os dois estão vivendo que nos esquecemos de perceber que pouco foi adicionado a trama. Eles continuam vivendo quase como se nada de extraordinário estivesse acontecendo.

Um destaque especial a uma cena super aguardada: quando Capheus tem seu ônibus assaltado e decide que não vai deixar isso barato. Além da ligação com Sun ter sido exatamente o que lhe deu confiança, a edição da cena quando um toma o lugar do outro, incluindo Will que estava praticando tiro, foi simplesmente sensacional.

Sense8

Destaque também para uma cena mais simples, mas incrivelmente bem editada: quando Will e Sun estão lendo documentos que eles tiram de um cofre, cada um em uma parte do mundo, lendo coisas completamente diferentes, mas que os atingem emocionalmente de forma similar.

Por enquanto percebemos que esse tipo de ação é o que conecta com mais facilidade os indivíduos — Capheus conseguiu utilizar as habilidades de luta de Sun porque ela também estava lutando. Talvez isso explique a falta de envolvimento de Lito com os outros sete, apesar de ter tido bastante destaque não só neste, mas no episódio anterior, ele é o que menos tem se comunicado com os demais.

Também percebemos, não só pelos três episódios vistos até agora, mas também pelos trailers, que aparentemente alguns personagens vão se relacionar mais criando duplas ou trios. Vimos que Will tem tido várias experiências com Riley, Sun parece mais próxima de Capheus e Kala sente mais Wolfgang.

Ainda é difícil entender o ritmo da série, principalmente se pensarmos que ela só terá doze episódios e pouco progrediu nos três primeiros. Mesmo exibindo qualidade, fica a sensação de que não chegaremos a ponto nenhum tão cedo.

Pontos positivos para cenas como a quase cirurgia de Nomi, incapaz de ajudar a si mesma, e completamente desconectada dos demais por estar sedada. A série mostra que a vida dos personagens não depende apenas de seus novos dons, eles ainda têm todo o restante do mundo a favor ou contra eles.

Depois dessa pequena experiência que já representa um quarto de toda a temporada, fica o medo de que o público não entenda o conceito da série e ela acabe não agradando, mas também a satisfação de poder ter ao menos a oportunidade de ver uma temporada completa.

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